{"id":{"repo_id":"brazil-ufpe","oai_identifier":"oai:repositorio.ufpe.br:123456789/52105"},"canonical_url":"https://search.dev.ndltd.org/etd/brazil-ufpe/oai:repositorio.ufpe.br:123456789/52105","repository":{"repo_id":"brazil-ufpe","name":"Brazil UFPE","base_url":"https://repositorio.ufpe.br/oai/request"},"display":{"title":"Modos de saber-fazer e de resistir : os desafios dos produtores familiares de queijo de coalho artesanal no Agreste Pernambucano","abstract":"Esta tese versa sobre a dinâmica socioeconômica das famílias produtoras de queijo de coalho artesanal ao terem que lidar e resistir às lógicas de modernização do campo, sobretudo reforçadas pelas regulações sanitárias. Baseadas em avaliações de qualidade e controles de riscos internacionais, essas formas de prescrições e controles externos geram uma série de dilemas e impedimentos para a produção, consumo e comercialização de queijo de coalho de leite cru no Agreste Pernambucano. Diante de tais imposições e levando em consideração o contexto da pandemia da Covid-19, a tese tem como objetivo principal compreender como as famílias produtoras desses territórios, principalmente dos espaços rurais de São Bento do Una, Capoeiras organizam o seu trabalho, sua sobrevivência e seu modo de vida. As situações vividas pelos produtores familiares para a elaboração e comercialização desses alimentos artesanais serão investigadas com base nas contribuições de teóricos que há décadas estudam o campesinato, como objeto legítimo das Ciências Sociais. Assim, optou-se por compreender as famílias que vivem na região produtora investigada para além do que se convencionou chamar de “camponeses puros” com foco em práticas e valores éticos e morais, que estão presentes em maior ou menor grau no cotidiano dos produtores de queijo, segundo uma articulação ambivalente entre a “tradição” e a “modernidade”. Como instrumentos teórico-metodológicos, a partir de uma abordagem qualitativa, privilegiou-se o uso da observação direta de estabelecimentos produtivos, feiras do queijo, entre outros; entrevistas semiestruturadas com produtores familiares, lideranças locais e agentes sanitários; e o levantamento prévio de documentos relacionados às normas sanitárias. A pesquisa de campo foi realizada de 2019 a 2022, sendo os dados obtidos por meio das observações nas unidades produtivas e de outras localidades com o uso do gravador de voz, os quais foram sistematizados no diário de campo e registros imagéticos. Posteriormente, os dados e as entrevistas em profundidade foram transcritos, o que possibilitou a categorização e análise do material obtido. Por fim, pode-se constatar que as famílias produtoras gozam de uma ética campesina e dos seus saberes-fazeres locais, que lhes garantem uma autonomia relativa para enfrentar os controles externos, sobretudo nas esferas atreladas às atividades agropecuárias, às trocas mercantis e aos cuidados multidimensionais presentes em cada unidade produtiva, como estratégia de reprodução socioeconômica. E, assim sendo, elas não assumem uma forma única e linear de atuação; essas variam conforme a dinâmica familiar, o ciclo de vida, os arranjos produtivos e os meios de resistência frente às pressões e controles externos sobre os seus territórios.","abstract_html":"Esta tese versa sobre a dinâmica socioeconômica das famílias produtoras de queijo de coalho artesanal ao terem que lidar e resistir às lógicas de modernização do campo, sobretudo reforçadas pelas regulações sanitárias. Baseadas em avaliações de qualidade e controles de riscos internacionais, essas formas de prescrições e controles externos geram uma série de dilemas e impedimentos para a produção, consumo e comercialização de queijo de coalho de leite cru no Agreste Pernambucano. Diante de tais imposições e levando em consideração o contexto da pandemia da Covid-19, a tese tem como objetivo principal compreender como as famílias produtoras desses territórios, principalmente dos espaços rurais de São Bento do Una, Capoeiras organizam o seu trabalho, sua sobrevivência e seu modo de vida. As situações vividas pelos produtores familiares para a elaboração e comercialização desses alimentos artesanais serão investigadas com base nas contribuições de teóricos que há décadas estudam o campesinato, como objeto legítimo das Ciências Sociais. Assim, optou-se por compreender as famílias que vivem na região produtora investigada para além do que se convencionou chamar de “camponeses puros” com foco em práticas e valores éticos e morais, que estão presentes em maior ou menor grau no cotidiano dos produtores de queijo, segundo uma articulação ambivalente entre a “tradição” e a “modernidade”. Como instrumentos teórico-metodológicos, a partir de uma abordagem qualitativa, privilegiou-se o uso da observação direta de estabelecimentos produtivos, feiras do queijo, entre outros; entrevistas semiestruturadas com produtores familiares, lideranças locais e agentes sanitários; e o levantamento prévio de documentos relacionados às normas sanitárias. A pesquisa de campo foi realizada de 2019 a 