Universidade Federal de Viçosa
Prevalência dos fatores de risco para o câncer colorretal em uma comunidade acadêmica de uma universidade federal do estado de Minas Gerais
Abstract
dc:description.abstractO câncer colorretal (CCR) é uma das neoplasias mais comuns em todo o mundo e representa uma importante causa de morbidade e mortalidade. Estratégias de detecção precoce, incluindo a prevenção primária e secundária, desempenham significativa relevância na redução do impacto do CCR na saúde pública. Neste estudo, objetivou-se investigar os fatores de risco mais comuns para o desenvolvimento do CCR entre servidores públicos (docentes e técnicos administrativos), estudantes (graduação e pós-graduação) e funcionários terceirizados de uma Universidade Federal; e buscou-se, ainda, identificar associações entre características sociodemográficas, comportamentais e de saúde, além da realização de exames de rastreamento e/ou diagnóstico. Como percurso metodológico, foi realizada uma pesquisa observacional de corte transversal. Uma amostra de 1.245 participantes pertencentes a uma comunidade acadêmica de uma Universidade Federal de Minas Gerais, maiores de 18 anos, responderam a um questionário semiestruturado online que avaliou dados sociodemográficos (estado civil, nível de instrução, tipo de acesso à saúde), informações sobre fatores de risco não modificáveis (idade, sexo, etnia, histórico pessoal e familiar de CCR, comorbidades associadas) e modificáveis (sobrepeso e obesidade, sedentarismo, padrões alimentares, consumo de tabaco e álcool). Análises estatísticas foram empregadas para investigar associações entre essas variáveis e a presença de sintomas relacionados ao CCR e a realização de exames de rastreamento e/ou diagnóstico. Os resultados revelaram que os fatores de risco mais comuns para o desenvolvimento do CCR foram baixo consumo de fibras, seguido do consumo de álcool e sobrepeso e obesidade. Indivíduos dependentes exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS) apresentaram menor probabilidade de realizar colonoscopia e pesquisa de sangue oculto nas fezes (PSOF). Ser negro diminuiu a chance de realizar PSOF. Ter sobrepeso e obesidade aumentou a chance de ter realizado colonoscopia. A presença de sangue nas fezes e a modificação do hábito intestinal estão associados a maior realização de PSOF. Independentemente da idade, 29,7% dos respondentes já realizaram PSOF, sendo que 4,6% tiveram um resultado positivo. Quando o resultado foi positivo, foi solicitada a realização de exame complementar em 64,7% dos casos. Dentre os exames complementares, em apenas 35% foi solicitada a colonoscopia. Esses dados sugerem a necessidade de estratégias de educação em saúde voltadas para a promoção da adoção de estilos de vida saudáveis e a conscientização sobre a importância da triagem do CCR. De igual modo, a identificação de grupos de maior risco e o desenvolvimento de políticas de saúde pública direcionadas podem contribuir para melhorar a adesão aos programas de rastreamento e, consequentemente, reduzir a incidência e mortalidade por CCR. Palavras-chave: Câncer colorretal; Fatores de Risco. Universidades; Servidores Públicos; Estudantes; Sinais e Sintomas; Programas de Rastreamento; Epidemiologia; Saúde Pública.
Degree
thesis:*- Grantor dc:publisher
- Universidade Federal de Viçosa
- Year dc:date.issued
- 2024
Author and committee
dc:creator, dc:contributor.*- Author dc:creator
-
- Ulhoa, Cínthia Magalhães
- Advisor dc:contributor.advisor
-
- Sediyama, Catarina Maria Nogueira de Oliveira
- Contributors dc:contributor
-
- Moreira, Tiago Ricardo
Subjects
dc:subject × 3Rights
dc:rights- Statement dc:rights
-
- Acesso Aberto
- Language dc:language.iso
- por
Identifiers
dc:identifier.*- OAI identifier oai:identifier
- oai:locus.ufv.br:123456789/33765