{"id":{"repo_id":"brazil-ufpe","oai_identifier":"oai:repositorio.ufpe.br:123456789/52152"},"canonical_url":"https://search.dev.ndltd.org/etd/brazil-ufpe/oai:repositorio.ufpe.br:123456789/52152","repository":{"repo_id":"brazil-ufpe","name":"Brazil UFPE","base_url":"https://repositorio.ufpe.br/oai/request"},"display":{"title":"Análise dos custos da farmácia de manipulação de quimioterápicos de um hospital universitário de Recife/PE no ano de 2020","abstract":"O câncer é considerado o principal problema de saúde pública do mundo, tendo sido responsável por 19,3 milhões de novos casos e 9,96 milhões de mortes no ano de 2020. Devido à sua importância epidemiológica, essa doença vem sendo amplamente estudada, levando à descoberta de novas terapias. As novas tecnologias, no entanto, são de custo elevado, gerando grande impacto financeiro, sobretudo no setor público. O objetivo dessa pesquisa foi analisar os custos da farmácia de manipulação de quimioterápicos do Hospital Universitário Oswaldo Cruz/UPE no ano de 2020. Para a apuração dos custos globais do departamento, foi utilizado o método de custeio por absorção, com a apropriação dos custos diretos e rateio dos custos indiretos do período. Na análise individual dos procedimentos quimioterápicos realizados, foi utilizado o método de custeio variável, sendo calculados os custos variáveis mensais dos tratamentos quimioterápicos recebidos por cada paciente, adulto e em tratamento ambulatorial, os quais foram somados aos custos fixos unitários calculados para cada mês, no período de janeiro a julho de 2020. Os custos totais dos procedimentos quimioterápicos realizados foram comparados aos respectivos valores pagos pelo SUS à instituição, mediante o faturamento de Autorização de Procedimento de Alta Complexidade (APAC) para cada paciente. Foi estimado um custo primário de R$ 3.152.469,84 para a farmácia de manipulação de quimioterápicos no ano de 2020, sendo o item de custo “medicamentos” responsável por R$ 2.546.454,14 (80,8%). Os custos secundários absorvidos dos centros de custos administrativos e intermediários foram de R$ 75.380,45, correspondendo a apenas 2,34% dos custos globais do ano (R$ 3.227.850,29). De janeiro a julho/2020, foram atendidos ambulatorialmente 527 pacientes adultos, sendo 364 do sexo feminino (69%) e 163 do sexo masculino (31%), com idades variando de 20 a 85 anos (média=56 anos, DP ± 13,2, mediana=57 anos). No geral, os tumores mais prevalentes foram de mama (34,7%, n=183) e do trato gastrintestinal (17,6%, n=93). Foram realizados 1.890 procedimentos quimioterápicos no período. Desses, 86,5% (n=1.634) foram considerados superavitários, ou seja, as receitas provenientes das APAC superaram os custos apurados. Os casos de câncer de mama representaram 40% (n=653) dos procedimentos superavitários e os tumores gastrintestinais 17,1% (n=280), correspondendo a 57,1% (n=933) desse grupo. Por outro lado, 13,5% (n=256) tiveram saldo final deficitário, com destaque para os tratamentos de neoplasias do tecido conjuntivo e outros tecidos moles, que são apenas 3,8% (n=72) do total (n=1.890) e atingiram a proporção de 20,7% (n=53) dos procedimentos deficitários. Esse tipo de neoplasia correspondeu a 61,1% (n=44) dos procedimentos com déficits mais elevados – valores superiores a R$ 1.000,00.","abstract_html":"O câncer é considerado o principal problema de saúde pública do mundo, tendo sido responsável por 19,3 milhões de novos casos e 9,96 milhões de mortes no ano de 2020. Devido à sua importância epidemiológica, essa doença vem sendo amplamente estudada, levando à descoberta de novas terapias. 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Os custos totais dos procedimentos quimioterápicos realizados foram comparados aos respectivos valores pagos pelo SUS à instituição, mediante o faturamento de Autorização de Procedimento de Alta Complexidade (APAC) para cada paciente. Foi estimado um custo primário de R$ 3.152.469,84 para a farmácia de manipulação de quimioterápicos no ano de 2020, sendo o item de custo “medicamentos” responsável por R$ 2.546.454,14 (80,8%). Os custos secundários absorvidos dos centros de custos administrativos e intermediários foram de R$ 75.380,45, correspondendo a apenas 2,34% dos custos globais do ano (R$ 3.227.850,29). De janeiro a julho/2020, foram atendidos ambulatorialmente 527 pacientes adultos, sendo 364 do sexo feminino (69%) e 163 do sexo masculino (31%), com idades variando de 20 a 85 anos (média=56 anos, DP ± 13,2, mediana=57 anos). No geral, os tumores mais prevalentes foram de mama (34,7%, n=183) e do trato gastrintestinal (17,6%, n=93). Foram realizados 1.890 procedimentos quimioterápicos no período. Desses, 86,5% (n=1.634) foram considerados superavitários, ou seja, as receitas provenientes das APAC superaram os custos apurados. Os casos de câncer de mama representaram 40% (n=653) dos procedimentos superavitários e os tumores gastrintestinais 17,1% (n=280), correspondendo a 57,1% (n=933) desse grupo. Por outro lado, 13,5% (n=256) tiveram saldo final deficitário, com destaque para os tratamentos de neoplasias do tecido conjuntivo e outros tecidos moles, que são apenas 3,8% (n=72) do total (n=1.890) e atingiram a proporção de 20,7% (n=53) dos procedimentos deficitários. 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