{"id":{"repo_id":"brazil-ufpe","oai_identifier":"oai:repositorio.ufpe.br:123456789/55084"},"canonical_url":"https://search.dev.ndltd.org/etd/brazil-ufpe/oai:repositorio.ufpe.br:123456789/55084","repository":{"repo_id":"brazil-ufpe","name":"Brazil UFPE","base_url":"https://repositorio.ufpe.br/oai/request"},"display":{"title":"Alimentação por gastrostomia em crianças disfágicas : comparação entre fórmulas comerciais exclusivas e complementadas com dieta artesanal","abstract":"Recentemente a recomendação do uso de dietas artesanais vem crescendo entre os profissionais de saúde. No entanto, é questionável se é possível oferecer uma nutrição enteral adequada, baseada em alimentos culturalmente consumidos, em um contexto de maior vulnerabilidade social. Desse modo, os objetivos desse estudo foram: a)Comparar o consumo alimentar entre crianças e adolescentes em uso de fórmula comercial exclusiva (FCE) versus fórmula comercial complementada (FCC) por gastrostomia; b) Comparar a composição proteica das diferentes dietas utilizadas. Trata-se de um estudo do tipo série de casos com grupo comparação realizado no ambulatório de Gastroenterologia Pediátrica do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco com crianças e adolescentes com danos cerebrais precoces com disfagia subdivididos em dois grupos de acordo com o tipo de dieta utilizada. A avaliação do consumo alimentar de energia, macronutrientes, cálcio, ferro e fibras foi realizada através do Recordatório alimentar de 24h. Uma amostra de dieta artesanal preparada pelo cuidador foi solicitada para análise físico-química de proteína no laboratório de análise de alimentos. Para avaliação do nível de satisfação dos cuidadores quanto ao uso dos diferentes tipos de dieta, foi utilizada a Escala Likert. Participaram da pesquisa 44 pacientes (7,8 ±2,2 anos). Destes, 21 compuseram o grupo FCC, enquanto 23, FCE. Foi observado que 44% dos indivíduos em uso de FCE apresentavam consumo insuficiente de proteínas e 83% consumo excessivo de lipídios enquanto na FCC 6% de insuficiência no consumo proteico e 69% consumiam lipídios excessivamente. Ao analisar o consumo de cálcio, ferro e fibras, verifica-se que independentemente do tipo de dieta, crianças maiores de 8 anos apresentavam percentuais de inadequação de cálcio próximo a 90% e os menores próximo de 40%. De forma similar, a inadequação de fibras chegou a 100% em todos os grupos avaliados. A mediana-IQR do teor de proteínas (g/100ml) obtido através da análise físico-química em laboratório foi semelhante a relatada pelo cuidador (3,32 - 2,70 a 3,91 vs. 3,34 - 2,72 a 5,44, p=0,68) e a que seria encontrada no mesmo volume da fórmula comercial habitualmente utilizada (3,32 - 2,70 a 3,91 vs. 3,4 - 3,1 a 3,4; p=0,71). Das 18 amostras de dieta, 33% (n=6) tiveram a proteína dentro da faixa recomendada, enquanto 50% (n=9) tinham proteína acima do recomendado. Cuidadores de pacientes em uso de dieta artesanal apresentavam-se mais satisfeitos com esse tipo de dieta quando comparados com o grupo FCE (p=0,04). Desse modo, conclui-se que a utilização de dietas artesanais de forma complementar às dietas, parece reduzir os percentuais de inadequação. O uso de FCE, não garantiu ingestão alimentar adequada de todos os nutrientes, principalmente proteína, cálcio e fibras. Além dos benefícios nutricionais, os cuidadores apresentam maior nível de satisfação com a dieta artesanal. Quando orientada por nutricionistas, a dieta artesanal pode ser elaborada com quantidades satisfatórias de proteína, mesmo em famílias em vulnerabilidade social.","abstract_html":"Recentemente a recomendação do uso de dietas artesanais vem crescendo entre os profissionais de saúde. No entanto, é questionável se é possível oferecer uma nutrição enteral adequada, baseada em alimentos culturalmente consumidos, em um contexto de maior vulnerabilidade social. Desse modo, os objetivos desse estudo foram: a)Comparar o consumo alimentar entre crianças e adolescentes em uso de fórmula comercial exclusiva (FCE) versus fórmula comercial complementada (FCC) por gastrostomia; b) Comparar a composição proteica das diferentes dietas