{"id":{"repo_id":"brazil-ufpe","oai_identifier":"oai:repositorio.ufpe.br:123456789/34451"},"canonical_url":"https://search.dev.ndltd.org/etd/brazil-ufpe/oai:repositorio.ufpe.br:123456789/34451","repository":{"repo_id":"brazil-ufpe","name":"Brazil UFPE","base_url":"https://repositorio.ufpe.br/oai/request"},"display":{"title":"Processos imaginativos de uma paciente com câncer sobre cuidados paliativos","abstract":"A condição da vida humana é administrar incertezas que guiam para a criação de significados e para as projeções de futuro. Tomamos a imaginação enquanto um processo fundamental nesses aspectos da vida humana, como forma específica de adaptação e pré-adaptação ao meio ambiente, por meio de um processo de auto regulação. Em articulação com a Psicologia Cultural Semiótica, que considera existir um laço constante e dinâmico entre o sujeito, individual e único, e o coletivo cultural. Que a experiência humana, enquanto realidade subjetiva culturalmente organizada e recriada é uma atividade que integra e constrói a psique humana. Este estudo se propôs a compreender como ocorrem os processos imaginativos em uma paciente com câncer sobre Cuidados Paliativos. Trata-se de um estudo de caso, de modelo idiográfico, onde foram utilizados como instrumentos para investigação, duas entrevistas semiestruturadas e a construção material através da “Caixa de Surpresas”. Os dados foram analisados a partir da dinâmica dos processos imaginativos proposta por Valsiner (2014) e Tateo (2017), considerando os elementos da dinâmica imaginativa: “Ver”, “Ver como”, Resistências, Direcionalidades e Gegenstand. Os resultados obtidos apontaram que os processos imaginativos se constituem a partir de elementos compartilhados na cultura coletiva, da cultura pessoal, das experiências e dos afetos de uma pessoa. Nas construções linguísticas, a participante imagina Cuidados Paliativos enquanto lugar reservado para pacientes morrerem, então antecipa resistências de bloqueio e suas direcionalidades diante do objeto se apresentam com perspectivas negativas. Nas construções da Caixa de Surpresas, continua a imaginar Cuidados Paliativos atrelados à terminalidade, mas com direcionalidades numa perspectiva de aceitação e elaboração sobre sua própria possibilidade de morte.","abstract_html":"A condição da vida humana é administrar incertezas que guiam para a criação de significados e para as projeções de futuro. Tomamos a imaginação enquanto um processo fundamental nesses aspectos da vida humana, como forma específica de adaptação e pré-adaptação ao meio ambiente, por meio de um processo de auto regulação. Em articulação com a Psicologia Cultural Semiótica, que considera existir um laço constante e dinâmico entre o sujeito, individual e único, e o coletivo cultural. Que a experiência humana, enquanto realidade subjetiva culturalmente organizada e recriada é uma atividade que integra e constrói a psique humana. Este estudo se propôs a compreender como ocorrem os processos imaginativos em uma paciente com câncer sobre Cuidados Paliativos. Trata-se de um estudo de caso, de modelo idiográfico, onde foram utilizados como instrumentos para investigação, duas entrevistas semiestruturadas e a construção material através da “Caixa de Surpresas”. Os dados foram analisados a partir da dinâmica dos processos imaginativos proposta por Valsiner (2014) e Tateo (2017), considerando os elementos da dinâmica imaginativa: “Ver”, “Ver como”, Resistências, Direcionalidades e Gegenstand. Os resultados obtidos apontaram que os processos imaginativos se constituem a partir de elementos compartilhados na cultura coletiva, da cultura pessoal, das experiências e dos afetos de uma pessoa. Nas construções linguísticas, a participante imagina Cuidados Paliativos enquanto lugar reservado para pacientes morrerem, então antecipa resistências de bloqueio e suas direcionalidades diante do objeto se apresentam com perspectivas negativas. Nas construções da Caixa de Surpresas, continua a imaginar Cuidados Paliativos atrelados à terminalidade, mas com direcionalidades numa perspectiva de aceitação e elaboração sobre sua própria possibilidade de morte.","abstract_has_math":false,"creators":["CARVALHO, Josene Ferreira"],"institution":"Universidade Federal de Pernambuco","degree_name":null,"degree_level":null,"degree_discipline":null,"degree_department":null,"school":null,"contributors":[],"advisors":["LIMA, Ana Karina Moutinho"],"committee_chairs":[],"committee_members":[],"year":2019,"date_issued":"2019-02-21","date_published":"2019-02-21","updated_at":"2026-07-24T01:19:01Z","subjects":["Psicologia cognitiva","Imaginação","Câncer - Pacientes","Cuidados paliativos"],"languages":["por"],"rights":["openAccess","Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil"],"rights_urls":["http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/"],"identifier_entries":[]},"links":{"outbound_url":"https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/34451","outbound_label":"Repository record","outbound_source":"dc:identifier.uri"},"metadata_groups":[{"id":"people","label":"People","entries":[{"key":"dc:contributor.advisor","label":"Advisor","values":["LIMA, Ana Karina Moutinho"]},{"key":"dc:creator","label":"Author","values":["CARVALHO, Josene Ferreira"]}]},{"id":"academic_context","label":"Academic Context","entries":[{"key":"dc:date.accessioned","label":"Dc Date Accessioned","values":["2019-10-10T19:53:05Z"]},{"key":"dc:date.available","label":"Dc Date Available","values":["2019-10-10T19:53:05Z"]},{"key":"dc:date.issued","label":"Date","values":["2019-02-21"]},{"key":"dc:publisher","label":"Institution","values":["Universidade Federal de Pernambuco"]},{"key":"dc:type","label":"Dc Type","values":["masterThesis"]}]},{"id":"subjects_keywords","label":"Subjects and