{"id":{"repo_id":"brazil-ufpe","oai_identifier":"oai:repositorio.ufpe.br:123456789/63488"},"canonical_url":"https://search.dev.ndltd.org/etd/brazil-ufpe/oai:repositorio.ufpe.br:123456789/63488","repository":{"repo_id":"brazil-ufpe","name":"Brazil UFPE","base_url":"https://repositorio.ufpe.br/oai/request"},"display":{"title":"Análise toxicológica e avaliação de atividades farmacológicas de extrato hidroetanólico de cladódios de Harrisia adscendens (Gürke) Britton & Rose","abstract":"Harrisia adscendens (Gürke) Britton & Rose, um cacto nativo da Caatinga brasileira, é tradicionalmente empregado na medicina popular. Este estudo avaliou a composição fitoquímica, toxicidade e atividades farmacológicasde um extrato hidroetanólico dos cladódios de H. adscendens, integrando abordagens experimentais in vivo e in silico. O processo de extração foi otimizado utilizando um delineamento fatorial, sendo escolhido o método de turbólise, usando 10% de material vegetal e etanol: água 1:1. A composição química do extrato foi analisada por LC-ESI-MS. A toxicidade aguda (2000 mg/kg) e subaguda (doses repetidas de 250, 500 e 1000 mg/kg por 28 dias) e genotoxicidade in vivo (testes do cometa e micronúcleo) foram avaliadas. Atividade antinociceptiva foi avaliada por meio do teste de contorções abdominais e da formalina e a ação anti-inflamatória do extrato foi investigada utilizando os modelos de edema de pata e de peritonite induzidos por carragenina. A atividade antipirética foi determinada em modelo de febre induzida por levedura. Todos esses ensaios foram realizados por administração oral das doses 100, 200 e 400 mg/kg. A ação cicatrizante de gel contendo o extrato (5 e 10%) também foi investigada. Por fim, a composição do extrato foi analisada por UPLC/MS-MS e os compostos detectados foram investigados quanto ao perfil de segurança e possíveis bioatividades utilizando ferramentas in silico. A análise por LC-ESI- MS identificou três acetofenonas, um ácido hidroxicinâmico, três ácidos fenólicos e um flavonoide. Não foram observadas alterações comportamentais ou mortalidade tanto na avaliação aguda quanto subaguda. Os parâmetros hematológicos e bioquímicos permaneceram normais, com exceção de uma redução na contagem total de leucócitos em fêmeas tratadas com doses repetidas. Os resultados dos testes de genotoxicidade não indicaram danos ao DNA. O extrato demonstrou atividade antinociceptiva em ambos os ensaios e, no teste da formalina, foi especialmente ativo na fase inflamatória. No modelo de edema de pata, o extrato reduziu o inchaço em 47,5% na dose de 400 mg/kg. Além disso, reduziu a infiltração de leucócitos e os níveis de citocinas pró-inflamatórias (TNF-α, IL-6, IL-1β e IFN-γ) no modelo de peritonite. O extrato exibiu atividade antipirética, promovendo redução da temperatura corporal após 90 min de administração. O gel contendo o extrato acelerou a regeneração tecidual, promovendo contração da ferida após 6 dias, especialmente na concentração de 10% (43,02%). Foram identificados 43 compostos por UPLC-MS, incluindo terpenoides, alcaloides e policetídeos. Desses, 5 (11,6%) apresentaram potencial mutagênico no teste in silico, enquanto 88,4% foram considerados não-mutagênicos. A análise de LD50 classificou a maioria dos compostos (26) na categoria não-tóxicos. A análise in silico sugeriu atividades biológicas relevantes, como a inibição de CDP-glicerol glicerofosfotransferase, agonismo da integridade da membrana, inibição de fosfatases de açúcar e inibição da enzima hidrolase de alquenilglicerofosfocolina. Essas atividades sugerem implicações para o tratamento de distúrbios metabólicos, neurodegenerativos e infecciosos. Os resultados indicam que H. adscendens possui um perfil de segurança favorável e potencial terapêutico relevante para o tratamento de dor, inflamação, febre e cicatrização de feridas. Estudos futuros poderão aprofundar a compreensão de seus mecanismos de ação, explorar sinergias com fármacos convencionais e