{"id":{"repo_id":"brazil-ufpe","oai_identifier":"oai:repositorio.ufpe.br:123456789/39058"},"canonical_url":"https://search.dev.ndltd.org/etd/brazil-ufpe/oai:repositorio.ufpe.br:123456789/39058","repository":{"repo_id":"brazil-ufpe","name":"Brazil UFPE","base_url":"https://repositorio.ufpe.br/oai/request"},"display":{"title":"Identificação de risco para a gagueira do desenvolvimento : elaboração e validação de um instrumento de rastreio","abstract":"A gagueira com início na infância está entre os mais prevalentes distúrbios do desenvolvimento. Para que ocorra o diagnóstico precoce da gagueira, os profissionais da saúde e da educação devem acompanhar o desenvolvimento infantil, incluindo o desenvolvimento da comunicação. Esse acompanhamento pode ser facilitado por meio de um instrumento de rastreio. Entretanto, os instrumentos utilizados para identificação precoce da gagueira estão mais voltados para o manejo clínico de diagnóstico que de rastreamento. Assim, torna-se importante a construção e validação psicométrica de instrumentos que possibilitem o rastreio do risco para a gagueira do desenvolvimento em crianças pré-escolares, visando a sua identificação precoce. O presente estudo teve como objetivo geral investigar evidências de validade de conteúdo e sensibilidade de um instrumento de rastreio para identificação de risco para a gagueira do desenvolvimento em crianças pré-escolares. A elaboração do instrumento foi dividida em duas etapas: A Primeira etapa – teórica, contou com a revisão da literatura, a construção dos itens que compõe o instrumento e a avaliação destes itens por um comitê de juízes, composto por 10 fonoaudiólogas atuantes na área da Fluência. A Segunda etapa – empírica, consistiu na aplicação do instrumento elaborado com 30 pais/responsáveis de crianças de 2 a 5 anos e 11 meses. Para análise dos dados obtidos na primeira etapa, foi verificado o nível de concordância entre os juízes, bem como realizada uma análise da confiabilidade dos itens. Também foi realizada uma análise qualitativa das observações realizadas pelos juízes. Para a análise da segunda etapa, utilizou-se o modelo de classificação binária Weight of Evidence (WoE) e Análise de Agrupamento na sensibilidade dos itens e definição das medidas de acurácia, respectivamente. Na parte teórica, os índices IVC-I e IVC-T evidenciaram alto índice de concordância entre os juízes. Os coeficientes de alfa de Cronbach indicaram alta consistência interna entre as respostas dos juízes em 19 dos 24 itens. A análise qualitativa demonstrou a necessidade de novos ajustes que resultaram na segunda versão do instrumento. Na parte empírica, verificou-se que a média geral da duração das entrevistas foi de 17 minutos. O modelo WoE evidenciou que os itens de maior força preditiva para o risco da gagueira foram a reação social à fala, os concomitantes físicos e a compreensão da fala da criança. A Análise de Agrupamento forneceu a estratificação dos sujeitos em três zonas de risco: “Fora de Risco”, “Em atenção” e “Em Risco”, com base nos valores mínimos e máximos de cada grupo. O instrumento proposto mostrou evidências de validade baseada no conteúdo e na confiabilidade interna que permitiram, até o momento, ajustá-lo em relação ao seu construto. Além disso, o instrumento mostrou as primeiras evidências de sensibilidade e medidas de acurácia, viabilizando, assim, a identificação do risco para a gagueira do desenvolvimento em crianças pré-escolares.","abstract_html":"A gagueira com início na infância está entre os mais prevalentes distúrbios do desenvolvimento. 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A elaboração do instrumento foi dividida em duas etapas: A Primeira etapa – teórica, contou com a revisão da literatura, a construção dos itens que compõe o instrumento e a avaliação destes itens por um comitê de juízes, composto por 10 fonoaudiólogas atuantes na área da Fluência. A Segunda etapa – empírica, consistiu na aplicação do instrumento elaborado com 30 pais/responsáveis de crianças de 2 a 5 anos e 11 meses. Para análise dos dados obtidos na primeira etapa, foi verificado o nível de concordância entre os juízes, bem como realizada uma análise da confiabilidade dos itens. Também foi realizada uma análise qualitativa das observações realizadas pelos juízes. Para a análise da segunda etapa, utilizou-se o modelo de classificação binária Weight of Evidence (WoE) e Análise de Agrupamento na sensibilidade dos itens e definição das medidas de acurácia, respectivamente. Na parte teórica, os índices IVC-I e IVC-T evidenciaram alto índice de concordância entre os juízes. 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