{"id":{"repo_id":"brazil-ufpe","oai_identifier":"oai:repositorio.ufpe.br:123456789/3735"},"canonical_url":"https://search.dev.ndltd.org/etd/brazil-ufpe/oai:repositorio.ufpe.br:123456789/3735","repository":{"repo_id":"brazil-ufpe","name":"Brazil UFPE","base_url":"https://repositorio.ufpe.br/oai/request"},"display":{"title":"Formação discursiva da plenitude em educação: uma arqueogenealogia das novas sensibilidades ecopedagógicas","abstract":"O trabalho busca analisar a constituição de uma nova formação discursiva, nomeada aqui de formação discursiva da plenitude , que propugna por uma espécie de \"reencantamento\" do mundo, buscando na religação homem-natureza-cosmo o fundamento para a ação no presente. A emergência dessa formação discursiva, expressão e aprofundamento do momento crítico que vivemos, parece querer dar novo sentido às nossas vidas, à nossa história, à cultura e à sociedade, tudo passando por uma nova atenção sobre a natureza, de algum modo espiritualizada ou re-sacralizada, sobre princípios de felicidade assentados na simplicidade e na possibilidade de realização plena do humano. Os discursos analisados, dispostos em séries discursivas denominadas eco-sistêmica , ambientalista-institucional e teórico-educativa , portam, a nosso ver, uma ambição pedagógica fundamental: desejam nos ensinar acerca da necessidade de nos comportarmos conforme as verdades ecológicas. Todos indicam a intensificação da preocupação com a problemática ambiental, bem como aprofundam o apelo à formação de um eco-sujeito , um sujeito ecologicamente orientado, caracterizado por uma relação mais sensível, amorosa, direta e sustentável para com a natureza. Desde este arranjo discursivo, investe-se, ao nível do discurso teórico, político e institucional na idéia da promoção de uma consciência planetária como estratégia para fazer frente à crise ecológica , emergindo daí uma nova forma de dizer o sujeito, um sujeito eco-pedagogizado em vista da produção de um indivíduo eco-centrado . Assentados em um estranho neohumanismo , um neo-humanismo bio-cêntrico, que coloca, lado a lado, o homem, os seres vivos e animais de toda espécie, os discursos da plenitude engendram a injunção de um novo ethos e um novo governo do eu. Para nós, essa tal rede discursiva que se engendra advém e estende a crise do humanismo, base de toda pedagogia, daí a necessidade de pensá-la sob o ponto de vista de uma reflexão educacional","abstract_html":"O trabalho busca analisar a constituição de uma nova formação discursiva, nomeada aqui de formação discursiva da plenitude , que propugna por uma espécie de &quot;reencantamento&quot; do mundo, buscando na religação homem-natureza-cosmo o fundamento para a ação no presente. A emergência dessa formação discursiva, expressão e aprofundamento do momento crítico que vivemos, parece querer dar novo sentido às nossas vidas, à nossa história, à cultura e à sociedade, tudo passando por uma nova atenção sobre a natureza, de algum modo espiritualizada ou re-sacralizada, sobre princípios de felicidade assentados na simplicidade e na possibilidade de realização plena do humano. Os discursos analisados, dispostos em séries discursivas denominadas eco-sistêmica , ambientalista-institucional e teórico-educativa , portam, a nosso ver, uma ambição pedagógica fundamental: desejam nos ensinar acerca da necessidade de nos comportarmos conforme as verdades ecológicas. Todos indicam a intensificação da preocupação com a problemática ambiental, bem como aprofundam o apelo à formação de um eco-sujeito , um sujeito ecologicamente orientado, caracterizado por uma relação mais sensível, amorosa, direta e sustentável para com a natureza. Desde este arranjo discursivo, investe-se, ao nível do discurso teórico, político e institucional na idéia da promoção de uma consciência planetária como estratégia para fazer frente à crise ecológica , emergindo daí uma nova forma de dizer o sujeito, um sujeito eco-pedagogizado em vista da produção de um indivíduo eco-centrado . Assentados em um estranho neohumanismo , um neo-humanismo bio-cêntrico, que coloca, lado a lado, o homem, os seres vivos e animais de toda espécie, os discursos da plenitude engendram a injunção de um novo ethos e um novo governo do eu. 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