utilizadas. Trata-se de um estudo do tipo série de casos com grupo comparação realizado no ambulatório de Gastroenterologia Pediátrica do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco com crianças e adolescentes com danos cerebrais precoces com disfagia subdivididos em dois grupos de acordo com o tipo de dieta utilizada. A avaliação do consumo alimentar de energia, macronutrientes, cálcio, ferro e fibras foi realizada através do Recordatório alimentar de 24h. Uma amostra de dieta artesanal preparada pelo cuidador foi solicitada para análise físico-química de proteína no laboratório de análise de alimentos. Para avaliação do nível de satisfação dos cuidadores quanto ao uso dos diferentes tipos de dieta, foi utilizada a Escala Likert. Participaram da pesquisa 44 pacientes (7,8 ±2,2 anos). Destes, 21 compuseram o grupo FCC, enquanto 23, FCE. Foi observado que 44% dos indivíduos em uso de FCE apresentavam consumo insuficiente de proteínas e 83% consumo excessivo de lipídios enquanto na FCC 6% de insuficiência no consumo proteico e 69% consumiam lipídios excessivamente. Ao analisar o consumo de cálcio, ferro e fibras, verifica-se que independentemente do tipo de dieta, crianças maiores de 8 anos apresentavam percentuais de inadequação de cálcio próximo a 90% e os menores próximo de 40%. De forma similar, a inadequação de fibras chegou a 100% em todos os grupos avaliados. A mediana-IQR do teor de proteínas (g/100ml) obtido através da análise físico-química em laboratório foi semelhante a relatada pelo cuidador (3,32 - 2,70 a 3,91 vs. 3,34 - 2,72 a 5,44, p=0,68) e a que seria encontrada no mesmo volume da fórmula comercial habitualmente utilizada (3,32 - 2,70 a 3,91 vs. 3,4 - 3,1 a 3,4; p=0,71). Das 18 amostras de dieta, 33% (n=6) tiveram a proteína dentro da faixa recomendada, enquanto 50% (n=9) tinham proteína acima do recomendado. Cuidadores de pacientes em uso de dieta artesanal apresentavam-se mais satisfeitos com esse tipo de dieta quando comparados com o grupo FCE (p=0,04). Desse modo, conclui-se que a utilização de dietas artesanais de forma complementar às dietas, parece reduzir os percentuais de inadequação. O uso de FCE, não garantiu ingestão alimentar adequada de todos os nutrientes, principalmente proteína, cálcio e fibras. Além dos benefícios nutricionais, os cuidadores apresentam maior nível de satisfação com a dieta artesanal. Quando orientada por nutricionistas, a dieta artesanal pode ser elaborada com quantidades satisfatórias de proteína, mesmo em famílias em vulnerabilidade social.","abstract_has_math":false,"creators":["RÊGO, Camila de Souza"],"institution":"Universidade Federal de Pernambuco","degree_name":null,"degree_level":null,"degree_discipline":null,"degree_department":null,"school":null,"contributors":[],"advisors":["ANTUNES, Margarida Maria de Castro"],"committee_chairs":[],"committee_members":[],"year":2023,"date_issued":"2023-11-23","date_published":"2023-11-23","updated_at":"2026-07-24T01:18:46Z","subjects":["Nutrição enteral","Gastrostomia","Transtornos de deglutição","Nutrição da criança","Alimentos formulados"],"languages":["por"],"rights":["openAccess","Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil"],"rights_urls":["http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/"],"identifier_entries":[]},"links":{"outbound_url":"https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/55084","outbound_label":"Repository record","outbound_source":"dc:identifier.uri"},"metadata_groups":[{"id":"people","label":"People","entries":[{"key":"dc:contributor.advisor","label":"Advisor","values":["ANTUNES, Margarida Maria de Castro"]},{"key":"dc:creator","label":"Author","values":["RÊGO, Camila de Souza"]}]},{"id":"academic_context","label":"Academic Context","entries":[{"key":"dc:date.accessioned","label":"Dc Date Accessioned","values":["2024-02-08T16:01:34Z"]},{"key":"dc:date.available","label":"Dc Date Available","values":["2024-02-08T16:01:34Z"]},{"key":"dc:date.issued","label":"Date","values":["2023-11-23"]},{"key":"dc:publisher","label":"Institution","values":["Universidade Federal de Pernambuco"]},{"key":"dc:type","label":"Dc