{"id":{"repo_id":"brazil-ufpe","oai_identifier":"oai:repositorio.ufpe.br:123456789/8457"},"canonical_url":"https://search.dev.ndltd.org/etd/brazil-ufpe/oai:repositorio.ufpe.br:123456789/8457","repository":{"repo_id":"brazil-ufpe","name":"Brazil UFPE","base_url":"https://repositorio.ufpe.br/oai/request"},"display":{"title":"Contribuições da psicanálise a uma leitura do malestar docente na Rede Municipal de Ensino em Olinda","abstract":"Este trabalho de pesquisa teve como objetivos investigar, na Rede Pública Municipal de Ensino de Olinda, a presença do mal-estar na educação e seus fatores produtores; identificar a interferência deste quadro na produção do mal-estar docente, bem como analisar o posicionamento subjetivo dos professores diante desse mal-estar. Nosso foco central foi o professor do Ensino Fundamental. Foram entrevistados 15 docentes, de 06 escolas da rede pública. Os sintomas que decorrem do quadro de mal-estar na educação, constituindo o mal-estar docente, bem como os posicionamentos subjetivos assumidos pelos professores foram analisados com base em conceitos psicanalíticos, referencial teórico deste trabalho. A pesquisa utilizou o método de análise de conteúdo para analisar o material colhido. A análise dos depoimentos obtidos permitiu identificar, na rede pública municipal, a presença do mal-estar na educação e a interferência deste na produção do mal-estar docente. Dentre os fatores produtores do mal-estar na educação, referidos na literatura, encontramos: ausência de recursos materiais, condições de trabalho desfavoráveis, violência, acumulação de exigências sobre o professor, modificação no papel do professor, modificação do apoio do contexto social ao professor e modificações na imagem do professor. No tocante aos sintomas que constituem o mal-estar docente, e que foram identificados neste estudo, estão: sentimento de desajustamento e insatisfação; angústia, estresse e sintomas físicos. Diante desse quadro, analisamos posicionamentos subjetivos, distintos, assumidos pelos docentes: 1) opção de desistência da profissão, se encontrar opções seguras; 2) permanência na profissão sem implicação subjetiva, sem investimento e com queixas dos alunos e do sistema educacional; 3) permanência na profissão resistindo às dificuldades com iniciativas produtivas (formação, projetos). A revisão da literatura permitiu observar que o quadro do mal-estar na educação, existente em vários países, configura-se no município de Olinda e tem raízes culturais, econômicas e políticas. Dentre as raízes culturais deste mal-estar, destacamos a crise da autoridade e a quebra do pacto civilizatório. Para compreender os fatores econômicos e políticos, procedeu-se a um resgate histórico da constituição da profissão docente e da organização do Ensino Fundamental no país, em bibliografia específica e no depoimento de sindicalistas, com amplo percurso no âmbito municipal e nacional. Do procedimento de análise efetivado foi possível compreender que as diferentes posições assumidas pelos professores permitem inferir que outros fatores estão presentes no seu posicionamento, inclusive a estruturação psíquica de cada um deles. Para enfrentamento do mal-estar docente, este trabalho propõe que os professores sejam escutados por profissionais de orientação psicanalítica, a exemplo do que vem sendo desenvolvido pelo Grupo de Apoio Psicossocial ao Professor e à Escola, no município de Olinda. Ademais, outros fatores contribuirão para o enfrentamento do mal-estar na educação, a saber: a efetivação das políticas públicas do piso salarial nacional, das modificações nos currículos dos cursos de formação de professores, do acesso por meio de concurso público e das exigências de qualificação mínima da graduação para o exercício da docência, que já estão se tornando realidade em nosso país","abstract_html":"Este trabalho de pesquisa teve como objetivos investigar, na Rede Pública Municipal de Ensino de Olinda, a presença do mal-estar na educação e seus fatores produtores; identificar a interferência deste quadro na produção do mal-estar docente, bem como analisar o posicionamento subjetivo dos professores diante desse mal-estar. Nosso foco central foi o professor do Ensino Fundamental. Foram entrevistados 15 docentes, de 06 escolas da rede pública. Os sintomas que decorrem do quadro de mal-estar na educação, constituindo o mal-estar docente, bem