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Universidade Federal de Viçosa

Aspectos da morfologia do intestino grosso do gambá Didelphis aurita (Wied-Neuwied, 1826) com ênfase nas células enteroendócrinas

Abstract

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O aparelho digestório possui função crucial no controle da homeostase energética, sendo esse mecanismo regulador atribuído, em parte, às células enteroendócrinas. Estas células representam a maior população de células produtoras de hormônios do organismo de mamíferos eutérios e atuam no controle da secreção, absorção, motilidade e proliferação das células do aparelho digestório. Em razão da importância dessas células, teve-se por objetivos caracterizar a morfologia, identificar e quantificar as células endócrinas argirófilas, argentafins e imunorreativas à insulina do intestino grosso, nas regiões do ceco, cólons (ascendente, transverso e descendente) e reto de gambás D. aurita. Fragmentos da parede do intestino grosso de 10 espécimes machos de D. aurita foram coletados, processados e submetidos às técnicas de histoquímica, imuno-histoquímica e microscopia eletrônica de varredura e de transmissão. As túnicas do intestino grosso de D. aurita apresentam características morfológicas descritas para os mamíferos eutérios. A camada muscular circular interna em todas as porções e regiões analisadas é mais espessa que a camada longitudinal externa, entre as regiões analisadas. Essa camada, no reto, apresentou-se mais espessa que no ceco e cólon ascendente. O número das células mucossecretoras aumentou da região do ceco em direção ao reto. Essas células exibem mucinas neutras e ácidas, indicando que a produção de muco é mista. Proporcionalmente, as células argirófilas, argentafins e imunorreativas à insulina representam, respectivamente, 62,75%, 36,26% e 0,99% do total determinado de células endócrinas do intestino grosso. Não houve diferença quantitativa entre as células endócrinas argirófilas e argentafins, enquanto as células imunorreativas à insulina são menos numerosas. As células endócrinas argirófilas e argentafins apresentam formas alongada, piramidal ou arredondada e possuem núcleo ovoide e citoplasma com grande quantidade de grânulos de secreção. A maioria dessas células é do tipo aberto e apresenta prolongamento apical alcançando a superfície luminal. Outras células, sem comunicação aparente com o lúmen, do tipo fechado, são localizadas comumente na base das glândulas intestinais e possuem a porção basal geralmente dilatada e em maior contato com as células adjacentes. As células endócrinas imunorreativas à insulina são alongadas ou piramidais com núcleo arredondado, de contorno irregular, e possuem grande quantidade de grânulos de secreção distribuídos em todo o citoplasma. Os grânulos, de diferentes tamanhos e densidades eletrônicas, são classificados em imaturos e maduros. O padrão ultraestrutural dos grânulos das células imunorreativas à insulina é semelhante ao das células B de ilhotas pancreáticas. As formas maduras dos grânulos são predominantes e representam 65% do total dos grânulos de secreção.

Degree

thesis:*
Grantor dc:publisher
Universidade Federal de Viçosa
Year dc:date.issued
2013

Author and committee

dc:creator, dc:contributor.*
Author dc:creator
  • Santos, Daiane Cristina Marques dos

Subjects

dc:subject × 10

Rights

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Statement dc:rights
  • Acesso Aberto
Language dc:language
por

Identifiers

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Repository record dc:identifier.uri
http://locus.ufv.br/handle/123456789/260
OAI identifier oai:identifier
oai:locus.ufv.br:123456789/260

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Harvested from
Brazil UFV
Base URL
locus.ufv.br/server/oai/request
Last updated
2026-07-24
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OAI-PMH GetRecord
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Santos, Daiane Cristina Marques dos. Aspectos da morfologia do intestino grosso do gambá Didelphis aurita (Wied-Neuwied, 1826) com ênfase nas células enteroendócrinas. Universidade Federal de Viçosa, 2013. http://locus.ufv.br/handle/123456789/260