Universidade Federal de Viçosa
Relação entre fatores sociodemográficos, funcionalidade e gestão medicamentosa em população idosa urbana e rural
Abstract
dc:description.abstractIntrodução: A Organização Mundial da Saúde define como idosa a população com 60 anos ou mais. O envelhecimento ocorre devido a queda das taxas de natalidade e mortalidade e o aumento da expectativa de vida. Nessa fase, o índice de adoecimento por doenças crônicas não transmissíveis e uso de medicamentos são elevados, ocasionando desafios à gestão medicamentosa e podendo favorecer o declínio da capacidade funcional. Políticas públicas são de extrema relevância devido à alta vulnerabilidade e demanda de atenção dos serviços de saúde para garantir acesso e melhor qualidade de vida das pessoas idosas. Objetivos: Analisar a relação dos fatores sociodemográficos e de vulnerabilidade clínico funcional com a gestão medicamento em pessoas idosas residentes nas zonas urbanas e rurais do município de Coimbra - Minas Gerais. Metodologia: Estudo transversal analítico e descritivo realizado com 106 idosos da área urbana e 54 idosos da área rural de um município da zona da mata mineira com faixa etária de 75 a 80 anos. A coleta de dados ocorreu por meio de uma abordagem domiciliar guiada por dois formulários sendo um sócio demográfico e outro sobre gestão medicamentosa. Ainda foi aplicado o instrumento de Índice de vulnerabilidade clínico-funcional 20 para avaliar a funcionalidade das pessoas idosas do estudo. A coleta foi realizada nos meses de maio até julho de 2024. Os dados analíticos foram divididos entre os idosos residentes em zona urbana e zona rural sendo comparados com a gestão medicamentosa desses indivíduos. Foram criadas categorias relacionadas ao uso correto das medicações, se o próprio idoso consegue buscar suas medicações na farmácia e se necessidade de auxílio para administrar as medicações para definir se a gestão dos medicamentos seria total ou parcial respectivamente. Resultados e discussão: De acordo com as análises estatísticas, a zona urbana possui uma gestão medicamentosa total (p=0,04) em indivíduos do sexo feminino. Com relação a buscar os medicamentos na farmácia, os idosos urbanos apresentaram uma gestão total sendo estatisticamente significativa (p=0,000). Já em idosos da zona rural, a gestão parcial prevaleceu em indivíduos que moram com mais de duas pessoas sendo estatisticamente significativo (p=0,034). Quanto ao uso dos medicamentos, a relevância significativa (p=0,010) foi em idosos rurais que usam a medicação de acordo com a receita possuindo uma gestão total. Em relação ao auxílio foi significativamente prevalente nos idosos rurais que não necessitam de auxílio estar associado a gestão parcial (p= 0,005). Quando comparado com a funcionalidade, apenas os idosos rurais tiveram uma mediana de pontuação do IVCF-20 menor relacionada a gestão total (p=0,009), levando a considerar que a funcionalidade nessa gestão tende a estar preservada. Conclusão: O estudo evidencia diferenças na gestão medicamentosa entre idosos urbanos e rurais, influenciadas por fatores sociodemográficos e acesso aos serviços de saúde. Idosos urbanos apresentam maior gestão total, enquanto idosos rurais enfrentam desafios como isolamento e dependência de suporte familiar. Os achados reforçam a necessidade de intervenções adaptadas, promovendo autonomia, segurança e qualidade de vida para um envelhecimento mais equitativo. Palavras-chave: saúde do idoso; uso de medicamentos; população urbana; população rural
Degree
thesis:*- Grantor dc:publisher
- Universidade Federal de Viçosa
- Year dc:date.issued
- 2025
Author and committee
dc:creator, dc:contributor.*- Author dc:creator
-
- Vieira, Fabiane Cupertino
- Advisor dc:contributor.advisor
-
- Ferreira, Débora Carvalho
- Contributors dc:contributor
-
- Caçador, Beatriz Santana
- Alves, Katiusse Rezende
Subjects
dc:subject × 4Rights
dc:rights- Statement dc:rights
-
- Acesso Aberto
- Language dc:language.iso
- por
Identifiers
dc:identifier.*- OAI identifier oai:identifier
- oai:locus.ufv.br:123456789/34261