como os posicionamentos subjetivos assumidos pelos professores foram analisados com base em conceitos psicanalíticos, referencial teórico deste trabalho. A pesquisa utilizou o método de análise de conteúdo para analisar o material colhido. A análise dos depoimentos obtidos permitiu identificar, na rede pública municipal, a presença do mal-estar na educação e a interferência deste na produção do mal-estar docente. Dentre os fatores produtores do mal-estar na educação, referidos na literatura, encontramos: ausência de recursos materiais, condições de trabalho desfavoráveis, violência, acumulação de exigências sobre o professor, modificação no papel do professor, modificação do apoio do contexto social ao professor e modificações na imagem do professor. No tocante aos sintomas que constituem o mal-estar docente, e que foram identificados neste estudo, estão: sentimento de desajustamento e insatisfação; angústia, estresse e sintomas físicos. Diante desse quadro, analisamos posicionamentos subjetivos, distintos, assumidos pelos docentes: 1) opção de desistência da profissão, se encontrar opções seguras; 2) permanência na profissão sem implicação subjetiva, sem investimento e com queixas dos alunos e do sistema educacional; 3) permanência na profissão resistindo às dificuldades com iniciativas produtivas (formação, projetos). A revisão da literatura permitiu observar que o quadro do mal-estar na educação, existente em vários países, configura-se no município de Olinda e tem raízes culturais, econômicas e políticas. Dentre as raízes culturais deste mal-estar, destacamos a crise da autoridade e a quebra do pacto civilizatório. Para compreender os fatores econômicos e políticos, procedeu-se a um resgate histórico da constituição da profissão docente e da organização do Ensino Fundamental no país, em bibliografia específica e no depoimento de sindicalistas, com amplo percurso no âmbito municipal e nacional. Do procedimento de análise efetivado foi possível compreender que as diferentes posições assumidas pelos professores permitem inferir que outros fatores estão presentes no seu posicionamento, inclusive a estruturação psíquica de cada um deles. Para enfrentamento do mal-estar docente, este trabalho propõe que os professores sejam escutados por profissionais de orientação psicanalítica, a exemplo do que vem sendo desenvolvido pelo Grupo de Apoio Psicossocial ao Professor e à Escola, no município de Olinda. Ademais, outros fatores contribuirão para o enfrentamento do mal-estar na educação, a saber: a efetivação das políticas públicas do piso salarial nacional, das modificações nos currículos dos cursos de formação de professores, do acesso por meio de concurso público e das exigências de qualificação mínima da graduação para o exercício da docência, que já estão se tornando realidade em nosso país","abstract_has_math":false,"creators":["Cristina Emerenciano Alcoforado Fonsêca, Ana"],"institution":"Universidade Federal de Pernambuco","degree_name":null,"degree_level":null,"degree_discipline":null,"degree_department":null,"school":null,"contributors":[],"advisors":["de Araújo Menezes-Santos, Jaileila"],"committee_chairs":[],"committee_members":[],"year":2009,"date_issued":"2009-01-31","date_published":"2009-01-31","updated_at":"2026-07-24T01:19:07Z","subjects":["Mal-estar na educação","Mal-estar docente","Psicanálise","Educação."],"languages":["por"],"rights":["openAccess","Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil"],"rights_urls":["http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/"],"identifier_entries":[]},"links":{"outbound_url":"https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/8457","outbound_label":"Repository record","outbound_source":"dc:identifier.uri"},"metadata_groups":[{"id":"people","label":"People","entries":[{"key":"dc:contributor.advisor","label":"Advisor","values":["de Araújo Menezes-Santos, Jaileila"]},{"key":"dc:creator","label":"Author","values":["Cristina Emerenciano Alcoforado Fonsêca, Ana"]}]},{"id":"academic_context","label":"Academic Context","entries":[{"key":"dc:date.accessioned","label":"Dc Date Accessioned","values":["2014-06-12T23:00:10Z"]},{"key":"dc:date.available","label":"Dc Date Available","values":["2014-06-12T23:00:10Z"]},{"key":"dc:date.issued","label":"Date","values":["2009-01-31"]},{"key":"dc:publisher","label":"Institution","values":["Universidade Federal de Pernambuco"]},{"key":"dc:type","label":"Dc Type","values":["masterThesis"]}]},{"id":"subjects_keywords","label":"Subjects and Keywords","entries":[{"key":"dc:subject","label":"Dc Subject","values":["Mal-estar na educação","Mal-estar docente","Psicanálise","Educação."]