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Este trabalho buscou avaliar o impacto sociambiental das tecnologias sociais e sua utilização agrícola na perspectiva do desenvolvimento local em comunidades rurais situadas no semiárido nordestino. A pesquisa foi realizada no município de Serrinha, localizado no Estado da Bahia. A metodologia baseou-se em: identificação e caracterização das tecnologias sociais, das comunidades e das famílias, coleta e análise de dados em órgãos oficias, classificação das secas e caracterização da produtividade agrícola no período entre 1987 a 2018 e análise relações estuturais e políticas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Os resultados possibilitaram verificar que os anos de 1993 e 2012 foram considerados os mais secos da série histórica estudada com impactos diretos na produção do milho. Percebeu-se que o ano de 2017, mesmo sendo considerado também um ano seco, houve a ampliação de número de estabelecimentos agrícolas com diversidade de produtos voltados a horticultura. A implementação de tecnologias sociais destinadas à produção agrícola nas propriedades estudades possibilitaramm uma nova ressignificação do espaço, bem como fatores que fortaleceram a segurança alimentar e a redução da probreza. Vale ressaltar que dentre as ameaças citadas, o acesso à terra e o monopolio alimentar tiveram destaque. Torna-se importante que estas atividades sejam implementadas a partir de políticas públicas contínuas na perspectiva da convivência com as secas e para o alcance dos ODS.","abstract_html":"A seca enquanto fenômeno natural e suas diferentes classificações em meteorológica, hidrológica, agrícola e social pode ser analisada a partir uma percepção que envolva estratégias necessárias para mudança de paradigmas. Neste contexto, as tecnologias sociais desempenham um papel de destaque, dentre elas às relacionadas com a água da chuva destinadas à agricultura familiar e com reflexões que fomentam (re)pensar o espaço vivido. 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