desenvolver formulações para uso clínico.","abstract_html":"Harrisia adscendens (Gürke) Britton &amp; Rose, um cacto nativo da Caatinga brasileira, é tradicionalmente empregado na medicina popular. Este estudo avaliou a composição fitoquímica, toxicidade e atividades farmacológicasde um extrato hidroetanólico dos cladódios de H. adscendens, integrando abordagens experimentais in vivo e in silico. O processo de extração foi otimizado utilizando um delineamento fatorial, sendo escolhido o método de turbólise, usando 10% de material vegetal e etanol: água 1:1. A composição química do extrato foi analisada por LC-ESI-MS. 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No modelo de edema de pata, o extrato reduziu o inchaço em 47,5% na dose de 400 mg/kg. Além disso, reduziu a infiltração de leucócitos e os níveis de citocinas pró-inflamatórias (TNF-α, IL-6, IL-1β e IFN-γ) no modelo de peritonite. O extrato exibiu atividade antipirética, promovendo redução da temperatura corporal após 90 min de administração. O gel contendo o extrato acelerou a regeneração tecidual, promovendo contração da ferida após 6 dias, especialmente na concentração de 10% (43,02%). Foram identificados 43 compostos por UPLC-MS, incluindo terpenoides, alcaloides e policetídeos. Desses, 5 (11,6%) apresentaram potencial mutagênico no teste in silico, enquanto 88,4% foram considerados não-mutagênicos. A análise de LD50 classificou a maioria dos compostos (26) na categoria não-tóxicos. A análise in silico sugeriu atividades biológicas relevantes, como a inibição de CDP-glicerol glicerofosfotransferase, agonismo da integridade da membrana, inibição de fosfatases de açúcar e inibição da enzima hidrolase de alquenilglicerofosfocolina. Essas atividades sugerem implicações para o tratamento de distúrbios metabólicos, neurodegenerativos e infecciosos. Os resultados indicam que H. adscendens possui um perfil de segurança favorável e potencial terapêutico relevante para o tratamento de dor, inflamação, febre e cicatrização de feridas. 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Por fim, a composição do extrato foi analisada por UPLC/MS-MS e os compostos detectados foram investigados quanto ao perfil de segurança e possíveis bioatividades utilizando ferramentas in silico. A análise por LC-ESI- MS identificou três acetofenonas, um ácido hidroxicinâmico, três ácidos fenólicos e um flavonoide. Não foram observadas alterações comportamentais ou mortalidade tanto na avaliação aguda quanto subaguda. Os parâmetros hematológicos e bioquímicos permaneceram normais, com exceção de uma redução na contagem total de leucócitos em fêmeas tratadas com doses repetidas. Os resultados dos testes de genotoxicidade não indicaram danos ao DNA. O extrato demonstrou atividade antinociceptiva em ambos os ensaios e, no teste da formalina, foi especialmente ativo na fase inflamatória. No modelo de edema de pata, o extrato reduziu o inchaço em 47,5% na dose de 400 mg/kg. Além disso, reduziu a infiltração de leucócitos e os níveis de citocinas pró-inflamatórias (TNF-α, IL-6, IL-1β e IFN-γ) no modelo de peritonite. O extrato exibiu atividade antipirética, promovendo redução da temperatura corporal após 90 min de administração. O gel contendo o extrato acelerou a regeneração tecidual, promovendo contração da ferida após 6 dias, especialmente na concentração de 10% (43,02%). Foram identificados 43 compostos por UPLC-MS, incluindo terpenoides, alcaloides e policetídeos. Desses, 5 (11,6%) apresentaram potencial mutagênico no teste in silico, enquanto 88,4% foram considerados não-mutagênicos. A análise de LD50 classificou a maioria dos compostos (26) na categoria não-tóxicos. A análise in silico sugeriu atividades biológicas relevantes, como a inibição de CDP-glicerol glicerofosfotransferase, agonismo da integridade da membrana, inibição de fosfatases de açúcar e inibição da enzima hidrolase de alquenilglicerofosfocolina. 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