Universidade Federal do Paraná
Acúmulo e respostas fisiológicas de hortaliças hidropônicas a antimicrobianos
Abstract
dc:description.abstractResumo: Os antimicrobianos, disponíveis no solo ou na água usada para a irrigação, podem ser absorvidos por plantas de interesse agrícola, contribuindo com sua inserção nos níveis tróficos, além de, possivelmente, trazerem prejuízos ao seu desenvolvimento. O objetivo geral foi o de compreender, de forma integrada, os efeitos da exposição antibiótica sobre o metabolismo das plantas, investigando suas respostas fisiológicas, bem como a bioacumulação em hortaliças folhosas baby leaf. Utilizando cultivo hidropônico, os efeitos da exposição ao ciprofloxacino (CIP - 1,5 µg L-1), eritromicina (ERI - 1,5 µg L-1) e/ou sulfametoxazol (SULFA -0,3 µg L-1) foi investigada, de forma isolada e em mistura, em alface, rúcula e agrião. Para isso a concentração de antimicrobianos no tecido foliar das hortaliças foi avaliada, bem como a concentração de peróxido de hidrogênio (H2O2) após a exposição e as respostas fisiológicas relacionadas ao metabolismo antioxidante, como concentração de fenólicos totais, e atividade das enzimas catalase (CAT) e ascorbato peroxidase (APX). Investigou-se também a alteração na composição nutricional (macro e micronutrientes) das plantas e o efeito desses antimicrobianos nas características de crescimento aéreo como massa fresca (MFA), seca (MSA), número de folhas ou talos e do crescimento radicular como massa fresca de raízes (MFR), volume e comprimento total e diâmetro. Verificamos que todas as plantas apresentaram antimicrobianos em seus tecidos, sendo a absorção da alface mais eficiente quando os fármacos estão em misturas, e o agrião, contrariamente, mais eficiente quando isolados. A presença dos antimicrobianos promoveu aumentos na concentração de H2O2 somente em alface, de fenólicos totais apenas em rúcula e ativação das enzimas CAT e APX em todas as plantas. A composição mineral foi alterada em todas as plantas, com destaque para o nitrogênio, que teve sua concentração aumentada em alface e reduzida nas demais. A MSA das plantas não foi alterada, contudo menor MFA ocorreu apenas no agrião apesar das suas raízes apresentarem maiores comprimento total e diâmetro. Contrariamente, reduções de até 30% e 7,5% na MFR foram observadas em alface e rúcula, respectivamente. Podemos concluir que, mesmo em pequenas concentrações, os antimicrobianos foram absorvidos e acumulados pelas plantas e causaram efeitos adversos em sua fisiologia e morfologia, a depender da espécie e do composto. Estes resultados alertam sobre a inserção de subdoses de antimicrobianos nos níveis tróficos superiores, além de potenciais prejuízos produtivos em espécies de interesse alimentar.
Author and committee
dc:creator, dc:contributor.*- Author dc:creator
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- Rocha, Daiane Cristina da
- Advisor dc:contributor.advisor
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- Gomes, Marcelo Pedrosa, 1986-
Subjects
dc:subject × 4Rights
- Language dc:language
- Português
Identifiers
dc:identifier.*- Handle dc:identifier.uri
- https://hdl.handle.net/1884/79027
- OAI identifier oai:identifier
- oai:acervodigital.ufpr.br:1884/79027