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Universidade Federal de Pernambuco

Etiologia da candidíase esofágica e avaliação do efeito antifúngico do extrato de própolis in vitro e in vivo

Abstract

dc:description.abstract

Candidíase esofágica (CE) é uma infecção oportunista comum em hospedeiros imunossuprimidos. Devido à identificação inadequada e imprecisa, o surgimento de espécies não-C. albicans como patógenos potenciais tem sido subestimado. Assim, os objetivos deste trabalho foram isolar espécies de Candida da cavidade oral e mucosa esofágica de pacientes diagnosticados para esofagite, comparar as amostras isoladas por marcadores moleculares e avaliar in vitro e in vivo o efeito antifúngico do extrato de própolis vermelha. Um total de 1.482 pacientes com sintomas gastrointestinais foi examinado. Destes, 42 apresentaram lesões sugestivas para CE durante a endoscopia. Amostras da cavidade oral e do esôfago foram obtidas e cultivadas em Sabouraud dextrose ágar. A identificação foi realizada por métodos clássicos e moleculares. As espécies isoladas da mucosa oral e esofágica foram C. albicans, C. glabrata, C. parapsilosis, C. tropicalis, C. krusei, C. guilliermondii, C. kefyr e Trichosporon inkin. O polimorfismo inter e intraespecífico dos isolados de Candida foi avaliado pela técnica de PCR com primer derivado de regiões dos espaços intergênicos (T3B), e primers microssatélites (GTG)5 e (GACA)4. O primer (GACA)4 revelou variabilidade inter e intraespecífica e nenhuma similaridade foi observada entre os isolados orais e esofágicos, demonstrando a independência na patogênese entre a candidíase oral e CE. Testes in vitro conduzidos pelo M27-A3 (CLSI) apresentaram concentrações inibitórias mínimas entre 32-512 μg ml-1 para própolis vermelha (Rp) e 0,125-16 μg ml-1 para fluconazol (Flz), respectivamente. Para realização dos testes in vivo, camundongos foram imunossuprimidos com doses diárias de dexametasona (0,5 mg/animal) por via intraperitoneal durante 14 dias, com intervalos de três dias. A infecção foi realizada, após o período de imunossupressão, com 1x108 células viáveis de C. albicans URM6285 por swab via intra-esofágica seguida pela administração intragástrica de 0,2 mL desta suspensão. Sete dias após a infecção, os camundongos foram divididos em 6 grupos (n = 5) e tratados diariamente por via oral com Flz e Rp em diferentes concentrações. O tratamento exclusivo com Rp 150 mg/kg/dia e doses combinadas com Flz:Rd em diferentes concentrações eliminou a levedura da língua e mucosa do esôfago. Este estudo destaca a possível utilização do extrato de própolis vermelha isoladamente ou em combinação com medicamentos antifúngicos comerciais para o tratamento da CE

Degree

thesis:*
Grantor dc:publisher
Universidade Federal de Pernambuco
Year dc:date.issued
2011

Author and committee

dc:creator, dc:contributor.*
Author dc:creator
  • Patrícia Cerqueira de Macêdo, Danielle
Advisor dc:contributor.advisor
  • Pereira Neves, Rejane

Subjects

dc:subject × 5

Rights

dc:rights
Statement dc:rights
  • openAccess
  • Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil
Language dc:language.iso
por

Identifiers

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Repository record dc:identifier.uri
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/490
OAI identifier oai:identifier
oai:repositorio.ufpe.br:123456789/490

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source
Harvested from
Brazil UFPE
Base URL
repositorio.ufpe.br/oai/request
Last updated
2026-07-24
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OAI-PMH GetRecord
citation

Patrícia Cerqueira de Macêdo, Danielle. Etiologia da candidíase esofágica e avaliação do efeito antifúngico do extrato de própolis in vitro e in vivo. Universidade Federal de Pernambuco, 2011. https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/490