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Os dois trabalhos foram criados durante o primeiro ano de estudo no PPGAV/UFPE-UFPB e seguem em circulação por eventos acadêmicos, mostras e festivais de arte. Os meandros do processo criativo, traços em comum dessas duas obras, seus desdobramentos e a maneira pela qual essas dialogam com outros trabalhos encontram-se neste estudo. Além das descrições desses processos e suas trajetórias, valho-me da experiência no campo teatral para apresentar o cruzamento de elementos da cena com qualidades da performance. Especificamente, pontuo espaço, corpo e materialidade inseridos em determinados componentes cênicos, sendo esses cenografia, iluminação, figurino, texto e ator para detalhar essa migração das artes cênicas para as artes visuais na construção das duas obras aqui estudadas. Ou seja, aqui exporei em que medida houve, nesses trabalhos, a contribuição desses elementos para as artes visuais, especificamente a performance. A ideia de recorrer a esses aspectos veio da observação de textos que sublinham a influência da performance no teatro, como o ensaio de Josette Féral Por uma poética da performatividade: O teatro performativo (2008) e o livro A encenação contemporânea, de Patrice Pavis (2013), para quem a performance é tida como “teatro das artes visuais”. Interessa-me aqui um movimento no sentido oposto e complementar, assumindo o campo da performance como protagonista nessa observação colaborativa.","abstract_html":"Esta pesquisa apresenta processos poéticos próprios ao campo da performance arte. O percurso carrega consigo passos de um fazer que transita entre linguagens distintas de uma atriz que se descobriu performer. 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