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Universidade Federal de Viçosa

Resistência fisiológica e comportamental de populações de Sitophilus zeamais à permetrina, esfenvalerato e esfenvalerato + fenitrotiona

Abstract

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O caruncho do milho, Sitophilus zeamais Motschulsky, 1855 (Coleoptera: Curculionidae) é considerado a principal praga do milho armazenado no Brasil, sendo o seu controle realizado principalmente por inseticidas. A utilização maciça e intensa destes compostos pode levar à seleção de populações resistentes e, conseqüentemente, à diminuição da eficiência do controle deste inseto-praga em armazéns brasileiros. Neste trabalho foi realizado um levantamento da resistência fisiológica e comportamental aos inseticidas esfenvalerato, permetrina e a mistura esfenvalerato + fenitrotiona em 27 populações de S. zeamais coletadas em várias cidades brasileiras e no Paraguai, investigando também, possíveis custos adaptativos relacionados ao fenômeno. Os insetos foram submetidos a bioensaios de concentração-mortalidade com determinação das concentrações letais CL50 e CL95. As populações foram também submetidas a dois ensaios de caminhamento em superfície tratada e não-tratada com resíduo seco de inseticida para detecção de resistência comportamental. Foram também determinados a taxa instantânea de crescimento populacional (ri), o consumo de grão de milho e massa corporal dos indivíduos de cada população estudada. Determinou-se ainda a taxa respiratória, a atividade de amilase e de lipase como indicativo da taxa metabólica dos insetos. Os resultados dos bioensaios de mortalidade indicaram variação da razão de resistência de 0,63 a 66,65 vezes para esfenvalerato, de 1,00 a 5,02 vezes para a mistura esfenvalerato + fenitrotiona e de 0,79 a 69,59 vezes para permetrina em relação à população padrão de suscetibilidade (Sete Lagoas). Estes resultados indicam uma diminuição da resistência a piretróides em populações brasileiras de caruncho do milho em relação a estudos anteriores. As características comportamentais de caminhamento na área tratada variaram entre as populações e sexo. Houve repelência de fêmeas para permetrina e esfenvalerato quando comparado entre as populações. Não foi detectada correlação entre a resistência fisiológica e a resistência comportamental, evidenciando que a resistência fisiológica é independente da resistência comportamental nas populações testadas. Não se detectou diferença significativa na taxa instantânea de crescimento (ri), na massa corpórea e na taxa respiratória dos insetos. Detectou-se diferenças no consumo alimentar e na atividade de amilase e atividade de lipase entre as populações testadas. Assim, podemos concluir que não houve custo adaptativo associado aos níveis de resistência verificados nas populações estudadas.

Degree

thesis:*
Grantor dc:publisher
Universidade Federal de Viçosa
Year dc:date.issued
2009

Author and committee

dc:creator, dc:contributor.*
Author dc:creator
  • Corrêa, Alberto Soares

Subjects

dc:subject × 10

Rights

dc:rights
Statement dc:rights
  • Acesso Aberto
Language dc:language
por

Identifiers

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Repository record dc:identifier.uri
http://locus.ufv.br/handle/123456789/3880
OAI identifier oai:identifier
oai:locus.ufv.br:123456789/3880

Chain of custody

source
Harvested from
Brazil UFV
Base URL
locus.ufv.br/server/oai/request
Last updated
2026-07-24
Source record
OAI-PMH GetRecord
citation

Corrêa, Alberto Soares. Resistência fisiológica e comportamental de populações de Sitophilus zeamais à permetrina, esfenvalerato e esfenvalerato + fenitrotiona. Universidade Federal de Viçosa, 2009. http://locus.ufv.br/handle/123456789/3880