2022, sendo os dados obtidos por meio das observações nas unidades produtivas e de outras localidades com o uso do gravador de voz, os quais foram sistematizados no diário de campo e registros imagéticos. Posteriormente, os dados e as entrevistas em profundidade foram transcritos, o que possibilitou a categorização e análise do material obtido. Por fim, pode-se constatar que as famílias produtoras gozam de uma ética campesina e dos seus saberes-fazeres locais, que lhes garantem uma autonomia relativa para enfrentar os controles externos, sobretudo nas esferas atreladas às atividades agropecuárias, às trocas mercantis e aos cuidados multidimensionais presentes em cada unidade produtiva, como estratégia de reprodução socioeconômica. E, assim sendo, elas não assumem uma forma única e linear de atuação; essas variam conforme a dinâmica familiar, o ciclo de vida, os arranjos produtivos e os meios de resistência frente às pressões e controles externos sobre os seus territórios.","abstract_has_math":false,"creators":["MEDEIRO, Inã Cândido de"],"institution":"Universidade Federal de Pernambuco","degree_name":null,"degree_level":null,"degree_discipline":null,"degree_department":null,"school":null,"contributors":[],"advisors":["CAVALCANTI, Josefa Salete Barbosa"],"committee_chairs":[],"committee_members":[],"year":2023,"date_issued":"2023-05-16","date_published":"2023-05-16","updated_at":"2026-07-24T01:18:32Z","subjects":["Sociologia","Agreste pernambucano","Alimentos - Qualidade","Crise sanitária","Queijo de coalho - Fabricação","Queijo artesanal","Camponeses"],"languages":["por"],"rights":["openAccess"],"rights_urls":["http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/"],"identifier_entries":[]},"links":{"outbound_url":"https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/52105","outbound_label":"Repository record","outbound_source":"dc:identifier.uri"},"metadata_groups":[{"id":"people","label":"People","entries":[{"key":"dc:contributor.advisor","label":"Advisor","values":["CAVALCANTI, Josefa Salete Barbosa"]},{"key":"dc:creator","label":"Author","values":["MEDEIRO, Inã Cândido de"]}]},{"id":"academic_context","label":"Academic Context","entries":[{"key":"dc:date.accessioned","label":"Dc Date Accessioned","values":["2023-08-30T17:35:40Z"]},{"key":"dc:date.available","label":"Dc Date Available","values":["2023-08-30T17:35:40Z"]},{"key":"dc:date.issued","label":"Date","values":["2023-05-16"]},{"key":"dc:publisher","label":"Institution","values":["Universidade Federal de Pernambuco"]},{"key":"dc:type","label":"Dc Type","values":["doctoralThesis"]}]},{"id":"subjects_keywords","label":"Subjects and Keywords","entries":[{"key":"dc:subject","label":"Dc Subject","values":["Sociologia","Agreste pernambucano","Alimentos - Qualidade","Crise sanitária","Queijo de coalho - Fabricação","Queijo artesanal","Camponeses"]}]},{"id":"language_rights","label":"Language and Rights","entries":[{"key":"dc:language.iso","label":"Language (ISO)","values":["por"]},{"key":"dc:rights","label":"Dc Rights","values":["openAccess"]},{"key":"dc:rights.uri","label":"Rights URI","values":["http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/"]}]},{"id":"identifiers","label":"Identifiers","entries":[{"key":"dc:identifier.uri","label":"Identifier URI","values":["https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/52105"]}]},{"id":"additional","label":"Additional Metadata","entries":[{"key":"dc:description.abstract","label":"Abstract","values":["Esta tese versa sobre a dinâmica socioeconômica das famílias produtoras de queijo de coalho artesanal ao terem que lidar e resistir às lógicas de modernização do campo, sobretudo reforçadas pelas regulações sanitárias. Baseadas em avaliações de qualidade e controles de riscos internacionais, essas formas de prescrições e controles externos geram uma série de dilemas e impedimentos para a produção, consumo e comercialização de queijo de coalho de leite cru no Agreste Pernambucano. Diante de tais imposições e levando em consideração o contexto da pandemia da Covid-19, a tese tem como objetivo principal compreender como as famílias produtoras desses territórios, principalmente dos espaços rurais de São Bento do Una, Capoeiras organizam o seu trabalho, sua sobrevivência e seu modo de vida. As situações vividas pelos produtores familiares para a elaboração e comercialização desses alimentos artesanais serão investigadas com base nas contribuições de teóricos que há décadas estudam o campesinato, como objeto legítimo das Ciências Sociais. Assim, optou-se por compreender as famílias que vivem na região produtora investigada para além do que se convencionou chamar de “camponeses puros” com foco em práticas e valores éticos e morais, que estão presentes em maior ou menor grau no cotidiano dos produtores de queijo, segundo uma articulação ambivalente entre a “tradição” e a “modernidade”. Como instrumentos teórico-metodológicos, a partir de uma abordagem qualitativa, privilegiou-se o uso da observação direta de estabelecimentos produtivos, feiras do queijo, entre outros; entrevistas