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A dor percebida na fibromialgia é decorrente do processo de sensibilização central, cuja manutenção da experiência dolorosa é influenciada por aspectos biopsicossociais. A persistência da dor é frequentemente acompanhada de crenças e atitudes, como a catastrofização. Todos esses aspectos podem contribuir para o receio e evitação da atividade física. Já se sabe que pacientes com fibromialgia apresentam uma redução em sua função física, porém não se sabe ainda explicar qual a causa dessa incapacidade e descondicionamento. O estudo tem como objetivo analisar o impacto da sensibilização central, catastrofização da dor e, presença de migrânea na função física e capacidade funcional de mulheres fibromiálgicas. Trata-se de um estudo observacional transversal realizado com 100 mulheres com diagnóstico clínico de fibromialgia (média de idade de 47±8 anos). Para o rastreio da migrânea, foram utilizados os critérios da Terceira Classificação Internacional das Cefaleias. O impacto da fibromialgia na qualidade de vida foi avaliado pelo Fibromyalgia Impact Questionnaire- Revised (FIQ-R). As relações entre pensamentos catastróficos e dor crônica foram avaliadas pela Escala de Catastrofização de Dor (PCS), a presença de síndrome de sensibilização central pelo Inventário de Sensibilização Central (CSI). A função física foi avaliada pelo Short Physical Performance Battery (SPPB) e, a capacidade funcional pelo Teste de caminhada de 6 minutos (TC6M). Com o TC6M como variável dependente, a redução da capacidade funcional das pacientes pode ser explicada pela idade, impacto da fibromialgia e presença da síndrome da sensibilização central (p<0,05). Com o SPPB como variável dependente, apenas as variáveis idade e impacto da fibromialgia explicam a redução na função física destas mulheres (p<0,05). 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