{"id":{"repo_id":"brazil-ufpe","oai_identifier":"oai:repositorio.ufpe.br:123456789/66901"},"canonical_url":"https://search.dev.ndltd.org/etd/brazil-ufpe/oai:repositorio.ufpe.br:123456789/66901","repository":{"repo_id":"brazil-ufpe","name":"Brazil UFPE","base_url":"https://repositorio.ufpe.br/oai/request"},"display":{"title":"Estimulação transcraniana por corrente contínua associada ao exercício aeróbico como estratégia para o manejo da fadiga e da dor na COVID longa: um estudo de viabilidade","abstract":"A pandemia de COVID-19, causada pelo SARS-CoV-2, gerou um impacto global significativo, deixando milhões de pessoas com sintomas persistentes após a fase aguda, condição conhecida como COVID longa. Entre as manifestações mais frequentes estão fadiga crônica e dor muscular, que afetam a funcionalidade e a qualidade de vida das pessoas acometidas. A estimulação transcraniana por corrente contínua (tDCS, do inglês, transcranial direct current stimulation) pode ser considerada uma estratégia promissora para o manejo destes sintomas. A tDCS trata-se de uma técnica não invasiva que aplica corrente elétrica de baixa intensidade no couro cabeludo para modular funções corticais. Estudos prévios indicam que a tDCS é segura e pode reduzir sintomas como fadiga e dor na COVID longa. Em outras condições clínicas, sua combinação com o exercício aeróbico tem mostrado benefícios adicionais. Diante disso, o presente estudo teve como objetivo avaliar a viabilidade de um ensaio clínico randomizado combinando tDCS e exercício aeróbico em pessoas com COVID longa, com foco nos efeitos sobre fadiga e dor. O estudo foi realizado na UFPE, em Recife, e na UNESP, em Presidente Prudente, entre março/2023 e outubro/2024, com voluntários maiores de 18 anos, com sintomas persistentes de fadiga ou dor por pelo menos dois meses após infecção confirmada há mais de três meses. Os voluntários foram randomizados em dois grupos: tDCS anódica aplicada sobre o córtex motor primário esquerdo associada a exercício aeróbico (tDCS real), ou tDCS simulada combinada ao mesmo exercício (tDCS sham). A estimulação (2 mA) foi realizada durante o treino em esteira (30 min), até cinco vezes por semana, durante duas semanas. Foram avaliados indicadores de viabilidade (recrutamento, consentimento, retenção, adesão, percepção de benefícios e segurança) e medidas de eficácia que incluíram a Modified Fatigue Impact Scale (MFIS), o Brief Pain Inventory (BPI) e a Escala Visual Analógica (EVA). As avaliações ocorreram no baseline, 72 horas após o término da intervenção e 20 dias depois. 76 indivíduos foram contatados para a realização do estudo, destes, dez participantes realizaram pelo menos oito sessões de intervenção e oito completaram todas as fases do protocolo. A taxa de recrutamento foi de 57,9%, a taxa de elegibilidade de 81,8% e a permanência dos incluídos no estudo foi de 80%. Não foram observados eventos adversos graves; os efeitos colaterais relatados foram leves e não impediram a continuidade do tratamento. A aplicabilidade dos métodos demonstrou ser segura e viável. Os benefícios foram percebidos por 90% da amostra, mesmo sem diferenças estatisticamente significativas entre grupos nos desfechos de eficácia clínica tanto para dor e fadiga. Deve-se considerar que as dificuldades de recrutamento e retenção limitaram o tamanho da amostra e a avaliação robusta da eficácia. Um cálculo amostral foi realizado com o objetivo de garantir poder estatístico adequado para futuros estudos com estimativa de 342 participantes necessários para o desfecho de dor e 34 para o desfecho de fadiga. Com amostra mais ampla e estratégias flexíveis, será possível obter resultados consistentes para avaliar a efetividade da tDCS associada ao exercício aeróbico em indivíduos com COVID longa.","abstract_html":"A pandemia de COVID-19, causada pelo SARS-CoV-2, gerou um impacto global significativo, deixando milhões de pessoas com sintomas persistentes após a fase aguda, condição conhecida como COVID longa. Entre as manifestações mais frequentes estão fadiga crônica e dor muscular, que afetam a funcionalidade e a qualidade de vida das pessoas acometidas. A estimulação transcraniana por corrente contínua (tDCS, do inglês, transcranial direct current stimulation) pode ser considerada uma estratégia promissora para o manejo destes sintomas. 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O estudo foi realizado na UFPE, em Recife, e na UNESP, em Presidente Prudente, entre março/2023 e outubro/2024, com voluntários maiores de 18 anos, com sintomas persistentes de fadiga ou dor por pelo menos dois meses após infecção confirmada há mais de três meses. Os voluntários foram randomizados em dois grupos: tDCS anódica aplicada sobre o córtex motor primário esquerdo associada a exercício aeróbico (tDCS real), ou tDCS simulada combinada ao mesmo exercício (tDCS sham). A estimulação (2 mA) foi realizada durante o treino em esteira (30 min), até cinco vezes por semana, durante duas semanas. Foram avaliados indicadores de viabilidade (recrutamento, consentimento, retenção, adesão, percepção de benefícios e segurança) e medidas de eficácia que incluíram a Modified Fatigue Impact Scale (MFIS), o Brief Pain Inventory (BPI) e a Escala Visual Analógica (EVA). 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