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Inicialmente, buscamos elucidar o conceito de angústia existencial frente às problematizações refletidas na tradição da filosofia existencial, representada por Søren Kierkegaard, Martin Heidegger e Jean-Paul Sartre, uma vez que tal campo de pensamento é tido recorrentemente como referência sobre o assunto; assim, através dessa delimitação, serão expostas relações que os filósofos estabelecem entre o fenômeno e subtemas que o acompanham, como possibilidade, autenticidade e liberdade. Por conseguinte, guiados pela percepção que a literatura (assim como a filosofia, só que no campo da representação, mas não limitada a uma função ilustrativa de conceitos) também possibilita um papel de reflexão profunda e essencial sobre a angústia, refletimos sobre o fenômeno e suas relações diante de três contos publicados nas primeiras duas décadas do século XXI: Sabedoria das Águas de Daniel Munduruku, Dramaturga Hermética de Natália Polesso e Beijo na face de Conceição Evaristo. Salienta-se, destarte, que a pesquisa na análise não aponta exemplos em demasia, pois a escolha de poucos contos se deu pela garantia do que desejamos destacar: a abordagem do tema nos contos além de uma simples forma de exemplificação no campo metafórico, que a aponta também como algo inerente à existência e à condição humana. Como resultado, pretendemos versar que a literatura, e suas particularidades no campo representativo, pode auxiliar nas discussões e entendimento sobre a angústia existencial na contemporaneidade, possibilitando ao leitor, caso almeje, a abertura de caminhos para enfrentamentos e ressignificações ante ao fenômeno.","abstract_html":"A presente dissertação almeja, através de estudo comparativo e pesquisa teórica/bibliográfica, analisar contos contemporâneos de autores brasileiros e discorrer sobre as representações da angústia existencial a partir de determinadas discussões acerca da contemporaneidade. 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