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O novo paradigma de acumulação provocou mudanças significativas no mundo produtivo, tais como, precarização e terceirização do trabalho; por outro lado, suscitou a necessidade de um trabalhador com formação mais ampla, fundamentada no que foi denominado múltiplas competências, ou seja, capacidade de responder às inúmeras contingências trazidas pela aceleração tecnológica com autonomia, liderança e criatividade. Ao passo que a formação do trabalhador durante o modelo fordista/taylorista de produção restringia-se a conhecimentos técnicos e especializados, voltados diretamente para um posto de trabalho específico, no regime de acumulação flexível, essa formação deve contemplar tanto elementos de natureza técnica quanto subjetiva. No sentido aprofundar a nossa compreensão sobre a formação do trabalhador, expomos a contribuição sociológica de Friedman, Naville e Touraine sobre qualificação profissional. A partir dessa contribuição discutimos o conceito de competências. A reestruturação do setor produtivo promoveu mudanças também na educação. No Brasil, essas mudanças ocorreram mais explicitamente a partir de 1996 com a promulgação da nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (nº 9394/96), que determinava profundas alterações nos estabelecimentos de educação profissional, como também na formação de seus docentes. Com base nesses fatos, buscamos identificar junto aos docentes do SENAI-PE a maneira como vem sendo conduzida a formação do trabalhador industrial, e em que medida essa formação vem atendendo às premissas do regime de acumulação flexível","abstract_html":"Esta dissertação é fruto de pesquisa realizada com os docentes do SENAI-PE. Seu objetivo é identificar de que maneira vem sendo conduzida a formação de um novo trabalhador industrial nessa instituição de ensino profissionalizante. 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