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Universidade do Minho

Metáforas dos eixos cima/ baixo e frente/ trás em português europeu: contrastes com o mandarim

Abstract

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A metáfora espácio-temporal é um dos temas nucleares na linguística cognitiva devido a que o tempo e o espaço são domínios cognitivos básicos e fundamentais na vida quotidiana. No entanto, o que é exatamente o tempo tem sido constantemente discutível. O tempo e o espaço não são cognitivamente iguais na medida em que a compreensão do espaço é a nível de desenvolvimento cognitivo muito anterior à compreensão do tempo. A cognição do tempo, na qual a metáfora desempenha um papel enorme, depende muito da do espaço. A metáfora é baseada numa experiência que é tanto condicionada pela natureza fisiológica do corpo humano quanto influenciada pela cultura da sociedade onde o sujeito se localiza. É isso que leva à sua universalidade e particularidade. O estudo contrastivo possibilita compreender melhor essas duas propriedades da metáfora. Assim, precisámos de selecionar um tipo de metáfora que existe em duas línguas com culturas distintas, na medida em que se verificam semelhanças e diferenças nas metáforas interculturais. A metáfora temporal atende perfeitamente a esse requisito por ser uma metáfora concetual típica com mapeamentos sistemáticos e diversificados. Consequentemente, fornecem exemplos abundantes para realizar o estudo do contraste linguístico português-mandarim a fim de entender as bases cognitivas da ocorrência da metáfora e os mecanismos de operação das metáforas. O estudo vai concentrar-se na metáfora temporal e suas relações com as metáforas espaciais nos eixos cima/baixo e frente/trás. Através dos resultados, confirmamos que, por um lado, a metáfora é verdadeiramente baseada na experiência corporificada, no tão atual conceito tão caro a várias áreas cognitivas de cognição corporificada (embodied cognition), experiência mais próxima à vida quotidiana, porque as metáforas espácio-temporais, nas duas línguas, têm muitas semelhanças; por outro lado, as metáforas são também afetadas pela cultura, pela religião, ideologia social, e até pelo ambiente geográfico. As características da própria linguagem também terão um impacto profundo na formação de metáforas temporais. Além disso, pode-se verificar, pelas metáforas, que as culturas representadas por português e mandarim têm diferentes perceções do tempo. Globalmente, podemos dizer que o tempo em português é mais como um objeto que avança a uma velocidade constante, enquanto o tempo em mandarim é considerado como um objeto que se move com mais flexibilidade tanto no sentido da direção do percurso, quanto no modo de movimento.

Degree

thesis:*
Name thesis:degree_name
Doutoramento em Ciências da Linguagem (especialidade em Linguagem e Cognição)
Grantor
Universidade do Minho
Year dc:date.issued
2024

Author and committee

dc:creator, dc:contributor.*
Author dc:creator
  • Yang, Xu
Advisor dc:contributor.advisor
  • Teixeira, José

Subjects

dc:subject × 15

Rights

dc:rights
Statement dc:rights
  • openAccess
Language dc:language.iso
por

Identifiers

dc:identifier.*
Handle dc:identifier.uri
https://hdl.handle.net/1822/93629

Chain of custody

source
Harvested from
Universidade do Minho
Base URL
repositorium.sdum.uminho.pt/oai/request
Last updated
2026-08-21
Source record
OAI-PMH GetRecord
citation

Yang, Xu. Metáforas dos eixos cima/ baixo e frente/ trás em português europeu: contrastes com o mandarim. Universidade do Minho, 2024. https://hdl.handle.net/1822/93629