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Diante dessa realidade, temos como objetivo da nossa dissertação analisar o Projeto Ciclo de Atividades para Afirmação da Cultura Afro-brasileira da Escola Técnica Estadual Epitácio Pessoa, investigando em que medida este trabalho apresenta-se como uma proposta decolonial, fornecendo suporte para o enfrentamento ao racismo religioso. Utilizamos imagens, vídeos, depoimentos de estudantes e funcionários que testemunham a trajetória deste trabalho que existe há mais de dez anos. Consideramos tal atividade uma ferramenta de combate ao racismo estrutural que existe na sociedade brasileira. Esse Ciclo de Atividades tem demonstrado grande potencial de aberturas, diálogos e possibilidades de desconstruir o racismo religioso e uma experiência que reestrutura curricularidades. Dialogamos com Nilma Lino Gomes, Sueli Carneiro, Catherine Walsh, entre outros e outras estudiosos(as) com a finalidade de entender, por um lado, o Ensino de História entre suas formulações curriculares e a produção do epistemicídio da população negra e, por outro, alguns caminhos possíveis para o desenvolvimento de um Ensino de História inspirado na pedagogia decolonial. Como proposição didática construímos um documentário com base na história desse projeto considerando especialmente a relação da escola com o Terreiro Ilê Asé Sango Ayrá Ibonã, localizado em Pirapama, na cidade do Cabo de Santo Agostinho. Um material que seja útil na formação de professores e professoras, como também uma ferramenta a ser utilizada nas aulas de história, combatendo o racismo religioso através de uma pedagogia decolonial.","abstract_html":"A escola é um espaço de produção e reprodução das estruturas racistas na qual a sociedade brasileira estabeleceu-se. 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