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Estudos apontam que exposição aguda resultou em problemas de saúde, incluindo cefaleias, náuseas, vertigens, irritações cutâneas, distúrbios gastrointestinais, além de complicações respiratórias e irritação na garganta. O objetivo deste estudo foi analisar a exposição de pescadores envolvidos no derramamento de petróleo nas praias de Pernambuco, por meio da aplicação de um inquérito para o levantamento de informações sociodemográficas, epidemiológicas, ocupacionais e dos efeitos da exposição ambiental subclínica na saúde. Além disso, foi realizada a análise de biomarcadores de exposição e estresse oxidativo, como catalase, glutationa-S-transferases e malondialdeído nas amostras coletadas. As medidas antropométricas revelaram sobrepeso, obesidade e concentração de gordura abdominal, fatores que podem levar ao risco de doenças cardiovasculares. Enquanto o biomarcador malondialdeído, subproduto da peroxidação lipídica, ultrapassou em 69% das amostras os níveis considerados normais de malondialdeído no sangue, revelou uma média de 11,36 μM com um desvio padrão de 7,31. Observou-se uma correlação positiva entre as enzimas catalase e glutationa-S-transferases. Os autorrelatos de sintomas como cefaleia, tontura e irritações nas mucosas também foram comuns entre os participantes. É importante monitorar regularmente a saúde dos pescadores, executar ações de vigilância em saúde e ambiente, prestar suporte adequado e implementar medidas preventivas para mitigar os efeitos adversos causados por esse desastre ambiental na saúde dos pescadores artesanais e garantir o bem-estar das comunidades pesqueiras.","abstract_html":"O derramamento de petróleo no Brasil teve início em 2019 com o aparecimento de manchas de óleo que alcançaram as praias e os manguezais. 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