Type","values":["masterThesis"]}]},{"id":"subjects_keywords","label":"Subjects and Keywords","entries":[{"key":"dc:subject","label":"Dc Subject","values":["Nutrição enteral","Gastrostomia","Transtornos de deglutição","Nutrição da criança","Alimentos formulados"]}]},{"id":"language_rights","label":"Language and Rights","entries":[{"key":"dc:language.iso","label":"Language (ISO)","values":["por"]},{"key":"dc:rights","label":"Dc Rights","values":["openAccess","Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil"]},{"key":"dc:rights.uri","label":"Rights URI","values":["http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/"]}]},{"id":"identifiers","label":"Identifiers","entries":[{"key":"dc:identifier.uri","label":"Identifier URI","values":["https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/55084"]}]},{"id":"additional","label":"Additional Metadata","entries":[{"key":"dc:description.abstract","label":"Abstract","values":["Recentemente a recomendação do uso de dietas artesanais vem crescendo entre os profissionais de saúde. No entanto, é questionável se é possível oferecer uma nutrição enteral adequada, baseada em alimentos culturalmente consumidos, em um contexto de maior vulnerabilidade social. Desse modo, os objetivos desse estudo foram: a)Comparar o consumo alimentar entre crianças e adolescentes em uso de fórmula comercial exclusiva (FCE) versus fórmula comercial complementada (FCC) por gastrostomia; b) Comparar a composição proteica das diferentes dietas utilizadas. Trata-se de um estudo do tipo série de casos com grupo comparação realizado no ambulatório de Gastroenterologia Pediátrica do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco com crianças e adolescentes com danos cerebrais precoces com disfagia subdivididos em dois grupos de acordo com o tipo de dieta utilizada. A avaliação do consumo alimentar de energia, macronutrientes, cálcio, ferro e fibras foi realizada através do Recordatório alimentar de 24h. Uma amostra de dieta artesanal preparada pelo cuidador foi solicitada para análise físico-química de proteína no laboratório de análise de alimentos. Para avaliação do nível de satisfação dos cuidadores quanto ao uso dos diferentes tipos de dieta, foi utilizada a Escala Likert. Participaram da pesquisa 44 pacientes (7,8 ±2,2 anos). Destes, 21 compuseram o grupo FCC, enquanto 23, FCE. Foi observado que 44% dos indivíduos em uso de FCE apresentavam consumo insuficiente de proteínas e 83% consumo excessivo de lipídios enquanto na FCC 6% de insuficiência no consumo proteico e 69% consumiam lipídios excessivamente. Ao analisar o consumo de cálcio, ferro e fibras, verifica-se que independentemente do tipo de dieta, crianças maiores de 8 anos apresentavam percentuais de inadequação de cálcio próximo a 90% e os menores próximo de 40%. De forma similar, a inadequação de fibras chegou a 100% em todos os grupos avaliados. A mediana-IQR do teor de proteínas (g/100ml) obtido através da análise físico-química em laboratório foi semelhante a relatada pelo cuidador (3,32 - 2,70 a 3,91 vs. 3,34 - 2,72 a 5,44, p=0,68) e a que seria encontrada no mesmo volume da fórmula comercial habitualmente utilizada (3,32 - 2,70 a 3,91 vs. 3,4 - 3,1 a 3,4; p=0,71). Das 18 amostras de dieta, 33% (n=6) tiveram a proteína dentro da faixa recomendada, enquanto 50% (n=9) tinham proteína acima do recomendado. Cuidadores de pacientes em uso de dieta artesanal apresentavam-se mais satisfeitos com esse tipo de dieta quando comparados com o grupo FCE (p=0,04). Desse modo, conclui-se que a utilização de dietas artesanais de forma complementar às dietas, parece reduzir os percentuais de inadequação. O uso de FCE, não garantiu ingestão alimentar adequada de todos os nutrientes, principalmente proteína, cálcio e fibras. Além dos benefícios nutricionais, os cuidadores apresentam maior nível de satisfação com a dieta artesanal. Quando orientada por nutricionistas, a dieta artesanal pode ser elaborada com quantidades satisfatórias de proteína, mesmo em famílias em vulnerabilidade social."]