{"id":{"repo_id":"brazil-ufv","oai_identifier":"oai:locus.ufv.br:123456789/24515"},"canonical_url":"https://search.dev.ndltd.org/etd/brazil-ufv/oai:locus.ufv.br:123456789/24515","repository":{"repo_id":"brazil-ufv","name":"Brazil UFV","base_url":"https://locus.ufv.br/server/oai/request"},"display":{"title":"Produções de subjetividades femininas em uma turma de sexto ano do ensino fundamental","abstract":"Este trabalho teve por objetivo seguir e mapear as produções de subjetividades femininas que foram tecidas em uma turma do sexto ano da Escola Estadual Santa Rita de Cássia na cidade de Viçosa, MG, no ano 2017. Entendendo que as feminilidades são produzidas a partir das relações de gênero criadas em cada contexto social, e as questões que permearam a construção deste estudo foram: Quais são as feminilidades produzidas na Turma 611? Que tipo de narrativas são construídas nesta sala? Aonde as produções das feminilidades na Escola Estadual Santa Rita de Cássia se intercruzam com as minhas? Quais composições serão possíveis a partir do nosso encontro? Encontro este que buscou dialogar com perspectiva de uma pesquisa cartográfica, a qual compreende que a produção de conhecimento é construída a partir de tramas rizomáticas que produzem inúmeras conexões constantemente. Desse modo, inseri-me nessa turma e a acompanhei por cinco semanas inteiras, convivendo, conversando, observando e relatando minhas observações em um caderno de campo. Portanto, construí narrativas por meio das conexões que iam se (e me) tramando no cotidiano dessa turma, dos casos contados pelas(os) alunas(os), dos apelidos atribuídos, das brigas, dos bilhetes escritos, das conversas virtuais e de todas as observações que pude mapear e narrar. Primeiro, trouxe as narrativas que construí de mim mesma enquanto mulher e pesquisadora. Depois, abordei narrativas que foram construídas sobre as feminilidades na sociedade ocidental, por meio de um regaste histórico do surgimento da categoria gênero. Em termos de posicionamento epistemológico, metodologicamente produzi, também, narrativas que criam mundos, rizomas. Entre os dados, apresentei os meus sujeitos de pesquisa: Joana, Jéssica, Marina e Elisa, que me possibilitaram discutir sobre a concepção de uma menina “difícil” e seus comportamentos; sobre as práticas racistas e hipersexualizadas vividas por uma garota negra; sobre o assédio de uma garota com o corpo curvilíneo e o mito da beleza ideal; e, por último, a garota que se inventa “boa moça” na frente da sua mãe e fria diante do rapaz de que gosta. Essas e tantas outras narrativas coletivas se misturavam, se contradiziam e produziam um mosaico de personalidades e relações que construíam para cada uma dessas garotas experiências individuais. Para essa construção, a Turma 611 da Escola Estadual Santa Rita de Cássia tornou-se mais do que um plano de fundo, mas parte de um rizoma. Entre linhas que se conectam, se rompem e produzem mundos, a configuração dessa turma esteve, também, entrelaçada com a política educacional brasileira e com as narrativas sociais que produzem feminilidades, entre outras conexões.","abstract_html":"Este trabalho teve por objetivo seguir e mapear as produções de subjetividades femininas que foram tecidas em uma turma do sexto ano da Escola Estadual Santa Rita de Cássia na cidade de Viçosa, MG, no ano 2017. Entendendo que as feminilidades são produzidas a partir das relações de gênero criadas em cada contexto social, e as questões que permearam a construção deste estudo foram: Quais são as feminilidades produzidas na Turma 611? Que tipo de narrativas são construídas nesta sala? Aonde as produções das feminilidades na Escola Estadual Santa Rita de Cássia se intercruzam com as minhas? Quais composições serão possíveis a partir do nosso encontro? Encontro este que buscou dialogar com perspectiva de uma pesquisa cartográfica, a qual compreende que a produção de conhecimento é construída a partir de tramas rizomáticas que produzem inúmeras conexões constantemente. Desse modo, inseri-me nessa turma e a acompanhei por cinco semanas inteiras, convivendo, conversando, observando e relatando minhas observações em um caderno de campo. Portanto, construí narrativas por meio das conexões que iam se (e me) tramando no cotidiano dessa turma, dos casos contados pelas(os) alunas(os), dos apelidos atribuídos, das brigas, dos bilhetes escritos, das conversas virtuais e de todas as observações que pude mapear e narrar. Primeiro, trouxe as narrativas que construí de mim mesma enquanto mulher e pesquisadora. Depois, abordei narrativas que foram construídas sobre as feminilidades na sociedade ocidental, por meio de um regaste histórico do surgimento da categoria gênero. 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Entre os dados, apresentei os meus sujeitos de pesquisa: Joana, Jéssica, Marina e Elisa, que me possibilitaram discutir sobre a concepção de uma menina “difícil” e seus comportamentos; sobre as práticas racistas e hipersexualizadas vividas por uma garota negra; sobre o assédio de uma garota com o corpo curvilíneo e o mito da beleza ideal; e, por último, a garota que se inventa “boa moça” na frente da sua mãe e fria diante do rapaz de que gosta. Essas e tantas outras narrativas coletivas se misturavam, se contradiziam e produziam um mosaico de personalidades e relações que construíam para cada uma dessas garotas experiências individuais. Para essa construção, a Turma 611 da Escola Estadual Santa Rita de Cássia tornou-se mais do que um plano de fundo, mas parte de um rizoma. Entre linhas que se conectam, se rompem e produzem mundos, a configuração dessa turma esteve, também, entrelaçada com a política educacional brasileira e com as narrativas sociais que produzem feminilidades, entre outras conexões.","The current work aimed to follow and map the productions of feminine subjectivities that were woven in a sixth-grade (611) class of the Santa Rita de Cassia State School in the city of Viçosa - MG in the year 2017. Understanding that femininities are produced from the gender relationships created in every single social context, the questions that permeated the construction of this