{"id":{"repo_id":"brazil-ufpe","oai_identifier":"oai:repositorio.ufpe.br:123456789/7083"},"canonical_url":"https://search.dev.ndltd.org/etd/brazil-ufpe/oai:repositorio.ufpe.br:123456789/7083","repository":{"repo_id":"brazil-ufpe","name":"Brazil UFPE","base_url":"https://repositorio.ufpe.br/oai/request"},"display":{"title":"...Da solidão e da condição... (por uma antropologia da solidão: uma abordagem a partir de Clarice Lispector e Martin Heidegger)","abstract":"A tese pretende identificar a relevância da temática da solidão na obra de Clarice Lispector, especialmente nos romances A maçã no escuro, A Paixão Segundo G.H., Água viva e Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres. Essa abordagem será permeada pela problematização das noções de ser só e ser-com, angústia e nada, escrever e pensar, finitude e singularização como as entende a escritora e o filósofo Martin Heidegger. Nossa intenção é mostrar a compreensão de homem na obra da escritora a partir da experiência da solidão expondo o contributo dessa para pensarmos uma antropologia contemporânea. Em Clarice a solidão é não apenas o pano de fundo para se pensar o humano, mas categoria de entendimento e definição do homem. Nossa condição humana é solidão, e não se cura, uma vez que somos irremediavelmente tempo, mas o medo à solidão é curável. Clarice lê a solidão como sendo o núcleo último a que se pode chegar, como finitude irredutível e inalienável que somos. Com uma obra que abrange romances, contos, crônicas, literatura infantil, entrevista, etc., abordando temas como: existência e liberdade, linguagem e realidade, o Eu e o mundo, as relações intersubjetivas no geral, a angústia, o nada, a morte, o amor, etc., a escritora influência decisivamente a literatura brasileira, criando um novo rio do dizer literário-poético onde personagens, narradores e leitores se exploram no campo da linguagem até atingir a absoluta insuficiência dessa. Com isso Clarice traça um mapa dos estados de sensações, com uma fina percepção que penetra nas nuanças da realidade revelando ondas sutis e imperceptíveis a uma racionalidade acostumada com a organização. Partindo do aporte fenomenológico-hermenêutico, compreendemos sua literatura não apenas com a arte da palavra, mas como uma forma de conhecimento que desvela o homem numa nudez sem conceitos","abstract_html":"A tese pretende identificar a relevância da temática da solidão na obra de Clarice Lispector, especialmente nos romances A maçã no escuro, A Paixão Segundo G.H., Água viva e Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres. Essa abordagem será permeada pela problematização das noções de ser só e ser-com, angústia e nada, escrever e pensar, finitude e singularização como as entende a escritora e o filósofo Martin Heidegger. Nossa intenção é mostrar a compreensão de homem na obra da escritora a partir da experiência da solidão expondo o contributo dessa para pensarmos uma antropologia contemporânea. Em Clarice a solidão é não apenas o pano de fundo para se pensar o humano, mas categoria de entendimento e definição do homem. Nossa condição humana é solidão, e não se cura, uma vez que somos irremediavelmente tempo, mas o medo à solidão é curável. Clarice lê a solidão como sendo o núcleo último a que se pode chegar, como finitude irredutível e inalienável que somos. Com uma obra que abrange romances, contos, crônicas, literatura infantil, entrevista, etc., abordando temas como: existência e liberdade, linguagem e realidade, o Eu e o mundo, as relações intersubjetivas no geral, a angústia, o nada, a morte, o amor, etc., a escritora influência decisivamente a literatura brasileira, criando um novo rio do dizer literário-poético onde personagens, narradores e leitores se exploram no campo da linguagem até atingir a absoluta insuficiência dessa. Com isso Clarice traça um mapa dos estados de sensações, com uma fina percepção que penetra nas nuanças da realidade revelando ondas sutis e imperceptíveis a uma racionalidade acostumada com a organização. Partindo do aporte fenomenológico-hermenêutico, compreendemos sua literatura não apenas com a arte da palavra, mas como uma forma de conhecimento que desvela o homem numa nudez sem conceitos","abstract_has_math":false,"creators":["de Fátima Batista Costa, Maria"],"institution":"Universidade Federal de Pernambuco","degree_name":null,"degree_level":null,"degree_discipline":null,"degree_department":null,"school":null,"contributors":[],"advisors":["de Holanda Barros, Lourival"],"committee_chairs":[],"committee_members":[],"year":2007,"date_issued":"2007","date_published":"2007","updated_at":"2026-07-24T01:19:10Z","subjects":["Pensar","Finitude","Relação","Linguagem","Solidão"],"languages":["por"],"rights":["openAccess","Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil"],"rights_urls":["http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/"],"identifier_entries":[]},"links":{"outbound_url":"https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/7083","outbound_label":"Repository record","outbound_source":"dc:identifier.uri"},"metadata_groups":[{"id":"people","label":"People","entries":[{"key":"dc:contributor.advisor","label":"Advisor","values":["de Holanda Barros, Lourival"]},{"key":"dc:creator","label":"Author","values":["de Fátima Batista Costa, Maria"]}]},{"id":"academic_context","label":"Academic Context","entries":[{"key":"dc:date.accessioned","label":"Dc Date Accessioned","values":["2014-06-12T18:28:50Z"]},{"key":"dc:date.available","label":"Dc Date Available","values":["2014-06-12T18:28:50Z"]},{"key":"dc:date.issued","label":"Date","values":["2007"]},{"key":"dc:publisher","label":"Institution","values":["Universidade Federal de