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Universidade Federal de Pernambuco

Atividade antioxidante e gastroprotetora do decocto da casca do caule de Ruprechtia laxiflora Meisn. (Polygonaceae)

Abstract

dc:description.abstract

A úlcera péptica é uma doença multifatorial caracterizada por lesão na mucosa estomacal/duodenal devido à hipersecreção de HCl e pepsina, estando associada à infecção por Helicobacter pylori, ao uso indiscriminado de anti-inflamatórios não-esteroides e/ou corticosteroides, além de outrosfatores ambientais e hábitos de vida. Na prevenção e tratamento da úlcera péptica, as plantas medicinais têm sido amplamente empregadas pela medicina popular. Estudos etnobotânicos relatam duas espécies pertencentes a família Polygonaceae que são comumente conhecidas como pajeú ou pau-caixão, Ruprechtia laxiflora Meisn. e Triplaris gardneriana Wedd., as quais são utilizadas como anti-inflamatórias, analgésicas e gastroprotetoras. O presente trabalho investigou a atividade antioxidante e gastroprotetora do decocto da casca do caule de R. laxiflora em modelos experimentais agudos e crônico de úlcera péptica, bem como sua toxicidade em roedores. Na prospecção fitoquímica, foram encontrados flavonoides, taninos hidrolisáveis e proantocianidinas condensadas e leucoantocianidinas na cromatografia em camada delgada, e no UPLC-DAD-qTOF-MS/MS obteve-se 16 picos, em que apenas 3 foram identificados, sendo eles, quercetina (pico 16), taxifolina-O-pentosídeo (pico 2,3) e dihidrokaempferol (pico 10). O RLAE apresentou níveis de atividade antioxidante pelos ensaios DPPH, ATT e FRAP comparáveis àqueles descritos na literatura. No ensaio de toxicidade aguda os animais não apresentaram nenhuma alteração comportamental e fisiológica durante o período de observação. No modelo aguda de etanol foram utilizadas as doses de 10, 30, 100 mg/kg, sendo está última mostrando um potencial de inibição de 53,75%, sendo a dose escolhida para seguir com os próximos modelos de úlcera. No modelo agudo de etanol/HCl, o poder de inibição foi de 45,99%, e no modelo crônico de ácido acético seu poder de inibição foi de 67,5% mostrando um efeito cicatrizante. No modelo de barreira física a via oral e a via intreperitonial as áreas de lesão foram de 25,68±8,87 mm2 e 28,28±5,44 mm2, mostrando que há uma possibilidade de o extrato ser biodisponível por ambas as vias. No modelo de ligadura de piloro o extrato não atuou na secreção gástrica, ou seja, não atuou revertendo ph, não reduziu a concentração de conteúdos gástricos e nem a concentração de íons H+ total. Este é o primeiro trabalho que mostra gastroproteção e cicatrização do uso desta planta como medicinal.

Degree

thesis:*
Grantor dc:publisher
Universidade Federal de Pernambuco
Year dc:date.issued
2021

Author and committee

dc:creator, dc:contributor.*
Author dc:creator
  • NASCIMENTO, Pérola Paloma Silva do
Advisor dc:contributor.advisor
  • SILVA-NETO, Jacinto da Costa

Subjects

dc:subject × 3

Rights

dc:rights
Statement dc:rights
  • openAccess
Language dc:language.iso
por

Identifiers

dc:identifier.*
Repository record dc:identifier.uri
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/45979
OAI identifier oai:identifier
oai:repositorio.ufpe.br:123456789/45979

Chain of custody

source
Harvested from
Brazil UFPE
Base URL
repositorio.ufpe.br/oai/request
Last updated
2026-07-24
Source record
OAI-PMH GetRecord
citation

NASCIMENTO, Pérola Paloma Silva do. Atividade antioxidante e gastroprotetora do decocto da casca do caule de Ruprechtia laxiflora Meisn. (Polygonaceae). Universidade Federal de Pernambuco, 2021. https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/45979