Universidade Federal de Viçosa
Análise da influência da variabilidade oceânica no clima da América do Sul durante o Holoceno
Abstract
dc:description.abstractO Holoceno é uma época geológica que compreende o intervalo mais recente da história da superfície terrestre. Durante o Holoceno variações na insolação forçadas pela mudança na precessão têm influenciado a distribuição dos elementos climáticos e causado mudanças abruptas na América do Sul. O Holoceno, por sua vez, é dividido em três subintervalos: inicial, médio e tardio. As reconstruções paleoclimáticas são conduzidas principalmente com utilização de registros proxies que fornecem informações climáticas passadas. Importante salientar que estas mudanças são influenciadas pelas mudanças na temperatura da superfície do mar (TSM) que alteram os padrões de teleconexões. As teleconexões são conexões entre duas anomalias climáticas não frequentes, que ocorrem entre duas regiões distantes. Diante do exposto, o objetivo deste trabalho é investigar como os modos de variabilidade climática (ENSO e AMO) influenciaram a distribuição de temperatura e precipitação na América do Sul em determinados períodos do Holoceno (9000, 6000, 3000, 2000 e 1000 anos AP) comparando com reconstruções feitas por proxies. Para a realização deste estudo, foram utilizados os dados do passado do modelo trace-21ka, enquanto para o presente foram utilizados o modelo Era5 Land e NOAA. Para análise dos dados climáticos foi utilizado a técnica Teleconexões Ortogonais Empíricas (TOE) para a determinação dos padrões dominantes de teleconexões obtidos através dos modelos. O modelo mostrou que a associação da correlação da temperatura e precipitação da América do sul eram menores que o presente. Essa associação sugere que o El Niño está influenciando no aumento temperatura na região norte do Brasil e extremo norte do continente e em contrapartida, o efeito oposto ocorrer na região do extremo sul, ou seja, ocasiona a redução da temperatura. Já para a precipitação, a associação do El Niño está relacionada ao aumento da precipitação na região extremo sul do continente e sudeste do Brasil, enquanto na região norte do Brasil a uma redução da precipitação devido aos valores de correlação negativa. Já durante o AMO, essa associação sugere que esse fenômeno ocasionou aumento da temperatura nas regiões norte do Brasil e extremo norte do continente devido aos valores de correlação positiva, em contrapartida, ocasiona queda da precipitação na região do extremo sul. Em relação a precipitação, na região norte do Brasil houve o aumento da precipitação devido a influência do AMO. No entanto na região nordeste ocorreu uma inversão desse fenômeno, ou seja, provocou aqueda da precipitação. Pela análise do EOT, observamos que o El Niño durante os períodos 9150- 8850, 6150-5850, 3150-2850, 2150-1850 e 1150-0850 AP era menos intenso, representando pelos domínios das variâncias de 52,21%, 50,51%, 48,25%, 49,91% e 50,01%. Já para o AMO a variância explicada foi 50,9%, 44,1%, 25,19%, 45,92 e 42,44% da variância explicada. Dessa maneira, conclui-se que o modelo é uma boa ferramenta para avaliar a sucessão climática da América do Sul. Palavras chaves: América do Sul; Holoceno; Variabilidade Climática; Linha de pesquisa: Mudanças climáticas.
Degree
thesis:*- Grantor dc:publisher
- Universidade Federal de Viçosa
- Year dc:date.issued
- 2024
Author and committee
dc:creator, dc:contributor.*- Author dc:creator
-
- Gusmão, José Marcos Botelho
- Advisor dc:contributor.advisor
-
- Rodrigues, Jackson Martins
- Contributors dc:contributor
-
- Lindemann, Douglas da Silva
Subjects
dc:subject × 2Rights
dc:rights- Statement dc:rights
-
- Acesso Aberto
- Language dc:language.iso
- por
Identifiers
dc:identifier.*- OAI identifier oai:identifier
- oai:locus.ufv.br:123456789/33684