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Por isso, suas ideias fornecem elementos que não só rompem com a forma tradicional de estruturação do conhecimento, mas também possibilitam uma leitura do humano que fundamenta uma educação voltada para o Outro. Com isso em mente, propomo-nos, então, a responder nesta pesquisa à seguinte questão: Como a filosofia de Emmanuel Levinas se diferencia das perspectivas anteriores ao proporcionar uma nova possibilidade de sentido para a educação, e como isso contribui para uma nova compreensão do humano? A partir disso, nosso objetivo é não apenas percorrer as perspectivas de outros filósofos, mas também demonstrar como Levinas, ao inaugurar um novo humanismo, possibilita que ele seja aplicável à educação, trazendo para essa um sentido que se opõe às visões centradas no Eu e em suas potencialidades, comuns nas estruturas epistemológicas da filosofia ocidental. Diferente das abordagens anteriores, representadas aqui por Platão, Santo Agostinho, Kant e Nietzsche, que priorizam a formação de um ser racional, autônomo e livre, Levinas argumenta que a verdadeira liberdade vai além do pensamento sem tutelas, exigindo uma consciência responsável pelo Outro e um compromisso ativo com a bondade desinteressada e a generosidade gratuita. Nesse contexto, a liberdade reside na consciência de agir para evitar a inumanidade. Por isso, nossa hipótese é que isso resulta em uma abordagem filosófica, ética e pedagógica que busca um saber e um agir não voltados apenas para o desenvolvimento integral do eu, mas que se impossibilitam de negar o apelo do Outro.","abstract_html":"A Filosofia, ao oferecer diversas perspectivas sobre a natureza e os propósitos do educar, inclui nelas valores essenciais que divergem em cada forma de pensar o educativo. 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