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Os objetivos específicos elencados foram: a) repensar a partir das epistemes de intelectuais negras o lugar de opressão e silenciamento conferido às mulheres negras nas narrativas históricas tradicionais; b) identificar estratégias de resistência das mulheres negras no Brasil ao longo da história; c) dialogar sobre as trajetórias de vida de personalidades femininas negras para propor ações de intervenção junto às/aos estudantes. Para pensar sobre a agência histórica da população afrodiaspórica em geral e das mulheres negras em particular, a metodologia escolhida foi a pesquisa bibliográfica. Por sua vez, esta incidiu majoritariamente sobre a produção de autoras e autores subalternos, em especial da teoria afrocêntrica e do feminismo negro. Assim, ela dialogou com Lélia González (2020), Beatriz Nascimento (2006), Sueli Carneiro (2011), Conceição Evaristo (2017), bell hooks (2017), Abdias do Nascimento (1978, 1980), Eduardo Oliveira (2007), Molefi K. Asante (2009), Amadou Hampâté Bâ (2010) dentre outras e outros. Dessa feita, a pesquisa elegeu como categorias teóricas a ancestralidade, a narrativa histórica das mulheres negras, a Educação Histórica emancipatória, a interseccionalidade, a afrocentricidade e a escrevivência Nessa senda, apresentou afrodiaspóricas que de modo individual ou coletivo, gestaram projetos políticos inspiradores. Por isso, são potências insurgentes que podem ocupar espaços regulares nos currículos e nas aulas de História. Como desdobramento desse estudo construiu-se a proposição didática Cineclube Literário Mulheres Atlânticas, que será desenvolvido nas aulas de História com discentes do 7o ano - anos finais - do Ensino Fundamental.","abstract_html":"Esta pesquisa tem como tema A relação entre a presença de mulheres negras na História ensinada e a autodefinição étnico-racial de meninas negras. 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