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A maioria dos estudos a respeito das perdas comerciais faz uma abordagem qualitativa sobre os fatores socioeconômicos relacionados ao furto de energia, tais como violência e renda, não se detendo o suficiente em mensurar quantitativamente o impacto dessas variáveis. Este trabalho desenvolve um modelo para analisar a influência das perdas comerciais entre empresas do Brasil e outro modelo para analisá-las entre países. O primeiro modelo encontrou uma correlação positiva do índice de perdas totais com a violência e uma correlação negativa com o nível de organização da empresa, com a renda per capita e com o percentual de clientes rurais. Por sua vez, o segundo modelo encontrou uma correlação negativa com o percentual de habitantes rurais e com a eficiência do país. Concluiu-se então que as perdas comerciais estão associadas a variáveis socioeconômicas como violência e renda per capita e que, as empresas podem combatê-las tornando-se mais eficientes. O governo é responsável também, pois o modelo apontou que, quanto mais eficiente for o país em aplicar e definir políticas, menores serão as perdas","abstract_html":"A tarifa de energia elétrica brasileira está entre as mais caras do mundo (CINTRA, 2007), e entre os principais motivos para este fato estão os impostos e os altos índices de perdas de energia. Uma justificativa é que as perdas comerciais de energia influenciam no alto valor da tarifa, sendo o furto de energia, o responsável pela maior parte dessas perdas. A maioria dos estudos a respeito das perdas comerciais faz uma abordagem qualitativa sobre os fatores socioeconômicos relacionados ao furto de energia, tais como violência e renda, não se detendo o suficiente em mensurar quantitativamente o impacto dessas variáveis. Este trabalho desenvolve um modelo para analisar a influência das perdas comerciais entre empresas do Brasil e outro modelo para analisá-las entre países. 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