study were: What are the femininities produced in the 611 class? What kind of narratives are built in this room? Where do the productions of femininities in the Santa Rita de Cassia State School intersect with mine? What type of compositions will be possible from our meeting? That meeting sought to dialogue with a perspective of a cartographic research, of which understands that the production of knowledge is built from the rhizomatic plots that produce constantly countless connections. In this way, I inserted myself into that group and followed them for five weeks, interacting, talking, observing, and reporting everything in a working notebook. Therefore, I created narratives through those connections that were daily plotted in class, the stories told by the students, the assigned nicknames, the arguing, the written chatting, the virtual conversations and all observations that I could map and narrate. Initially, I brought the narratives I built from myself as a woman and researcher. Then, I came up with the ones that were built on femininities in the Western society, by rescuing the historical origins of the gender category. In terms of epistemological positioning, I also produced methodologically narratives that create worlds, rhizomes. Among the data, I presented my research subjects as: Joana, Jessica, Marina and Elisa, which allowed me to discuss the conception of a ‘difficult’ girl and their behaviors about the racist and hypersexual practices experienced by a black girl; about the harassment of a girl with a shape-in body and the myth of ideal beauty; and, finally, the girl who invents herself as a ‘good girl’ in front of her mother meanwhile is ‘cold’ before the boy she likes. For this construction, class 611 of the Santa Rita de Cassia has become more than a background, but as part of a rhizome. Between lines that connect, break and produce worlds, the configuration of this group was also intertwined with Brazilian educational policy, social narratives that produce feminities, among other connections."]},{"key":"dc:title","label":"Title","values":["Produções de subjetividades femininas em uma turma de sexto ano do ensino fundamental","Productions of feminine subjectivities in the sixth-grade of elementary school"]}]}],"canonical_facts":{"dc:contributor.advisor":["Herneck, Heloisa Raimunda"],"dc:creator":["Castro, Gabriela Rodrigues de"],"dc:date.accessioned":["2019-04-12T11:46:20Z"],"dc:date.available":["2019-04-12T11:46:20Z"],"dc:date.issued":["2018-04-06"],"dc:description.abstract":["Este trabalho teve por objetivo seguir e mapear as produções de subjetividades femininas que foram tecidas em uma turma do sexto ano da Escola Estadual Santa Rita de Cássia na cidade de Viçosa, MG, no ano 2017. 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Portanto, construí narrativas por meio das conexões que iam se (e me) tramando no cotidiano dessa turma, dos casos contados pelas(os) alunas(os), dos apelidos atribuídos, das brigas, dos bilhetes escritos, das conversas virtuais e de todas as observações que pude mapear e narrar. Primeiro, trouxe as narrativas que construí de mim mesma enquanto mulher e pesquisadora. Depois, abordei narrativas que foram construídas sobre as feminilidades na sociedade ocidental, por meio de um regaste histórico do surgimento da categoria gênero. Em termos de posicionamento epistemológico, metodologicamente produzi, também, narrativas que criam mundos, rizomas. Entre os dados, apresentei os meus sujeitos de pesquisa: Joana, Jéssica, Marina e Elisa, que me possibilitaram discutir sobre a concepção de uma menina “difícil” e seus comportamentos; sobre as práticas racistas e hipersexualizadas vividas por uma garota negra; sobre o assédio de uma garota com o corpo curvilíneo e o mito da beleza ideal; e, por último, a garota que se inventa “boa moça” na frente da sua mãe e fria diante do rapaz de que gosta. Essas e tantas outras narrativas coletivas se misturavam, se contradiziam e produziam um mosaico de personalidades e relações que construíam para cada uma dessas garotas experiências individuais. Para essa construção, a Turma 611 da Escola Estadual Santa Rita de Cássia tornou-se mais do que um plano de fundo, mas parte de um rizoma. Entre linhas que se conectam, se rompem e produzem mundos, a configuração dessa turma esteve, também, entrelaçada com a política educacional brasileira e com as narrativas sociais que produzem feminilidades, entre outras conexões.","The current work aimed to follow and map the productions of feminine subjectivities that were woven in a sixth-grade (611) class of the Santa Rita de Cassia State School in the city of Viçosa - MG in the year 2017. Understanding that femininities are produced from the gender relationships created in every single social context, the questions that permeated the construction of this study were: What are the femininities produced in the 611 class? What kind of narratives are built in this room? Where do the productions of femininities in the Santa Rita de Cassia State School intersect with mine? What type of compositions will be possible from our meeting? That meeting sought to dialogue with a perspective of a cartographic research, of which understands that the production of knowledge is built from the rhizomatic plots that produce constantly countless connections. In this way, I inserted myself into that group and followed them for five weeks, interacting, talking, observing, and reporting everything in a working notebook. Therefore, I created narratives through those connections that were daily plotted in class, the stories told by the students, the assigned nicknames, the arguing, the written chatting, the virtual conversations and all observations that I could map and narrate. Initially, I brought the narratives I built from myself as a woman and researcher. Then, I came up with the ones that were built on femininities in the Western society, by rescuing the historical origins of the gender category. In terms of epistemological positioning, I also produced methodologically narratives that create worlds, rhizomes. 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