semiestruturadas com produtores familiares, lideranças locais e agentes sanitários; e o levantamento prévio de documentos relacionados às normas sanitárias. A pesquisa de campo foi realizada de 2019 a 2022, sendo os dados obtidos por meio das observações nas unidades produtivas e de outras localidades com o uso do gravador de voz, os quais foram sistematizados no diário de campo e registros imagéticos. Posteriormente, os dados e as entrevistas em profundidade foram transcritos, o que possibilitou a categorização e análise do material obtido. Por fim, pode-se constatar que as famílias produtoras gozam de uma ética campesina e dos seus saberes-fazeres locais, que lhes garantem uma autonomia relativa para enfrentar os controles externos, sobretudo nas esferas atreladas às atividades agropecuárias, às trocas mercantis e aos cuidados multidimensionais presentes em cada unidade produtiva, como estratégia de reprodução socioeconômica. E, assim sendo, elas não assumem uma forma única e linear de atuação; essas variam conforme a dinâmica familiar, o ciclo de vida, os arranjos produtivos e os meios de resistência frente às pressões e controles externos sobre os seus territórios."]},{"key":"dc:title","label":"Title","values":["Modos de saber-fazer e de resistir : os desafios dos produtores familiares de queijo de coalho artesanal no Agreste Pernambucano"]}]}],"canonical_facts":{"dc:contributor.advisor":["CAVALCANTI, Josefa Salete Barbosa"],"dc:creator":["MEDEIRO, Inã Cândido de"],"dc:date.accessioned":["2023-08-30T17:35:40Z"],"dc:date.available":["2023-08-30T17:35:40Z"],"dc:date.issued":["2023-05-16"],"dc:description.abstract":["Esta tese versa sobre a dinâmica socioeconômica das famílias produtoras de queijo de coalho artesanal ao terem que lidar e resistir às lógicas de modernização do campo, sobretudo reforçadas pelas regulações sanitárias. Baseadas em avaliações de qualidade e controles de riscos internacionais, essas formas de prescrições e controles externos geram uma série de dilemas e impedimentos para a produção, consumo e comercialização de queijo de coalho de leite cru no Agreste Pernambucano. Diante de tais imposições e levando em consideração o contexto da pandemia da Covid-19, a tese tem como objetivo principal compreender como as famílias produtoras desses territórios, principalmente dos espaços rurais de São Bento do Una, Capoeiras organizam o seu trabalho, sua sobrevivência e seu modo de vida. As situações vividas pelos produtores familiares para a elaboração e comercialização desses alimentos artesanais serão investigadas com base nas contribuições de teóricos que há décadas estudam o campesinato, como objeto legítimo das Ciências Sociais. Assim, optou-se por compreender as famílias que vivem na região produtora investigada para além do que se convencionou chamar de “camponeses puros” com foco em práticas e valores éticos e morais, que estão presentes em maior ou menor grau no cotidiano dos produtores de queijo, segundo uma articulação ambivalente entre a “tradição” e a “modernidade”. Como instrumentos teórico-metodológicos, a partir de uma abordagem qualitativa, privilegiou-se o uso da observação direta de estabelecimentos produtivos, feiras do queijo, entre outros; entrevistas semiestruturadas com produtores familiares, lideranças locais e agentes sanitários; e o levantamento prévio de documentos relacionados às normas sanitárias. A pesquisa de campo foi realizada de 2019 a 2022, sendo os dados obtidos por meio das observações nas unidades produtivas e de outras localidades com o uso do gravador de voz, os quais foram sistematizados no diário de campo e registros imagéticos. Posteriormente, os dados e as entrevistas em profundidade foram transcritos, o que possibilitou a categorização e análise do material obtido. Por fim, pode-se constatar que as famílias produtoras gozam de uma ética campesina e dos seus saberes-fazeres locais, que lhes garantem uma autonomia relativa para enfrentar os controles externos, sobretudo nas esferas atreladas às atividades agropecuárias, às trocas mercantis e aos cuidados multidimensionais presentes em cada unidade produtiva, como estratégia de reprodução socioeconômica. E, assim sendo, elas não assumem uma forma única e linear de atuação; essas variam conforme a dinâmica familiar, o ciclo de vida, os arranjos produtivos e os meios de resistência frente às pressões e controles externos sobre os seus territórios."],"dc:identifier.uri":["https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/52105"],"dc:language.iso":["por"],"dc:publisher":["Universidade Federal de Pernambuco"],"dc:rights":["openAccess"],"dc:rights.uri":["http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/"],"dc:subject":["Sociologia","Agreste pernambucano","Alimentos - Qualidade","Crise sanitária","Queijo de coalho - Fabricação","Queijo artesanal","Camponeses"],"dc:title":["Modos de saber-fazer e de resistir : os desafios dos produtores familiares de queijo de coalho artesanal no Agreste Pernambucano"],"dc:type":["doctoralThesis"]},"updated_at":"2026-07-24T01:18:32Z"}