{"id":{"repo_id":"brazil-ufpe","oai_identifier":"oai:repositorio.ufpe.br:123456789/39958"},"canonical_url":"https://search.dev.ndltd.org/etd/brazil-ufpe/oai:repositorio.ufpe.br:123456789/39958","repository":{"repo_id":"brazil-ufpe","name":"Brazil UFPE","base_url":"https://repositorio.ufpe.br/oai/request"},"display":{"title":"Impacto de modelo de melhoria de assistência à saúde na incidência de infecções relacionadas à assistência, mortalidade e tempo de internamento em pacientes de UTI clínico/cirúrgica","abstract":"O Ministério da Saúde brasileiro promoveu, através do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), uma colaborativa para redução das três principais Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs): Pneumonia associada à Ventilação mecânica (PAV), Infecção da Corrente Sanguínea associada ao Cateter Venoso Central (IPCS-CVC) e Infecção do Trato Urinário relacionada ao cateter (ITU-AC), em 120 UTIs adulto de jan/2018 a dez/2020. O objetivo deste estudo é descrever características, implementação e analisar resultados desse projeto em cinco UTIs, de cinco hospitais (H1 a H5) do Recife, Pernambuco, nos primeiros 18 meses do projeto. As intervenções foram realizadas através do “Modelo de Melhoria” baseado no método Breakthrough Series – BTS, do Institute for Healthcare Improvement – IHI. No projeto, hospitais filantrópicos de excelência brasileiros (HE) capacitaram e monitoraram hospitais públicos regularmente em diagnósticos, coleta de dados e desenvolvimento de ciclos de melhoria da qualidade e para prevenir IRAS. Foram monitorados mensalmente etapas de implementação, indicadores de resultados – densidades de incidência (DI) das IRAS, tempo de permanência e mortalidade nas UTIs – e indicadores de processos – taxa de utilização dos dispositivos e adesão às medidas de prevenção (bundles). Realizaram-se dois estudos, um quase experimental analisando o grupo formado pelas UTIs de Recife e outro observacional descrevendo os achados em cada um dos hospitais, de forma independente. Em comparação dos dados de 2017 (anterior à implementação do projeto) com os anos de 2018 e 2019 (durante o projeto) se observou, no grupo de Recife, que houve redução média mensal de 0,427 na DI PAV (p=0,002) com 33,8% de queda e 0,351 na DI ITU-AC (p=0,009) com 45% de diminuição final. A redução média mensal de 0,252 DI IPCS-CVC não foi significante (p=0,068). Não houve variação significativa do tempo de permanência e mortalidade. Ao avaliar os hospitais, separadamente, constatou-se que a meta de redução de IRAS, de 30% em 18 meses, foi obtida em pelo menos uma das infecções nas cinco UTIs. Os hospitais H1 e H4 atingiram a meta em duas infecções. A UTI do H5 obteve êxito nas três IRAS inclusive em metas previstas para 36 meses. H2 e H3, além do cumprimento de uma meta, reduziram 28% em uma segunda infecção. A adesão aos bundles não alcançou a maioria das metas propostas e o melhor desempenho ocorreu para prevenção de ITU com mediana de 100% de adesão ao bundle de inserção de cateter vesical de demora em três UTIs. A abordagem colaborativa resultou em redução significativa de IRAS nas UTIs pois melhorou a assistência ao paciente crítico, apesar da adesão aos bundles de prevenção ter sido parcial. A hipótese é que o êxito se relacione com a abrangente e dinâmica metodologia do projeto e equipes profissionais motivadas das diversas categorias envolvidas. Estudos como este são relevantes para a avaliação efetiva do resultado dos investimentos de recursos públicos feitos neste tipo de financiamento. Diante dos resultados, esta parceria entre hospitais públicos/HE pode ser aplicada a outras UTIs inclusive em países com menores recursos.","abstract_html":"O Ministério da Saúde brasileiro promoveu, através do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), uma colaborativa para redução das três principais Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs): Pneumonia associada à Ventilação mecânica (PAV), Infecção da Corrente Sanguínea associada ao Cateter Venoso Central (IPCS-CVC) e Infecção do Trato Urinário relacionada ao cateter (ITU-AC), em 120 UTIs adulto de jan/2018 a dez/2020. O objetivo deste estudo é descrever características, implementação e analisar resultados desse projeto em cinco UTIs, de cinco hospitais (H1 a H5) do Recife, Pernambuco, nos primeiros 18 meses do projeto. As intervenções foram realizadas através