},{"key":"dc:title","label":"Title","values":["Alimentação por gastrostomia em crianças disfágicas : comparação entre fórmulas comerciais exclusivas e complementadas com dieta artesanal"]}]}],"canonical_facts":{"dc:contributor.advisor":["ANTUNES, Margarida Maria de Castro"],"dc:creator":["RÊGO, Camila de Souza"],"dc:date.accessioned":["2024-02-08T16:01:34Z"],"dc:date.available":["2024-02-08T16:01:34Z"],"dc:date.issued":["2023-11-23"],"dc:description.abstract":["Recentemente a recomendação do uso de dietas artesanais vem crescendo entre os profissionais de saúde. No entanto, é questionável se é possível oferecer uma nutrição enteral adequada, baseada em alimentos culturalmente consumidos, em um contexto de maior vulnerabilidade social. Desse modo, os objetivos desse estudo foram: a)Comparar o consumo alimentar entre crianças e adolescentes em uso de fórmula comercial exclusiva (FCE) versus fórmula comercial complementada (FCC) por gastrostomia; b) Comparar a composição proteica das diferentes dietas utilizadas. Trata-se de um estudo do tipo série de casos com grupo comparação realizado no ambulatório de Gastroenterologia Pediátrica do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco com crianças e adolescentes com danos cerebrais precoces com disfagia subdivididos em dois grupos de acordo com o tipo de dieta utilizada. A avaliação do consumo alimentar de energia, macronutrientes, cálcio, ferro e fibras foi realizada através do Recordatório alimentar de 24h. Uma amostra de dieta artesanal preparada pelo cuidador foi solicitada para análise físico-química de proteína no laboratório de análise de alimentos. Para avaliação do nível de satisfação dos cuidadores quanto ao uso dos diferentes tipos de dieta, foi utilizada a Escala Likert. Participaram da pesquisa 44 pacientes (7,8 ±2,2 anos). Destes, 21 compuseram o grupo FCC, enquanto 23, FCE. Foi observado que 44% dos indivíduos em uso de FCE apresentavam consumo insuficiente de proteínas e 83% consumo excessivo de lipídios enquanto na FCC 6% de insuficiência no consumo proteico e 69% consumiam lipídios excessivamente. Ao analisar o consumo de cálcio, ferro e fibras, verifica-se que independentemente do tipo de dieta, crianças maiores de 8 anos apresentavam percentuais de inadequação de cálcio próximo a 90% e os menores próximo de 40%. De forma similar, a inadequação de fibras chegou a 100% em todos os grupos avaliados. A mediana-IQR do teor de proteínas (g/100ml) obtido através da análise físico-química em laboratório foi semelhante a relatada pelo cuidador (3,32 - 2,70 a 3,91 vs. 3,34 - 2,72 a 5,44, p=0,68) e a que seria encontrada no mesmo volume da fórmula comercial habitualmente utilizada (3,32 - 2,70 a 3,91 vs. 3,4 - 3,1 a 3,4; p=0,71). Das 18 amostras de dieta, 33% (n=6) tiveram a proteína dentro da faixa recomendada, enquanto 50% (n=9) tinham proteína acima do recomendado. Cuidadores de pacientes em uso de dieta artesanal apresentavam-se mais satisfeitos com esse tipo de dieta quando comparados com o grupo FCE (p=0,04). Desse modo, conclui-se que a utilização de dietas artesanais de forma complementar às dietas, parece reduzir os percentuais de inadequação. O uso de FCE, não garantiu ingestão alimentar adequada de todos os nutrientes, principalmente proteína, cálcio e fibras. Além dos benefícios nutricionais, os cuidadores apresentam maior nível de satisfação com a dieta artesanal. Quando orientada por nutricionistas, a dieta artesanal pode ser elaborada com quantidades satisfatórias de proteína, mesmo em famílias em vulnerabilidade social."],"dc:identifier.uri":["https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/55084"],"dc:language.iso":["por"],"dc:publisher":["Universidade Federal de Pernambuco"],"dc:rights":["openAccess","Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil"],"dc:rights.uri":["http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/"],"dc:subject":["Nutrição enteral","Gastrostomia","Transtornos de deglutição","Nutrição da criança","Alimentos formulados"],"dc:title":["Alimentação por gastrostomia em crianças disfágicas : comparação entre fórmulas comerciais exclusivas e complementadas com dieta artesanal"],"dc:type":["masterThesis"]},"updated_at":"2026-07-24T01:18:46Z"}