Universidade Federal do Paraná
Loxoscelismo : avanços e desafios no desenho de fragmentos de anticorpos com potencial terapêutico
Abstract
dc:description.abstractResumo: Envenenamento por aranhas do gênero Loxosceles spp. (loxoscelismo) é um problema de saúde pública no Brasil, com mais de 6.000 casos por ano. O acidente é caracterizado por lesões dermonecróticas e/ou sistêmicas que, se não tratado de forma correta pode levar a sérios prejuízos inclusive a morte. O tratamento específico é baseado na administração do soro antiloxoscélico ou antiaracnídico. A produção do soro foi descrita há mais de um século e, apesar de eficaz trata-se de um método laborioso, que apresenta limitações importantes como a necessidade de altas quantidades de venenos brutos como imunógenos para os cavalos, o emprego de um grande número de animais, e seu uso pode implicar em reações adversas, dada a natureza heteróloga das imunoglobulinas. Atualmente, tem-se estudado o emprego de fragmentos de anticorpos recombinantes na terapia em diversas áreas da saúde humana, inclusive para envenenamento por serpentes e escorpiões. Fragmentos como scFv, diabody, minibody possuem baixa massa molecular, rápida difusão no tecido, estabilidade e são eficazes na neutralização, além de produzidos por diferentes sistemas de expressão. Nesse trabalho foram produzidos fragmentos de anticorpos humanizados que tiverem como template o monoclonal murino anti Loxosceles intermedia, LimAb7. A primeira geração de fragmentos produzidos, scFv15hLi7, manteve o perfil de reconhecimento da molécula de origem; porém, não foi capaz de neutralizar a atividade hemolítica in vitro do veneno. Tendo em vista que, a molécula parental liga-se próximo ao sítio ativo e, dessa forma poderia ocasionar impedimento estérico, foi inserida uma sequência que codifica CH3 a fim de aumentar o tamanho do fragmento. O minibody (scFv15h-CH3Li7) apresentou resultados mais promissores que o formato de scFv, mas manteve-se instável e com baixo rendimento de produção. As análises da sequência da primeira geração por docking sugeriram um deslocamento na interação com o antígeno e, com isso foram realizadas duas mutações reversas dando origem a segunda geração de fragmentos, scFv15hli7m e scFv5hLi7m (diabody). O scFv5hLi7m foi capaz de reconhecer o veneno e neutralizar os efeitos hemolíticos dependente ou não do sistema complemento, mesmo em concentrações altas da toxina; considerado então, promissor no tratamento de loxoscelismo.
Author and committee
dc:creator, dc:contributor.*- Author dc:creator
-
- Silva, Sabrina Karim
Subjects
dc:subject × 4Rights
- Language dc:language
- Português
Identifiers
dc:identifier.*- Handle dc:identifier.uri
- https://hdl.handle.net/1884/71300
- OAI identifier oai:identifier
- oai:acervodigital.ufpr.br:1884/71300