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Devido a isso, ele tornou-se um crítico da conjuntura intelectual de sua época, apresentando, na história da filosofia, um pensamento voltado para refletir acerca da existência, em contraposição às correntes filosóficas que pretendiam reduzir a interioridade às estruturas lógicas universais. A dimensão religiosa, como algo concernente, estritamente, à experiência singular do sujeito, é, neste sentido, paradoxal, pois se encontra fora do campo do entendimento especulativo. Através de exemplos como Abraão e Jó, Kierkegaard elenca a discussão acerca da dimensão religiosa presente, estritamente, no âmbito da interioridade e, portanto, incomensurável à razão, pois inicia-se através de um movimento paradoxal da fé. 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