Universidade Federal do Paraná
Existe benefício em realizar biópsia prévia a conização nas lesões intraepiteliais de colo uterino?
Abstract
dc:description.abstractResumo: O grande desafio no tratamento das lesões precursoras e do câncer de colo uterino muitas vezes está no caminho percorrido até o diagnóstico final. A identificação da localização e extensão da lesão, a realização de biópsias nos locais com maior suspeita de malignidade e posterior realização do procedimento cirúrgico mais adequado podem ser fatores decisivos para o melhor prognóstico. Tal manejo e as etapas para identificação destas lesões tem sido cada vez mais questionados, levando os pesquisadores a buscar quais pacientes têm maior benefício com determinada conduta. A concordância entre resultados de colposcopia e conização principalmente em lesões de alto grau e a existência de divergências mesmo entre resultados histopatológicos gera dúvidas quanto ao benefício da biópsia prévia a conização. Objetivo: Avaliar se a biópsia colpodirigida é necessária para aumentar a acurácia diagnóstica nas lesões intraepiteliais de colo uterino em relação a colposcopia. Material e métodos: Estudo retrospectivo, observacional, incluindo pacientes submetidas a colposcopia, biópsia colpodirigida e procedimento cirúrgico (cirurgia de alta frequência ou conização a frio), no período de fevereiro de 2008 a fevereiro de 2018, no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná. Dados como número de quadrantes da lesão presentes na colposcopia, número de fragmentos retirados nas biópsias e diferenças por idade também foram analisados. Resultados: Um total de 299 mulheres foram incluídas. Foi encontrada uma acurácia de 76,25% (IC 95% 71,4-81,1) entre a colposcopia e a conização, sendo 80,5% % (IC 95% 75.7-85.3) nas lesões de maior grau. A acurácia da biópsia foi de 79,6% (IC 95% 75-84,2), sendo 84,6% (IC 95% 80-89,1) nas lesões de maior grau. Pacientes com um quadrante acometido tiveram confirmação de 76,9% nas lesões de maior grau, enquanto as com dois quadrantes acometidos apresentaram o mesmo resultado em 85% dos casos. A acurácia com a biópsia de um fragmento foi de 78% e com dois ou mais fragmentos 80%. Para mulheres menores de 40 anos, a acurácia foi de 77,6% e 80,8% para colposcopia e biópsia, respectivamente. Para mulheres acima de 40 anos ou mais, a acurácia foi de 72,5% e 76,3% para colposcopia e biópsia, respectivamente. Conclusão: Não há diferença entre a acurácia da colposcopia e da biópsia colpodirigida em comparação a conização. As pacientes que tiveram o maior benefício quando a biópsia não foi realizada foram aquelas que apresentaram lesão de alto grau na colposcopia e menores de 40 anos, não existindo benefício em realizar biópsia previamente a conização neste grupo de pacientes. Palavras-chave: 1. Neoplasia intraepitelial cervical (NIC) 2. Biópsia colpodirigida 3. Conização 4. Câncer cervical.
Author and committee
dc:creator, dc:contributor.*- Author dc:creator
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- Bonow, Marília Porto
- Advisor dc:contributor.advisor
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- Zanine, Rita Maira
Subjects
dc:subject × 3Rights
- Language dc:language
- Português
Identifiers
dc:identifier.*- Handle dc:identifier.uri
- https://hdl.handle.net/1884/69389
- OAI identifier oai:identifier
- oai:acervodigital.ufpr.br:1884/69389