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Por isso, são necessárias medidas de gerenciamento de tráfego que ao mesmo tempo desencoraje o uso do transporte individual motorizado e incentive a utilização dos modos de transporte ativos e públicos. O pedágio urbano é uma alternativa econômica para o gerenciamento do tráfego e redução de congestionamentos em centros urbanos. Essa medida consiste no pagamento para acessar uma área ou passar por um trecho da cidade congestionado. No entanto, mesmo com os exemplos bem-sucedidos em Singapura, Londres e Estocolmo, o pedágio urbano ainda é uma medida difícil de ser implementada pela rejeição pública e política imposta. Por isso, o objetivo desta dissertação é avaliar a opinião pública sobre a implementação do pedágio urbano no Brasil e analisar quais fatores podem ser considerados barreiras à implementação dessa política no país. Para alcançar o objetivo, foi elaborado um questionário online destinado a moradores de cidades grandes, acima de 500 mil habitantes, ou regiões metropolitanas brasileiras. Após a coleta dos dados, foram realizadas uma análise descritiva e uma análise de regressão logística binária no Software R. A amostra analisada pode ser caracterizada majoritariamente como usuária de carro. Mesmo assim, a maioria dos respondentes, cerca de 79%, afirmou que deixaria sim de utilizar o carro para enfrentar menos congestionamentos. Mais ainda, 89% declararam que utilizaria com maior frequência o transporte público, caso o serviço melhorasse. Uma vez que o objetivo do pedágio urbano é o gerenciamento do tráfego para melhoria da mobilidade urbana, investimentos nos serviços de transporte público podem ser considerados um primeiro passo para iniciar o debate público sobre a implementação dessa medida no Brasil. Quanto à disposição ou não em pagar para enfrentar menos congestionamentos, por meio do modelo de regressão logística binária, foram identificados duas variáveis estatisticamente significativas. A percepção positiva do pedágio urbano e a consciência de responsabilidade pela poluição que produzimos foram os dois fatores mais influentes. Ou seja, a probabilidade de alguém estar disposto a pagar para enfrentar menos congestionamentos é maior quando a pessoa percebe a medida como eficaz e acredita que é justo nos responsabilizar financeiramente pela poluição que produzimos diariamente. Com isso, destacou-se a comunicação e a transparência como pontos fundamentais para um processo de implementação bem-sucedido de pedágio urbano no Brasil.","abstract_html":"O congestionamento do tráfego em decorrência do alto índice de motorização tem causado prejuízos ambientais, econômicos e sociais em grandes cidades. Conforme a população urbana cresce, torna-se mais urgente encontrar soluções sustentáveis para esse problema. Uma vez que o espaço físico é limitado, a expansão da infraestrutura viária não consegue mais suprir a demanda de viagens. Por isso, são necessárias medidas de gerenciamento de tráfego que ao mesmo tempo desencoraje o uso do transporte individual motorizado e incentive a utilização dos modos de transporte ativos e públicos. O pedágio urbano é uma alternativa econômica para o gerenciamento do tráfego e redução de congestionamentos em centros urbanos. Essa medida consiste no pagamento para acessar uma área ou passar por um trecho da cidade congestionado. No entanto, mesmo com os exemplos bem-sucedidos em Singapura, Londres e Estocolmo, o pedágio urbano ainda é uma medida difícil de ser implementada pela rejeição pública e política imposta. Por isso, o objetivo desta dissertação é avaliar a opinião pública sobre a implementação do pedágio urbano no Brasil e analisar quais fatores podem ser considerados barreiras à implementação dessa política no país. Para alcançar o objetivo, foi elaborado um questionário online destinado a moradores de cidades grandes, acima de 500 mil habitantes, ou regiões metropolitanas brasileiras. Após a coleta dos dados, foram realizadas uma análise descritiva e uma análise de regressão logística binária no Software R. A amostra analisada pode ser caracterizada majoritariamente como usuária de carro. Mesmo assim, a maioria dos respondentes, cerca de 79%, afirmou que deixaria sim de utilizar o carro para enfrentar menos congestionamentos. Mais ainda, 89% declararam que utilizaria com maior frequência o transporte público, caso o serviço melhorasse. Uma vez que o objetivo do pedágio urbano é o gerenciamento do tráfego para melhoria da mobilidade urbana, investimentos nos serviços de transporte público podem ser considerados um primeiro passo para iniciar o debate público sobre a implementação dessa medida no Brasil. Quanto à disposição ou não em pagar para enfrentar menos congestionamentos, por meio do modelo de regressão logística binária, foram identificados duas variáveis estatisticamente significativas. A percepção positiva do pedágio urbano e a consciência de responsabilidade pela poluição que produzimos foram os dois fatores mais influentes. Ou seja, a probabilidade de alguém estar disposto a pagar para enfrentar menos congestionamentos é maior quando a pessoa percebe a medida como eficaz e acredita que é justo nos responsabilizar financeiramente pela poluição que produzimos diariamente. 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Uma vez que o objetivo do pedágio urbano é o gerenciamento do tráfego para melhoria da mobilidade urbana, investimentos nos serviços de transporte público podem ser considerados um primeiro passo para iniciar o debate público sobre a implementação dessa medida no Brasil. Quanto à disposição ou não em pagar para enfrentar menos congestionamentos, por meio do modelo de regressão logística binária, foram identificados duas variáveis estatisticamente significativas. A percepção positiva do pedágio urbano e a consciência de responsabilidade pela poluição que produzimos foram os dois fatores mais influentes. Ou seja, a probabilidade de alguém estar disposto a pagar para enfrentar menos congestionamentos é maior quando a pessoa percebe a medida como eficaz e acredita que é justo nos responsabilizar financeiramente pela poluição que produzimos diariamente. 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