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Esta pesquisa, de natureza qualitativa, teve como objetivo compreender os significados construídos sobre vias de nascimento e assistência obstétrica por mulheres primíparas antes e após a experiência de parto vaginal ou cesárea. Utilizou como aporte teórico a Teoria das Representações Sociais, em particular a abordagem histórico-cultural de Jodelet, que compreende as representações sociais, como uma forma de conhecimento socialmente construído e compartilhado, que orienta práticas e contribui para a construção de uma realidade comum a um conjunto social. Participaram do estudo sete mulheres com idade entre 19 e 36 anos, atendidas no sistema público de saúde, que foram consultadas em dois momentos: o primeiro, no terceiro trimestre da gestação (entre 28 e 42 semanas), e o segundo, após o nascimento. Para a obtenção dos dados, foi utilizado questionário socioeconômico, entrevista semiestruturada (durante a gestação) e entrevista episódica (após o nascimento). A análise dos dados foi realizada a partir do método fenomenológico, para investigação psicológica. Como resultado, observaram-se elementos que constituem as representações sociais e preferência sobre via de nascimento das mulheres gestantes, entre eles: conteúdo das informações acessadas, compartilhamento das experiências de outras mulheres, acompanhamento pré-natal, apoio percebido, representações sociais sobre maternidade. A partir do relato da experiência, pelas mulheres consultadas, foi possível apreender os sentidos atribuídos ao nascimento, refletindo sobre os contrastes e semelhanças quanto às expectativas antes de sua vivência.","abstract_html":"O parto e o nascimento não são eventos exclusivamente físicos e biológicos, mas também sociais e culturais. 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