Pernambuco"]},{"key":"dc:type","label":"Dc Type","values":["doctoralThesis"]}]},{"id":"subjects_keywords","label":"Subjects and Keywords","entries":[{"key":"dc:subject","label":"Dc Subject","values":["Pensar","Finitude","Relação","Linguagem","Solidão"]}]},{"id":"language_rights","label":"Language and Rights","entries":[{"key":"dc:language.iso","label":"Language (ISO)","values":["por"]},{"key":"dc:rights","label":"Dc Rights","values":["openAccess","Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil"]},{"key":"dc:rights.uri","label":"Rights URI","values":["http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/"]}]},{"id":"identifiers","label":"Identifiers","entries":[{"key":"dc:identifier.uri","label":"Identifier URI","values":["https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/7083"]}]},{"id":"additional","label":"Additional Metadata","entries":[{"key":"dc:description.abstract","label":"Abstract","values":["A tese pretende identificar a relevância da temática da solidão na obra de Clarice Lispector, especialmente nos romances A maçã no escuro, A Paixão Segundo G.H., Água viva e Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres. Essa abordagem será permeada pela problematização das noções de ser só e ser-com, angústia e nada, escrever e pensar, finitude e singularização como as entende a escritora e o filósofo Martin Heidegger. Nossa intenção é mostrar a compreensão de homem na obra da escritora a partir da experiência da solidão expondo o contributo dessa para pensarmos uma antropologia contemporânea. Em Clarice a solidão é não apenas o pano de fundo para se pensar o humano, mas categoria de entendimento e definição do homem. Nossa condição humana é solidão, e não se cura, uma vez que somos irremediavelmente tempo, mas o medo à solidão é curável. Clarice lê a solidão como sendo o núcleo último a que se pode chegar, como finitude irredutível e inalienável que somos. Com uma obra que abrange romances, contos, crônicas, literatura infantil, entrevista, etc., abordando temas como: existência e liberdade, linguagem e realidade, o Eu e o mundo, as relações intersubjetivas no geral, a angústia, o nada, a morte, o amor, etc., a escritora influência decisivamente a literatura brasileira, criando um novo rio do dizer literário-poético onde personagens, narradores e leitores se exploram no campo da linguagem até atingir a absoluta insuficiência dessa. Com isso Clarice traça um mapa dos estados de sensações, com uma fina percepção que penetra nas nuanças da realidade revelando ondas sutis e imperceptíveis a uma racionalidade acostumada com a organização. Partindo do aporte fenomenológico-hermenêutico, compreendemos sua literatura não apenas com a arte da palavra, mas como uma forma de conhecimento que desvela o homem numa nudez sem conceitos"]},{"key":"dc:title","label":"Title","values":["...Da solidão e da condição... (por uma antropologia da solidão: uma abordagem a partir de Clarice Lispector e Martin Heidegger)"]}]}],"canonical_facts":{"dc:contributor.advisor":["de Holanda Barros, Lourival"],"dc:creator":["de Fátima Batista Costa, Maria"],"dc:date.accessioned":["2014-06-12T18:28:50Z"],"dc:date.available":["2014-06-12T18:28:50Z"],"dc:date.issued":["2007"],"dc:description.abstract":["A tese pretende identificar a relevância da temática da solidão na obra de Clarice Lispector, especialmente nos romances A maçã no escuro, A Paixão Segundo G.H., Água viva e Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres. Essa abordagem será permeada pela problematização das noções de ser só e ser-com, angústia e nada, escrever e pensar, finitude e singularização como as entende a escritora e o filósofo Martin Heidegger. Nossa intenção é mostrar a compreensão de homem na obra da escritora a partir da experiência da solidão expondo o contributo dessa para pensarmos uma antropologia contemporânea. Em Clarice a solidão é não apenas o pano de fundo para se pensar o humano, mas categoria de entendimento e definição do homem. Nossa condição humana é solidão, e não se cura, uma vez que somos irremediavelmente tempo, mas o medo à solidão é curável. Clarice lê a solidão como sendo o núcleo último a que se pode chegar, como finitude irredutível e inalienável que somos. Com uma obra que abrange romances, contos, crônicas, literatura infantil, entrevista, etc., abordando temas como: existência e liberdade, linguagem e realidade, o Eu e o mundo, as relações intersubjetivas no geral, a angústia, o nada, a morte, o amor, etc., a escritora influência decisivamente a literatura brasileira, criando um novo rio do dizer literário-poético onde personagens, narradores e leitores se exploram no campo da linguagem até atingir a absoluta insuficiência dessa. Com isso Clarice traça um mapa dos estados de sensações, com uma fina percepção que penetra nas nuanças da realidade revelando ondas sutis e imperceptíveis a uma racionalidade acostumada com a organização. Partindo do aporte fenomenológico-hermenêutico, compreendemos sua literatura não apenas com a arte da palavra, mas como uma forma de conhecimento que desvela o homem numa nudez sem conceitos"],"dc:identifier.uri":["https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/7083"],"dc:language.iso":["por"],"dc:publisher":["Universidade Federal de Pernambuco"],"dc:rights":["openAccess","Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil"],"dc:rights.uri":["http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/"],"dc:subject":["Pensar","Finitude","Relação","Linguagem","Solidão"],"dc:title":["...Da solidão e da condição... (por uma antropologia da solidão: uma abordagem a partir de Clarice Lispector e Martin Heidegger)"],"dc:type":["doctoralThesis"]},"updated_at":"2026-07-24T01:19:10Z"}