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Por isso, na tentativa de minimizar essa deficiência, desenvolveu-se um sistema informatizado para diagnóstico de toxinfecções de origem bacteriana, denominado BAC-SIST. Com base em conceitos de inteligência artificial, esse sistema é denominado sistema especialista. Este programa de computador é constituído de três módulos principais que podem ou não estar interligados, dependendo do nível de respostas fornecidas pelo usuário. O primeiro módulo, Avaliação Epidemiológica do Surto (AES), avalia os aspectos epidemiológicos, com base em informações acerca da sintomatologia, período de incubação, duração e alimentos envolvidos na doença de origem alimentar. A partir desses dados, o sistema define se o problema é uma intoxicação (emética, diarréica ou botulínica) ou infecção (diarréica ou disentérica). Também fornece indícios sobre o provável ou prováveis microrganismos envolvidos. Esse módulo, considerado base do sistema, pode interagir com o segundo (Avaliação Laboratorial dos Alimentos-ALA) e, ou, com O terceiro módulo (Análises Clínicas dos Pacientes-ACP), concluindo a avaliação do surto por meio de um laudo final. Caso contrário, apresenta um laudo intermediário em função das informações dadas ao sistema. O módulo ALA solicita e avalia informações de análises laboratoriais dos alimentos envolvidos no surto, com base no levantamento epidemiológico. A partir de tais informações, emitem-se laudos intermediários. O módulo ACP fundamenta-se em dados de exames laboratoriais de fezes, vômitos e, ou, sangue da população envolvida no surto. Quando se tem informações apropriadas para os três módulos mencionados, pode-se emitir um laudo final, confiável e completo. O BAC-SIST foi submetido a um processo de validação externa onde constatou-se concordância entre os laudos emitidos pelo sistema e os pareceres técnicos dos especialistas consultados. O emprego de sistema especialista capaz de auxiliar profissionais da área de alimentação no diagnóstico das toxinfecções alimentares é viável e pode se transformar em recurso útil e indispensável em situações onde não for possível a presença do especialista.","abstract_html":"Professores Conselheiros: Carlos Arthur da Silva e Magdala Alencar Teixeira. A alimentação coletiva, no Brasil, é um mercado em franca expansão. Com um potencial para servir aproximadamente 15 bilhões de refeições por ano, segundo a literatura especializada, chama a atenção de diferentes segmentos da indústria. Os serviços de alimentação (SA), que hoje servem por volta de 2 bilhões de refeições por ano, estão sempre sujeitos a ocorrências de surtos de doenças bacterianas de origem alimentar. No entanto, raramente dispõem de especialistas em microbiologia em suas equipes técnicas. 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