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Não foi encontrada associação entre resistência e óbito nesse estudo (multi-resistente p=0,26; panresistente p= 0,42), porém o acerto na terapêutica inicial foi inversamente proporcional ao grau de resistência. Houve uma tendência a maior mortalidade nos pacientes que receberam terapia combinada (empírica p=0,09; definitiva p= 0,08), apesar do maior acerto na terapêutica e do menor percentual de choque séptico nesse grupo de doentes. Esse achado pode ser justificado por parâmetros farmacodinâmicos que não foram estudados nesse trabalho e pelo uso de aminoglicosídeos em grande escala na terapia dupla, o que é ponto controverso nos estudos realizados sobre a eficácia dessa combinação. Análise multivariada do nosso estudo concluiu que idade [odds ratio (OR) 1.04], presença de choque séptico (OR 15.4) e hipoalbuminemia (OR 0.32) foram fatores de risco independentes para o óbito","abstract_html":"Um estudo de caso-controle retrospectivo foi realizado para investigar os fatores de risco para óbito em pacientes de Unidades de Terapia Intensiva com infecção por Pseudomonas aeruginosa. Dos 131 pacientes investigados, 67 (51,1%) morreram até 30 dias após o diagnóstico de infecção por esse patógeno. A duração média de internamento hospitalar antes do diagnóstico de infecção por Pseudomonas aeruginosa foi de 28,5 ± 26,5 dias. Não foi encontrada associação entre resistência e óbito nesse estudo (multi-resistente p=0,26; panresistente p= 0,42), porém o acerto na terapêutica inicial foi inversamente proporcional ao grau de resistência. 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