Back to results

Universidade Federal do Paraná

A morte na ficção literária

Abstract

dc:description.abstract

Resumo: A intersecção entre Literatura e Psicanálise fomenta a temática desta dissertação. Se é fato que a letra é o ciframento da marca da finitude humana, a leitura das obras literárias do viés da análise freudiana do texto será o instrumento por meio do qual se verificará esta marca de morte talhada em escrita. Para a realização de tal intento a personagem de ficção, pelo pressuposto de ser mais desnudada que o ser de came e osso, servirá tanto como ponto de partida quanto como o eixo direcionador para o diálogo com o objeto principal. Durante a sua existência, o homem sabe que a morte é, de todas as experiências humanas, a única que não se realizará em sua plenitude. Então, por que é a de mais difícil enfrentamento? Em tomo de tal questão este trabalho é construído. Partindo da premissa que este trabalho transita entre duas disciplinas, as teses freudianas são utilizadas como recurso para análise das obras literárias, através de seus protagonistas e seus enredos. Enredos que trazem como marca de suas narrativas a presença desta condição inexorável à vida: a aproximação da própria morte ou a assistência à morte de outrem, um ente amado. O texto produzido ao longo deste estudo emerge da confluência de dois modos de escrita acerca das tramas humanas. Por uma parte, na transformação teórica daquilo que é vivido subjetivamente. Por outra parte, na criação imaginária pertencente ao vivido ficcional. Assim, a transdisciplinaridade é o motor que aciona e conduz o percurso que ora abre seu horizonte. Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, é recurso fundamental para o processo de interiocução, pois estando seu protagonista morto, estabelece a dobradiça para o diálogo entre a psicanálise e as demais obras ficcionais. Assim, a partir do além e através de suas memórias, a neurose é descrita. Para concluir o trajeto fez-se necessário refletir o homem e sua efemeridade, a solidão irrevogável no encontro com sua hora, a densa e irretratável melancolia de seu luto, e a infinita e desigual disputa com a morte, em que o nome do derrotado foi gravado no dia de sua concepção. Predestinado, embora consciente deste fado, se insurgirá contra o impossível, até o apagar da última estrela.

Author and committee

dc:creator, dc:contributor.*
Author dc:creator
  • Carvalho, Marilza Izidro Vieira Pacheco de
Advisor dc:contributor.advisor
  • Weinhardt, Marilene, 1952-

Subjects

dc:subject × 4

Rights

Language dc:language
Português

Identifiers

dc:identifier.*
Handle dc:identifier.uri
https://hdl.handle.net/1884/24479
OAI identifier oai:identifier
oai:acervodigital.ufpr.br:1884/24479

Chain of custody

source
Harvested from
Universidade Federal do Paraná
Base URL
acervodigital.ufpr.br/oai/request
Last updated
2026-07-24
Source record
OAI-PMH GetRecord
citation

Carvalho, Marilza Izidro Vieira Pacheco de. A morte na ficção literária. 2002. https://hdl.handle.net/1884/24479