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Este trabalho teve como objetivo, demonstrar a presença de infecções fúngicas em pacientes com câncer de próstata, a capacidade dos isolados clínicos em formarem biofilme e a utilização de lectinas como marcadores celulares teciduais e microbianos. Foram realizadas coletas de fragmentos prostáticos em 200 pacientes, a partir de biópsias, ressecções transuretrais e por prostatectomias radicais. Dos pacientes avaliados, dois apresentaram prostatite fúngica, e através de técnicas clássicas e moleculares os agentes etiológicos foram identificados como, Candida glabrata e Trichosporon inkin. Após testes de susceptibilidade in vitro, o isolado de C. glabrata apresentou sensibilidade a caspofungina, micafungina, anidulafungina e anfotericina B, sendo dose dependente para o fluconazol. E T. inkin apresentou resistência à caspofungina, micafungina e anidulafungina, sendo sensível ao fluconazol e à anfotericina B. As duas espécies demonstraram a capacidade de formar biofilmes maduros com 48 horas. Também foi analisado o perfil de carboidratos das paredes celulares fúngicas e teciduais, com a marcação das lectinas WGA, Con A, UEA-I e PNA e da galectina-3, observando-se diferença na presença do adenocarcinoma de próstata e principalmente quando associado à infecção fúngica. Dessa forma, concluímos que, os fatores de virulência dos fungos são fundamentais no estabelecimento e disseminação das infecções, e que o uso das técnicas de citoquímica, histoquímica e imunohistoquímica podem auxiliar no reconhecimento precoce de possíveis alterações na próstata, como o câncer, com ou sem processo fúngico infeccioso.","abstract_html":"O câncer é um problema de saúde pública importante, sendo o câncer de próstata a segunda neoplasia maligna mais frequente em homens. 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E T. inkin apresentou resistência à caspofungina, micafungina e anidulafungina, sendo sensível ao fluconazol e à anfotericina B. As duas espécies demonstraram a capacidade de formar biofilmes maduros com 48 horas. Também foi analisado o perfil de carboidratos das paredes celulares fúngicas e teciduais, com a marcação das lectinas WGA, Con A, UEA-I e PNA e da galectina-3, observando-se diferença na presença do adenocarcinoma de próstata e principalmente quando associado à infecção fúngica. 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