}]},{"id":"language_rights","label":"Language and Rights","entries":[{"key":"dc:language.iso","label":"Language (ISO)","values":["por"]},{"key":"dc:rights","label":"Dc Rights","values":["openAccess","Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil"]},{"key":"dc:rights.uri","label":"Rights URI","values":["http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/"]}]},{"id":"identifiers","label":"Identifiers","entries":[{"key":"dc:identifier.uri","label":"Identifier URI","values":["https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/8457"]}]},{"id":"additional","label":"Additional Metadata","entries":[{"key":"dc:description.abstract","label":"Abstract","values":["Este trabalho de pesquisa teve como objetivos investigar, na Rede Pública Municipal de Ensino de Olinda, a presença do mal-estar na educação e seus fatores produtores; identificar a interferência deste quadro na produção do mal-estar docente, bem como analisar o posicionamento subjetivo dos professores diante desse mal-estar. Nosso foco central foi o professor do Ensino Fundamental. Foram entrevistados 15 docentes, de 06 escolas da rede pública. Os sintomas que decorrem do quadro de mal-estar na educação, constituindo o mal-estar docente, bem como os posicionamentos subjetivos assumidos pelos professores foram analisados com base em conceitos psicanalíticos, referencial teórico deste trabalho. A pesquisa utilizou o método de análise de conteúdo para analisar o material colhido. A análise dos depoimentos obtidos permitiu identificar, na rede pública municipal, a presença do mal-estar na educação e a interferência deste na produção do mal-estar docente. Dentre os fatores produtores do mal-estar na educação, referidos na literatura, encontramos: ausência de recursos materiais, condições de trabalho desfavoráveis, violência, acumulação de exigências sobre o professor, modificação no papel do professor, modificação do apoio do contexto social ao professor e modificações na imagem do professor. No tocante aos sintomas que constituem o mal-estar docente, e que foram identificados neste estudo, estão: sentimento de desajustamento e insatisfação; angústia, estresse e sintomas físicos. Diante desse quadro, analisamos posicionamentos subjetivos, distintos, assumidos pelos docentes: 1) opção de desistência da profissão, se encontrar opções seguras; 2) permanência na profissão sem implicação subjetiva, sem investimento e com queixas dos alunos e do sistema educacional; 3) permanência na profissão resistindo às dificuldades com iniciativas produtivas (formação, projetos). A revisão da literatura permitiu observar que o quadro do mal-estar na educação, existente em vários países, configura-se no município de Olinda e tem raízes culturais, econômicas e políticas. Dentre as raízes culturais deste mal-estar, destacamos a crise da autoridade e a quebra do pacto civilizatório. Para compreender os fatores econômicos e políticos, procedeu-se a um resgate histórico da constituição da profissão docente e da organização do Ensino Fundamental no país, em bibliografia específica e no depoimento de sindicalistas, com amplo percurso no âmbito municipal e nacional. Do procedimento de análise efetivado foi possível compreender que as diferentes posições assumidas pelos professores permitem inferir que outros fatores estão presentes no seu posicionamento, inclusive a estruturação psíquica de cada um deles. Para enfrentamento do mal-estar docente, este trabalho propõe que os professores sejam escutados por profissionais de orientação psicanalítica, a exemplo do que vem sendo desenvolvido pelo Grupo de Apoio Psicossocial ao Professor e à Escola, no município de Olinda. Ademais, outros fatores contribuirão para o enfrentamento do mal-estar na educação, a saber: a efetivação das políticas públicas do piso salarial nacional, das modificações nos currículos dos cursos de formação de professores, do acesso por meio de concurso público e das exigências de qualificação mínima da graduação para o exercício da docência, que já estão se tornando realidade em nosso país"]},{"key":"dc:title","label":"Title","values":["Contribuições