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Sendo assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar a capacidade do extrato salino da sarcotesta de P. granatum em causar alterações no ciclo de vida do Ae. aegypti, e analisar a toxicidade aguda in vivo do extrato por via oral em camundongos Swiss fêmeas (Mus musculus). O ensaio larvicida foi executado utilizando o extrato (10- 30% v/v) da romã para determinar a concentração letal para matar 50% das larvas (CL50). Em seguida, foram analisados os efeitos deletérios do extrato no ciclo de vida de Ae. aegypti após o contato durante a fase larval, o efeito sobre as enzimas (digestivas e do sistema nervoso) das larvas, e possíveis alterações morfológicas através da análise histológica nas diferentes fases de vida do inseto. A atividade hemolítica in vitro e a toxicidade aguda in vivo do extrato da romã em camundongos Swiss também foi realizada. O extrato salino apresentou CL50 de 12,2% (v/v) sobre larvas Ae. aegypti, e causou um retardo no ciclo de vida do mosquito nas concentrações de 5% e 10%; também alterou a atividade das enzimas aumentando a ação da tripsina e inibindo a acetilcolinesterase. Como resultado da atividade de toxicidade aguda, o extrato não apresentou toxicidade na concentração de 2000 mg/kg, causando apenas um aumento significativo no peso do baço. O extrato da romã, mostrou-se um inseticida natural promissor para o controle de larva de Ae. aegypti, interferindo sobre o ciclo de vida desse inseto, e não apresentou toxicidade in vivo sobre camundongos, indicando que o extrato pode ser utilizado de maneira segura desde que não ultrapasse as concentrações testadas (2000 mg/kg).","abstract_html":"Aedes aegypti é um mosquito transmissor de diversas arboviroses, como a dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana. 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