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Universidade do Minho

Políticas e práticas de formação para a inclusão: um estudo de caso exploratório na UFRB (BRASIL)

Abstract

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A UFRB – Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – inscreve, no seu Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), políticas e medidas de promoção e efetivação de uma educação inclusiva. Essas medidas, e os critérios que as suportam, plasmam-se genericamente num Programa de Capacitação e Aperfeiçoamento dos Técnicos-administrativos em Educação (PROCAP). Os objetivos são os de contribuir para o delinear de uma figura de servidor, como profissional e cidadão, dotando-o assim de competências que lhe permitam articular o exercício de suas atividades profissionais com a função social da UFRB. Nesta investigação de cariz quantiqualitativo, considerando políticas de gestão da formação, nomeadamente políticas e medidas presentes em programas, procedemos à análise das representações dos servidores técnicos administrativos em educação e dos responsáveis pela gestão, na UFRB, no que respeita os efeitos visíveis da formação na ação organizacional, mormente na inclusão de pessoas com deficiência, leia-se pessoas com capacidade/desempenho limitado em qualquer um ou vários dos domínios corpo-mente e, eventualmente, impeditivos de acesso, sucesso e igualdade em educação. O estudo de caso de tipo exploratório, método de investigação eleito, centra-se sobre orientações contidas no PROCAP e efeitos visíveis da implementação do mesmo. A efetivação deste estudo de caso exigiu a construção e aplicação de diversos instrumentos de recolha de informação. A análise de conteúdo de tipo categorial, técnica de análise de dados/discursos, foi assistida pela análise estatística e pela delimitação de indicadores e categorias analíticas que perpassam a pesquisa documental, a entrevista semiestruturada, o inquérito por questionário. Uma entrevista semiestruturada foi feita aos gestores institucionais responsáveis pela gestão das políticas e das dinâmicas formativas. O inquérito por questionário coletivo foi aplicado aos servidores técnicos administrativos em educação da UFRB. A investigação em geral fica suportada por referências teorico-conceituais sobre o que se entende por educação, formação, aprendizagem, inclusão, deficiência… Para uma discussão sobre o que se entende por educação inclusiva não deixamos de atender aos diversos movimentos de luta das pessoas com deficiência e ao importante papel social da UFRB – uma organização que reflete uma imagem institucionalizada de inclusão: socioeconômica, étnica, racial, uma organização que reflete a imagem de uma cultura de inclusão que aqui questionamos à luz do programa, à luz da gestão da formação e à luz dos discursos organizacionais (perceções) sobre a formação para a inclusão na UFRB. O referencial documental e teórico permitiu, de forma panorâmica, conhecer a UFRB, enquanto organização, e discutir a sua importância social, econômica, cultural e, sobretudo, o seu reconhecimento e valorização da diversidade do ser humano – valores que a suportam e que precisam de ser reforçados com efetivas vivências de educação inclusiva. Trata-se de uma conclusão, aliás, que nos é permitida pelo facto de percebermos que a UFRB, organização recente, se encontra em processo de institucionalização e que esse processo, podendo sustentar-se nos critérios da accountability, pode impedir, de várias formas, a construção de uma cultura de inclusão. A análise de políticas e práticas de inclusão existentes permite proceder à identificação de dificuldades geradas pela ausência de práticas e vivências inclusivas. Este amplo esforço para a produção de conhecimento não deixa de atender a elementos que caracterizam a cultura organizacional da UFRB e que têm influências nos seus métodos de gestão, nomeadamente no seu método de gestão da formação em contexto de trabalho. Tendo analisado as políticas e os modelos de formação na UFRB na sua correlação com os métodos e as dinâmicas formativas dos servidores técnicos administrativos em educação, podemos dizer que as perceções dos atores organizacionais se conciliam com a forma como a formação é concebida, gerida (e avaliada). Trata-se, na UFRB, de uma formação programada para desenhar perfis profissionais que nem sempre se coadunam com a consolidação de uma cultura de inclusão, mesmo diante dos apelos sociais e da legislação vigente, mesmo perante os apelos a uma educação inclusiva. A educação inclusiva pode encontrar-se atrelada e subordinada a outros interesses e outros valores delimitados por critérios programáticos de avaliação da formação (resultados) sem sustento num diagnóstico participado. Que as políticas de inclusão sejam praticadas no cotidiano da universidade e que haja por parte daqueles que se propuseram assumir a gestão a vontade de favorecer um processo de formação-educação que se afirme em termos de uma cultura de inclusão legitimada na UFRB.

Degree

thesis:*
Name thesis:degree_name
Doutoramento em Ciências da Educação (especialidade em Política Educativa)
Grantor
Universidade do Minho
Year dc:date.issued
2017

Author and committee

dc:creator, dc:contributor.*
Author dc:creator
  • Santos, Luciana Santana Lordelo
Advisor dc:contributor.advisor
  • Rocha, M. Custódia J.

Subjects

dc:subject × 24

Rights

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Statement dc:rights
  • openAccess
Language dc:language.iso
por

Identifiers

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Handle dc:identifier.uri
https://hdl.handle.net/1822/54220

Chain of custody

source
Harvested from
Universidade do Minho
Base URL
repositorium.sdum.uminho.pt/oai/request
Last updated
2026-08-21
Source record
OAI-PMH GetRecord
citation

Santos, Luciana Santana Lordelo. Políticas e práticas de formação para a inclusão: um estudo de caso exploratório na UFRB (BRASIL). Universidade do Minho, 2017. https://hdl.handle.net/1822/54220