Universidade do Minho
Aplicação da metodologia ROC na avaliação de desempenho de índices de gravidade clínica em unidades de neonatologia de Portugal
Abstract
dc:description.abstractOs cuidados intensivos pediátricos em Portugal são prestados por uma diversidade de Unidades de Cuidados Intensivos interessando neste estudo, em particular, as unidades que prestam cuidados a recém nascidos de muito baixo peso (<1500 g) e/ou com menos de 32 semanas de gestação. Atualmente, são usadas escalas/índices para medir a gravidade clínica de recém-nascidos, sendo as mais utilizadas no território nacional a Clinical Risk Index for Babies (CRIB) e a Score for Neonatal Acute Physiology II (SNAPPE II). Cada unidade procede a uma recolha individualizada dos dados referentes à sua atividade e que são enviados para o Registo Nacional de Recém-Nascidos de Muito Baixo Peso (RNMBP), que é a entidade responsável pelo armazenamento desta informação. Os dados que integram o presente estudo foram recolhidos pelas unidades de cuidados intensivos neonatais do território português (Continente e Ilhas) entre 2010 e 2012, e o objetivo passa pela avaliação e comparação do desempenho desses dois indicadores (CRIB e SNAPPE II), no que respeita à sua capacidade preditiva da mortalidade neonatal, com recurso à metodologia ROC (Receiver Operating Characteristic), quer a nível do território nacional (Continente e Ilhas) quer a nível diferenciado pela Nomenclatura das Unidades Territoriais para fins Estatísticos (NUTS II). Segundo essa Nomenclatura, consideram-se as regiões: Norte (Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real e Bragança), Centro (Coimbra, Castelo Branco, Leiria, Viseu, Aveiro e Guarda), Lisboa/Vale do Tejo (Lisboa e Setúbal), Alentejo (Évora, Santarém, Beja e Portalegre), Algarve (Faro) e Ilhas (Açores e Madeira). É avaliada também a influência do sexo do recém-nascido e da idade materna, no poder discriminante das duas escalas, como possíveis covariáveis com expressão na previsão da mortalidade. Neste trabalho aplica-se a análise ROC como metodologia base, ajustando-se curvas ROC empíricas, alisadas (por aplicação do estimador de núcleo) e condicionadas a covariáveis, quer pelo método induzido quer aplicando modelos de regressão linear ROC-GLM, tendo sido obtidas as respetivas medidas de precisão (área abaixo da curva ROC e erro padrão). Para a amostra em estudo, quando considerado todo o território nacional, a escala CRIB provou ser melhor a predizer a mortalidade para recém-nascidos de muito baixo peso, e tem a seu favor um menor número de variáveis comparativamente ao SNAPPE II. A comparação entre a capacidade preditiva das duas escalas, quando utilizado o estimador do núcleo para a obtenção das curvas ROC e as correspondentes curvas ROC empíricas, mostram que as últimas apresentam melhor desempenho. A introdução das covariáveis, sexo do recém-nascido e idade materna, no modelo obtido pelo método induzido mostra que nem a escala CRIB nem a escala SNAPPE II, a nível global, apresentam um desempenho diferenciado na previsão da mortalidade (software R). Considerando que uma relação linear existe entre cada uma das escalas e as covariáveis sexo do recém-nascido, idade da mãe e combinando a informação das duas, utilizando o software STATA, verificou-se que a capacidade discriminante e preditiva da escala CRIB é influenciada pela idade da mãe enquanto a da escala SNAPPE II não se altera sob alguma das possibilidades. A combinação das duas covariáveis faz aumentar o poder discriminante dessa escala. Avaliou-se como contribuem as Unidades de Neonatologia que integram os centros hospitalares das regiões classificadas pela Nomenclatura NUTS II, na capacidade discriminante e preditiva das duas escalas. Na região Norte e na região Lisboa/Vale do Tejo a escala CRIB provou ser melhor na previsão da mortalidade. Para as restantes regiões, o desempenho das escalas é idêntico na previsão da mortalidade. Nas UCIN's das Ilhas, a escala CRIB, quando comparada com a SNAPPE II, provou ter um melhor desempenho na avaliação da mortalidade para recém-nascidos do sexo feminino, enquanto que a introdução da idade da mãe provou que, com base nos valores estimados, a CRIB, para recém-nascidos cujas mães têm idade igual ou superior a 35 anos, apresenta um melhor desempenho nas UCIN's da região Norte e do Algarve. A execução prática deste estudo foi suportada com auxílio a programas estatísticos próprios para a análise ROC, como o SPSS, ROCNPA, ROCR e STATA.
Degree
thesis:*- Name thesis:degree_name
- Tese de Doutoramento em Engenharia Industrial e de Sistemas
- Year dc:date.issued
- 2015
Author and committee
dc:creator, dc:contributor.*- Author dc:creator
-
- Mourão, Maria Filipa Torres Gonçalves Flores
- Advisors dc:contributor.advisor
-
- Braga, A. C.
- Oliveira, Pedro Nuno Ferreira Pinto
Subjects
dc:subject × 8Rights
dc:rights- Statement dc:rights
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- openAccess
- Language dc:language.iso
- por
Identifiers
dc:identifier.*- Handle dc:identifier.uri
- https://hdl.handle.net/1822/40535