{"id":{"repo_id":"brazil-ufpe","oai_identifier":"oai:repositorio.ufpe.br:123456789/69385"},"canonical_url":"https://search.dev.ndltd.org/etd/brazil-ufpe/oai:repositorio.ufpe.br:123456789/69385","repository":{"repo_id":"brazil-ufpe","name":"Brazil UFPE","base_url":"https://repositorio.ufpe.br/oai/request"},"display":{"title":"Caracterização físico-química e avaliação da acessibilidade de metais em sedimentos estuarinos de Pernambuco: Influência da sazonalidade nas frações fina e total","abstract":"O avanço industrial, turístico e populacional em Pernambuco intensificou a geração de resíduos e a pressão sobre os estuários, ecossistemas frágeis que acumulam metais não biodegradáveis e registram nos sedimentos a história da poluição local. Neste estudo, foi proposto investigar, pela primeira vez, a distribuição e a mobilidade de metais em sedimentos de oito estuários de Pernambuco (Rio Una, Carro Quebrado, Rio Formoso, Canal Santa Cruz, Paratibe, Maracaípe, Rio Timbó e Rio Capibaribe), com 32 amostras coletadas nas estações seca e chuvosa, em frações finas e totais. As análises físico químicas incluíram DRX, FTIR, DBD, teores de carbonato e matéria orgânica, granulometria. A detecção e quantificação dos metais foram realizadas após extração com HCl 0,1 mol⁻¹, utilizando ICP OES. Complementarmente, aplicaram-se análises estatísticas multivariadas, incluindo HCA, PCA e correlação de Pearson, para identificar padrões de associação entre variáveis e fontes potenciais de contaminação. Os resultados revelaram predominância de ligações Si–O, estiramentos C=C, C–H aromáticas e grupos −OH no FTIR, enquanto o DRX apontou quartzo como mineral dominante, além de silicatos, caulinita, rutilo e feldspatos. O teor de matéria orgânica ultrapassou 10% em Capibaribe, Paratibe, Maracaípe e Rio Formoso, sugerindo possível excesso de nutrientes. Já os teores de carbonato (%) atingiram valores expressivos em Timbó (24,7 ± 1,4), Maracaípe (47,3 ± 0,1), Paratibe (52,5 ± 0,5) e Rio Formoso (71,5 ± 3,4), indicando possíveis fontes biogênicas. Quanto aos metais, diversos estuários apresentaram concentrações de Cr e Cd acima dos limites estabelecidos pela Resolução CONAMA nº 454/2012, com destaque para o Canal Santa Cruz, onde os valores atingiram 5365,0 ± 110,4 mg kg-1 (Cr) e 2,65 ± 0,01 kg-1 (Cd), ultrapassando os níveis de segurança e indicando risco ecológico significativo. O Rio Capibaribe apresentou risco moderado associado ao Pb, conforme o índice de risco ecológico, corroborando registros anteriores de contaminação. As análises multivariadas (PCA e HCA) evidenciaram padrões sazonais marcantes, com agrupamentos distintos entre estuários nas estações seca e chuvosa. A correlação de Pearson revelou similaridades entre os metais, sugerindo fontes comuns de poluição. No conjunto, os resultados demonstram forte influência antrópica sobre os estuários pernambucanos e reforçam a necessidade urgente de monitoramento contínuo e de estratégias eficazes de gestão ambiental para a preservação desses ecossistemas vulneráveis.","abstract_html":"O avanço industrial, turístico e populacional em Pernambuco intensificou a geração de resíduos e a pressão sobre os estuários, ecossistemas frágeis que acumulam metais não biodegradáveis e registram nos sedimentos a história da poluição local. Neste estudo, foi proposto investigar, pela primeira vez, a distribuição e a mobilidade de metais em sedimentos de oito estuários de Pernambuco (Rio Una, Carro Quebrado, Rio Formoso, Canal Santa Cruz, Paratibe, Maracaípe, Rio Timbó e Rio Capibaribe), com 32 amostras coletadas nas estações seca e chuvosa, em frações finas e totais. 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O teor de matéria orgânica ultrapassou 10% em Capibaribe, Paratibe, Maracaípe e Rio Formoso, sugerindo possível excesso de nutrientes. Já os teores de carbonato (%) atingiram valores expressivos em Timbó (24,7 ± 1,4), Maracaípe (47,3 ± 0,1), Paratibe (52,5 ± 0,5) e Rio Formoso (71,5 ± 3,4), indicando possíveis fontes biogênicas. Quanto aos metais, diversos estuários apresentaram concentrações de Cr e Cd acima dos limites estabelecidos pela Resolução CONAMA nº 454/2012, com destaque para o Canal Santa Cruz, onde os valores atingiram 5365,0 ± 110,4 mg kg-1 (Cr) e 2,65 ± 0,01 kg-1 (Cd), ultrapassando os níveis de segurança e indicando risco ecológico significativo. O Rio Capibaribe apresentou risco moderado associado ao Pb, conforme o índice de risco ecológico, corroborando registros anteriores de contaminação. As análises multivariadas (PCA e HCA) evidenciaram padrões sazonais marcantes, com agrupamentos distintos entre estuários nas estações seca e chuvosa. 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