{"id":{"repo_id":"brazil-ufpe","oai_identifier":"oai:repositorio.ufpe.br:123456789/55623"},"canonical_url":"https://search.dev.ndltd.org/etd/brazil-ufpe/oai:repositorio.ufpe.br:123456789/55623","repository":{"repo_id":"brazil-ufpe","name":"Brazil UFPE","base_url":"https://repositorio.ufpe.br/oai/request"},"display":{"title":"Domínio semiárido da caatinga : uma proposta tipológica e regional através da cartografia de paisagem","abstract":"A tese em questão aborda a complexidade das paisagens no Semiárido Brasileiro, destacando a necessidade de estudos aprofundados sobre sua estrutura e dinâmica. O objetivo central é realizar uma regionalização desses ambientes por meio de um estudo integrado da paisagem, utilizando dados geoespaciais e cartografia. A hipótese subjacente é que essa abordagem proporcionará uma compreensão mais abrangente da área. O embasamento teórico da pesquisa remonta a abordagens integradoras de estudo da paisagem, notavelmente representadas pelos trabalhos de Viktor Borisovich Sochava e Georges Bertrand. No contexto brasileiro, Aziz Nacib Ab'Saber e Jean Tricart contribuíram com conceitos relevantes, como Domínios Morfoclimáticos. A metodologia adotada na tese baseia-se na cartografia de paisagens, que integra elementos biofísicos como litologia, relevo, solos e vegetação. Complementarmente, a análise de dados geoespaciais capacita a investigação de vastas áreas e períodos temporais extensos, essenciais para compreender as mudanças na paisagem ao longo do tempo. A pesquisa se inicia com duas questões orientadoras: as principais abordagens de estudo integrado da paisagem e os trabalhos relacionados ao Semiárido Brasileiro. As abordagens identificadas inserem-se no pensamento sistêmico, enquanto os estudos sobre o semiárido contam com contribuições de diversos autores, destacando-se a importância de critérios como clima, vegetação e geomorfologia. A delimitação da área de estudo, o Domínio Semiárido da Caatinga, fundamenta-se em critérios ambientais, como o Bioma Caatinga e o índice de aridez. A pesquisa prossegue com a identificação de Tipos de Paisagens e a subsequente regionalização em Regiões Paisagísticas, considerando elementos como posição geográfica, geologia e vegetação. A proposta resulta na criação de um mapa com 43 Tipos de Paisagens e 16 Regiões Paisagísticas, destacando a inovação na identificação individualizada das depressões sertanejas e regiões da Bacia do Parnaíba. A análise da resiliência das paisagens abrange aspectos climáticos e antropogênicos, fornecendo informações cruciais para a caracterização das Regiões Paisagísticas. A tese confirma a hipótese inicial, demonstrando que a análise integrada de dados geoespaciais e cartografia de paisagens contribuiu significativamente para a compreensão das paisagens semiáridas brasileiras. O trabalho destaca-se pela produção de informações cartográficas detalhadas, fornecendo dados relevantes sobre clima, vegetação, uso da terra e outros parâmetros biofísicos. Como contribuição para a gestão ambiental do Semiárido Brasileiro, a pesquisa oferece insights valiosos para a tomada de decisões e o desenvolvimento de estratégias sustentáveis. Recomenda-se, para futuras pesquisas, o aprimoramento contínuo das informações cartográficas, incorporando novas tecnologias e abordando a região de forma a considerar sua diversidade interna.","abstract_html":"A tese em questão aborda a complexidade das paisagens no Semiárido Brasileiro, destacando a necessidade de estudos aprofundados sobre sua estrutura e dinâmica. 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