{"id":{"repo_id":"brazil-ufpe","oai_identifier":"oai:repositorio.ufpe.br:123456789/64721"},"canonical_url":"https://search.dev.ndltd.org/etd/brazil-ufpe/oai:repositorio.ufpe.br:123456789/64721","repository":{"repo_id":"brazil-ufpe","name":"Brazil UFPE","base_url":"https://repositorio.ufpe.br/oai/request"},"display":{"title":"Planejamento fatorial, caracterização fitoquímica, avaliação toxicológica e atividade antimicrobiana de extrato de folhas de Moringa Oleifera","abstract":"Moringa oleifera é uma planta nativa do leste da África e sul da Índia, com cultivo expandido globalmente em regiões tropicais e subtropicais. Reconhecida por seu valor nutricional e propriedades medicinais, produz moléculas com potencial antibacteriano, que podem ser alternativas menos tóxicas em comparação a antibióticos comerciais. Este estudo teve como objetivos otimizar e caracterizar um extrato aquoso de folhas de M. oleifera, determinar sua toxicidade in vivo e seu efeito contra bactérias, fungos e virus. O extrato otimizado de M. oleifera (OEMo) foi produzido por maceração a 5%, utilizando um delineamento fatorial. No ensaio de toxicidade subcrônica in vivo, camundongos machos e fêmeas receberam diariamente doses orais de 250, 500 e 1000 mg/kg do OEMo por 13 semanas. A atividade antibacteriana e antifúngica foi avaliada in vitro pela determinação do efeito no crescimento, sobrevivência e formação de biofilmes. Sinergismo com antibióticos também foi investigado. A determinação da atividade antibacteriana in vivo com as larvas de Tenebrio molitor ocorreu com a concentração inibitória mínima do OEMo (125 μg/mL e 500 μg/mL) e as larvas foram infectadas por Escherichia coli e Serratia marcescens. A determinação da atividade antiviral do OEMo (0,3 a 0,9 mg/mL) usou células Vero CCL-81 infectadas por virus Chikungunya. O ensaio de toxicidade subcrônica revelou que as doses de 250 e 500 mg/kg não causaram alterações significativas nos parâmetros fisiológicos, hematológicos ou histológicos, indicando baixa toxicidade. No entanto, a dose de 1000 mg/kg reduziu o peso corporal e consumo alimentar, além de elevar as transaminases hepáticas, sugerindo possível toxicidade hepática. O OEMo, em todas as concentrações, reduziu significativamente os níveis de colesterol e triglicerídeos, evidenciando seu potencial anti-hiperlipidêmico. OEMo foi antibacteriano contra E. coli e S. marcescens, com concentrações mínimas inibitórias (CMI) de 125 μg/mL e 500 μg/mL, respectivamente. Além disso, inibiu a formação de biofilmes dessas bactérias em mais de 50%, nas concentrações de 100 e 400 μg/mL, e reduziu a viabilidade celular em 38% (E. coli) e 18% (S. marcescens). Quando combinado com o antibiótico ceftazidima, o extrato apresentou efeito sinérgico, ampliando a eficácia do tratamento contra ambas as bactérias. OEMo não apresentou atividade antifúngica para as espécies de Candida e Cryptococcus testadas. Em modelo in vivo com larvas de T. molitor, o extrato não causou toxicidade e reduziu significativamente a mortalidade associada à infecção por E. coli. Em relação à atividade antiviral, OEMo apresentou ação contra o vírus Chikungunya, ampliando seu espectro antimicrobiano, mesmo infectadas, as celulas permaneceram viáveis indicando a atividade antiviral do extrato. Essas descobertas abrem importantes perspectivas para a utilização clínica do OEMo e incentivam novos estudos para explorar os mecanismos de ação envolvidos nas atividades biológicas detectadas e para a definição de possíveis aplicações terapêuticas.","abstract_html":"Moringa oleifera é uma planta nativa do leste da África e sul da Índia, com cultivo expandido globalmente em regiões tropicais e subtropicais. 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