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Entendendo como fundamental a crítica de mulheres negras a essa universalização, quando as mesmas colocam que o pertencimento racial é tão importante quanto o pertencimento de gênero na busca pelo combate às opressões, teve-se como objetivo geral: analisar, a partir da discussão sobre interseccionalidade, de que forma o cruzamento entre as categorias de raça e gênero incidem nas experiências de vida e militância de jovens negras. E como objetivos específicos: 1) Sistematizar os significados que as jovens produzem sobre feminismo negro, pensando a articulação entre as categorias de raça e de gênero; 2) Refletir a respeito da participação de jovens negras em espaços de militâncias feministas e antirracistas; 3) Analisar como tais jovens significam e articulam os processos de militância política de cada categoria em suas aproximações e/ou distanciamentos. Contou-se com a participação de quatro jovens interlocutoras, que a partir de entrevistas semiestruturadas compartilharam elementos de suas vivências e trajetórias de militância e de contato com o feminismo negro. A interseccionalidade foi usada como ferramenta epistêmico-teórico-analítica, auxiliando no modo como nos debruçamos sobre as informações levantadas e perpassando transversalmente o trabalho. Foram construídos três tópicos de análise a partir das entrevistas, sendo esses sobre a necessidade de se pautar raça no feminismo, a respeito do debate sobre intergeracionalidade no mesmo, e no que tange a discussão sobre suas atuações enquanto militantes. Por fim, foi possível dizer que as jovens entrevistadas enxergam na militância a partir do feminismo negro um espaço que pode promover mudanças frente às desigualdades sociais que historicamente vêm vitimando mulheres negras, entretanto, não sem tecer autocríticas e propor reflexões a respeito do modo como suas ações políticas vêm sendo desenvolvidas.","abstract_html":"Este trabalho nasce a partir de inquietações ligadas ao modo como o debate racial foi por certo tempo ignorado pelo feminismo tradicional sob a ideia de um sujeito mulher pautado como universal, unicamente subordinado a partir das desigualdades de gênero. 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