Abstract
dc:description.abstractResumo: A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma doença altamente prevalente, prevenível e tratável. Além do comprometimento pulmonar, diversas condições associadas extrapulmonares são comumente vistas. A redução na densidade mineral óssea (DMO), a presença de fraturas vertebrais e as alterações na composição corporal (CC) que ocorrem nestes pacientes, elevam o risco de exacerbações da doença, pioram a qualidade de vida e aumentam a mortalidade. Este estudo relacionou os dados de DMO, CC, prevalência de fraturas vertebrais morfométricas (FVM), pré-sarcopenia e sarcopenia com os critérios de gravidade e prognóstico de pacientes com DPOC e comparou os resultados com dois grupos controles, além de comparar 4 critérios diagnósticos (Baumgartner, Newman, Misto e FNIH) de pré-sarcopenia e sarcopenia nos três grupos. Todos os pacientes e controles realizaram exame de densitometria óssea, CC e avaliação de FVM no SEMPR (Serviço de Endocrinologia e Metabologia da UFPR). Foram avaliados os dados de 121 pacientes (65 mulheres), média de 67,9 ± 8,6 anos com DPOC (GD), 63 indivíduos tabagistas (GT) (29 mulheres), média de 65,5 ± 8,9 anos e 81 indivíduos não tabagistas (GNT) (47 mulheres), média de 66 ± 8,5 anos. DMO alterada foi observada em 88,4% dos pacientes do GD, com maior número de pacientes com osteoporose neste grupo em relação aos controles (p<0,001). A DMO (g/cm²) nos três sítios avaliados foi menor no GD que nos controles, associado com pior grau de obstrução, estadiamento clínico e índice prognóstico da DPOC (p<0,05). A prevalência de FVM nos pacientes com DPOC foi elevada (57,85%) e maior do que em ambos os grupos controles (GT 23,8% e GNT 14,8%), p<0,001. A CC mostrou menor porcentagem de gordura corporal total no GD em relação aos controles (p=0,04). Pior DMO nos três grupos e nos três sítios avaliados foi associada com menor quantidade de massa magra total (p<0,001). A prevalência de pré-sarcopenia foi maior no GD variando de 19 a 46%, dependendo do critério utilizado, sendo mais prevalente quando utilizado o critério mais atual da literatura (FNIH). No GT a prevalência variou de 20,6 a 39,7% e no GNT de 18,5 a 29,6%. A concordância entre os critérios diagnósticos de pré-sarcopenia foi considerada baixa (kappa <0,40). O diagnóstico de sarcopenia no GD, considerando os 4 critérios, mostrou uma concordância moderada (kappa = 0,57) entre os mesmos e com alta prevalência, variando de 4,9 a 12,4%, também maior pelo FNIH. Existiu uma associação entre sarcopenia e pior prognóstico da doença (OR: 3,50 (1,06 - 11,56), p=0,035), na análise univariada. Concluímos que os pacientes com DPOC apresentaram alterações significativas na massa óssea, na CC e alta prevalência de pré-sarcopenia e sarcopenia quando comparados a controles tabagistas ou não, além de elevado número de FVM. Estas alterações podem levar a pior qualidade de vida, aumento no risco de exacerbações da doença e de mortalidade, também sugerem que a investigação de sarcopenia e de osteoporose deva ser ao diagnóstico da DPOC, para prevenção e tratamento precoces.
Author and committee
dc:creator, dc:contributor.*- Author dc:creator
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- Costa, Tatiana Munhoz da Rocha Lemos
Subjects
dc:subject × 3Rights
- Language dc:language
- Português
Identifiers
dc:identifier.*- Handle dc:identifier.uri
- http://hdl.handle.net/1884/47277
- OAI identifier oai:identifier
- oai:acervodigital.ufpr.br:1884/47277