do “Modelo de Melhoria” baseado no método Breakthrough Series – BTS, do Institute for Healthcare Improvement – IHI. No projeto, hospitais filantrópicos de excelência brasileiros (HE) capacitaram e monitoraram hospitais públicos regularmente em diagnósticos, coleta de dados e desenvolvimento de ciclos de melhoria da qualidade e para prevenir IRAS. Foram monitorados mensalmente etapas de implementação, indicadores de resultados – densidades de incidência (DI) das IRAS, tempo de permanência e mortalidade nas UTIs – e indicadores de processos – taxa de utilização dos dispositivos e adesão às medidas de prevenção (bundles). Realizaram-se dois estudos, um quase experimental analisando o grupo formado pelas UTIs de Recife e outro observacional descrevendo os achados em cada um dos hospitais, de forma independente. 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Realizaram-se dois estudos, um quase experimental analisando o grupo formado pelas UTIs de Recife e outro observacional descrevendo os achados em cada um dos hospitais, de forma independente. Em comparação dos dados de 2017 (anterior à implementação do projeto) com os anos de 2018 e 2019 (durante o projeto) se observou, no grupo de Recife, que houve redução média mensal de 0,427 na DI PAV (p=0,002) com 33,8% de queda e 0,351 na DI ITU-AC (p=0,009) com 45% de diminuição final. A redução média mensal de 0,252 DI IPCS-CVC não foi significante (p=0,068). Não houve variação significativa do tempo de permanência e mortalidade. Ao avaliar os hospitais, separadamente, constatou-se que a meta de redução de IRAS, de 30% em 18 meses, foi obtida em pelo menos uma das infecções nas cinco UTIs. Os hospitais H1 e H4 atingiram a meta em duas infecções. A UTI do H5 obteve êxito nas três IRAS inclusive em metas previstas para 36 meses. H2 e H3, além do cumprimento de uma meta, reduziram 28% em uma segunda infecção. A adesão aos bundles não alcançou a maioria das metas propostas e o melhor desempenho ocorreu para prevenção de ITU com mediana de 100% de adesão ao bundle de inserção de cateter vesical de demora em três UTIs. A abordagem colaborativa resultou em redução significativa de IRAS nas UTIs pois melhorou a assistência ao paciente crítico, apesar da adesão aos bundles de prevenção ter sido parcial. A hipótese é que o êxito se relacione com a abrangente e dinâmica metodologia do projeto e equipes profissionais motivadas das diversas categorias envolvidas. Estudos como este são relevantes para a avaliação efetiva do resultado dos investimentos de recursos públicos feitos neste tipo de financiamento. 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O objetivo deste estudo é descrever características, implementação e analisar resultados desse projeto em cinco UTIs, de cinco hospitais (H1 a H5) do Recife, Pernambuco, nos primeiros 18 meses do projeto. As intervenções foram realizadas através do “Modelo de Melhoria” baseado no método Breakthrough Series – BTS, do Institute for Healthcare Improvement – IHI. No projeto, hospitais filantrópicos de excelência brasileiros (HE) capacitaram e monitoraram hospitais públicos regularmente em diagnósticos, coleta de dados e desenvolvimento de ciclos de melhoria da qualidade e para prevenir IRAS. Foram monitorados mensalmente etapas de implementação, indicadores de resultados – densidades de incidência (DI) das IRAS, tempo de permanência e mortalidade nas UTIs – e indicadores de processos – taxa de utilização dos dispositivos e adesão às medidas de prevenção (bundles). 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H2 e H3, além do cumprimento de uma meta, reduziram 28% em uma segunda infecção. A adesão aos bundles não alcançou a maioria das metas propostas e o melhor desempenho ocorreu para prevenção de ITU com mediana de 100% de adesão ao bundle de inserção de cateter vesical de demora em três UTIs. A abordagem colaborativa resultou em redução significativa de IRAS nas UTIs pois melhorou a assistência ao paciente crítico, apesar da adesão aos bundles de prevenção ter sido parcial. A hipótese é que o êxito se relacione com a abrangente e dinâmica metodologia do projeto e equipes profissionais motivadas das diversas categorias envolvidas. Estudos como este são relevantes para a avaliação efetiva do resultado dos investimentos de recursos públicos feitos neste tipo de financiamento. 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