Keywords","entries":[{"key":"dc:subject","label":"Dc Subject","values":["Psicologia cognitiva","Imaginação","Câncer - Pacientes","Cuidados paliativos"]}]},{"id":"language_rights","label":"Language and Rights","entries":[{"key":"dc:language.iso","label":"Language (ISO)","values":["por"]},{"key":"dc:rights","label":"Dc Rights","values":["openAccess","Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil"]},{"key":"dc:rights.uri","label":"Rights URI","values":["http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/"]}]},{"id":"identifiers","label":"Identifiers","entries":[{"key":"dc:identifier.uri","label":"Identifier URI","values":["https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/34451"]}]},{"id":"additional","label":"Additional Metadata","entries":[{"key":"dc:description","label":"Description","values":["LIMA, Ana Karina Moutinho, também é conhecido(a) em citações bibliográficas por: MOUTINHO, Karina"]},{"key":"dc:description.abstract","label":"Abstract","values":["A condição da vida humana é administrar incertezas que guiam para a criação de significados e para as projeções de futuro. Tomamos a imaginação enquanto um processo fundamental nesses aspectos da vida humana, como forma específica de adaptação e pré-adaptação ao meio ambiente, por meio de um processo de auto regulação. Em articulação com a Psicologia Cultural Semiótica, que considera existir um laço constante e dinâmico entre o sujeito, individual e único, e o coletivo cultural. Que a experiência humana, enquanto realidade subjetiva culturalmente organizada e recriada é uma atividade que integra e constrói a psique humana. Este estudo se propôs a compreender como ocorrem os processos imaginativos em uma paciente com câncer sobre Cuidados Paliativos. Trata-se de um estudo de caso, de modelo idiográfico, onde foram utilizados como instrumentos para investigação, duas entrevistas semiestruturadas e a construção material através da “Caixa de Surpresas”. Os dados foram analisados a partir da dinâmica dos processos imaginativos proposta por Valsiner (2014) e Tateo (2017), considerando os elementos da dinâmica imaginativa: “Ver”, “Ver como”, Resistências, Direcionalidades e Gegenstand. Os resultados obtidos apontaram que os processos imaginativos se constituem a partir de elementos compartilhados na cultura coletiva, da cultura pessoal, das experiências e dos afetos de uma pessoa. Nas construções linguísticas, a participante imagina Cuidados Paliativos enquanto lugar reservado para pacientes morrerem, então antecipa resistências de bloqueio e suas direcionalidades diante do objeto se apresentam com perspectivas negativas. Nas construções da Caixa de Surpresas, continua a imaginar Cuidados Paliativos atrelados à terminalidade, mas com direcionalidades numa perspectiva de aceitação e elaboração sobre sua própria possibilidade de morte."]},{"key":"dc:title","label":"Title","values":["Processos imaginativos de uma paciente com câncer sobre cuidados paliativos"]}]}],"canonical_facts":{"dc:contributor.advisor":["LIMA, Ana Karina Moutinho"],"dc:creator":["CARVALHO, Josene Ferreira"],"dc:date.accessioned":["2019-10-10T19:53:05Z"],"dc:date.available":["2019-10-10T19:53:05Z"],"dc:date.issued":["2019-02-21"],"dc:description":["LIMA, Ana Karina Moutinho, também é conhecido(a) em citações bibliográficas por: MOUTINHO, Karina"],"dc:description.abstract":["A condição da vida humana é administrar incertezas que guiam para a criação de significados e para as projeções de futuro. Tomamos a imaginação enquanto um processo fundamental nesses aspectos da vida humana, como forma específica de adaptação e pré-adaptação ao meio ambiente, por meio de um processo de auto regulação. Em articulação com a Psicologia Cultural Semiótica, que considera existir um laço constante e dinâmico entre o sujeito, individual e único, e o coletivo cultural. Que a experiência humana, enquanto realidade subjetiva culturalmente organizada e recriada é uma atividade que integra e constrói a psique humana. Este estudo se propôs a compreender como ocorrem os processos imaginativos em uma paciente com câncer sobre Cuidados Paliativos. Trata-se de um estudo de caso, de modelo idiográfico, onde foram utilizados como instrumentos para investigação, duas entrevistas semiestruturadas e a construção material através da “Caixa de Surpresas”. Os dados foram analisados a partir da dinâmica dos processos imaginativos proposta por Valsiner (2014) e Tateo (2017), considerando os elementos da dinâmica imaginativa: “Ver”, “Ver como”, Resistências, Direcionalidades e Gegenstand. Os resultados obtidos apontaram que os processos imaginativos se constituem a partir de elementos compartilhados na cultura coletiva, da cultura pessoal, das experiências e dos afetos de uma pessoa. Nas construções linguísticas, a participante imagina Cuidados Paliativos enquanto lugar reservado para pacientes morrerem, então antecipa resistências de bloqueio e suas direcionalidades diante do objeto se apresentam com perspectivas negativas. Nas construções da Caixa de Surpresas, continua a imaginar Cuidados Paliativos atrelados à terminalidade, mas com direcionalidades numa perspectiva de aceitação e elaboração sobre sua própria possibilidade de morte."],"dc:identifier.uri":["https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/34451"],"dc:language.iso":["por"],"dc:publisher":["Universidade Federal de Pernambuco"],"dc:rights":["openAccess","Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil"],"dc:rights.uri":["http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/"],"dc:subject":["Psicologia cognitiva","Imaginação","Câncer - Pacientes","Cuidados paliativos"],"dc:title":["Processos imaginativos de uma paciente com câncer sobre cuidados paliativos"],"dc:type":["masterThesis"]},"updated_at":"2026-07-24T01:19:01Z"}