da psicanálise a uma leitura do malestar docente na Rede Municipal de Ensino em Olinda"]}]}],"canonical_facts":{"dc:contributor.advisor":["de Araújo Menezes-Santos, Jaileila"],"dc:creator":["Cristina Emerenciano Alcoforado Fonsêca, Ana"],"dc:date.accessioned":["2014-06-12T23:00:10Z"],"dc:date.available":["2014-06-12T23:00:10Z"],"dc:date.issued":["2009-01-31"],"dc:description.abstract":["Este trabalho de pesquisa teve como objetivos investigar, na Rede Pública Municipal de Ensino de Olinda, a presença do mal-estar na educação e seus fatores produtores; identificar a interferência deste quadro na produção do mal-estar docente, bem como analisar o posicionamento subjetivo dos professores diante desse mal-estar. Nosso foco central foi o professor do Ensino Fundamental. Foram entrevistados 15 docentes, de 06 escolas da rede pública. Os sintomas que decorrem do quadro de mal-estar na educação, constituindo o mal-estar docente, bem como os posicionamentos subjetivos assumidos pelos professores foram analisados com base em conceitos psicanalíticos, referencial teórico deste trabalho. A pesquisa utilizou o método de análise de conteúdo para analisar o material colhido. A análise dos depoimentos obtidos permitiu identificar, na rede pública municipal, a presença do mal-estar na educação e a interferência deste na produção do mal-estar docente. Dentre os fatores produtores do mal-estar na educação, referidos na literatura, encontramos: ausência de recursos materiais, condições de trabalho desfavoráveis, violência, acumulação de exigências sobre o professor, modificação no papel do professor, modificação do apoio do contexto social ao professor e modificações na imagem do professor. No tocante aos sintomas que constituem o mal-estar docente, e que foram identificados neste estudo, estão: sentimento de desajustamento e insatisfação; angústia, estresse e sintomas físicos. Diante desse quadro, analisamos posicionamentos subjetivos, distintos, assumidos pelos docentes: 1) opção de desistência da profissão, se encontrar opções seguras; 2) permanência na profissão sem implicação subjetiva, sem investimento e com queixas dos alunos e do sistema educacional; 3) permanência na profissão resistindo às dificuldades com iniciativas produtivas (formação, projetos). A revisão da literatura permitiu observar que o quadro do mal-estar na educação, existente em vários países, configura-se no município de Olinda e tem raízes culturais, econômicas e políticas. Dentre as raízes culturais deste mal-estar, destacamos a crise da autoridade e a quebra do pacto civilizatório. Para compreender os fatores econômicos e políticos, procedeu-se a um resgate histórico da constituição da profissão docente e da organização do Ensino Fundamental no país, em bibliografia específica e no depoimento de sindicalistas, com amplo percurso no âmbito municipal e nacional. Do procedimento de análise efetivado foi possível compreender que as diferentes posições assumidas pelos professores permitem inferir que outros fatores estão presentes no seu posicionamento, inclusive a estruturação psíquica de cada um deles. Para enfrentamento do mal-estar docente, este trabalho propõe que os professores sejam escutados por profissionais de orientação psicanalítica, a exemplo do que vem sendo desenvolvido pelo Grupo de Apoio Psicossocial ao Professor e à Escola, no município de Olinda. Ademais, outros fatores contribuirão para o enfrentamento do mal-estar na educação, a saber: a efetivação das políticas públicas do piso salarial nacional, das modificações nos currículos dos cursos de formação de professores, do acesso por meio de concurso público e das exigências de qualificação mínima da graduação para o exercício da docência, que já estão se tornando realidade em nosso país"],"dc:identifier.uri":["https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/8457"],"dc:language.iso":["por"],"dc:publisher":["Universidade Federal de Pernambuco"],"dc:rights":["openAccess","Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil"],"dc:rights.uri":["http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/"],"dc:subject":["Mal-estar na educação","Mal-estar docente","Psicanálise","Educação."],"dc:title":["Contribuições da psicanálise a uma leitura do malestar docente na Rede Municipal de Ensino em Olinda"],"dc:type":["masterThesis"]},"updated_at":"2026-07-24T01:19:07Z"}