Universidade Federal de Pernambuco
As marcas da memória hegemônica e da memória vivida nas imagens da mulher negra nos didáticos do território campesino do Brasil e da Colômbia: um olhar através dos estudos pós-coloniais e do feminismo negro latino-americano
Abstract
dc:description.abstractApresentamos aqui os resultados da pesquisa de Mestrado desenvolvida na Linha de Formação de Professores e Prática Pedagógica - Centro de Educação - do Programa de Pósgraduação em Educação da Universidade Federal de Pernambuco. Traçamos como questão de pesquisa: quais as marcas da Memória Hegemônica e da Memória Vivida expressas nas imagens da Mulher Negra nos Livros Didáticos do Território Campesino do Brasil e da Colômbia? Filiamo-nos à Abordagem Teórica dos Estudos Pós-coloniais (GROSFOGUEL, 2011; MIGNOLO, 2007; QUIJANO, 2005) e ao Feminismo Negro Latino-americano (CARNEIRO, 2005a; GIACOMINI, 1988; GONZÁLEZ, 1984; RIBEIRO, 1995; WERNECK, 2010). Partimos do pressuposto de que os Livros Didáticos são textos curriculares, uma vez que este é portador de um sistema de valores que indica entre o que deve ser aceito e o que deve ser rejeitado, entre o que deve ser lembrado e o que deve ser esquecido pelas/os alunas/os no decorrer da sua formação escolar (SILVA, 2011). Diante disso, adotamos a teoria curricular pós-crítica na vertente pós-colonial de currículo, focando um currículo intercultural crítico, que busca desvelar as amarras coloniais que perfazem os currículos escolares e continuam celebrando a Memória Hegemônica. Para tanto, temos como objetivo geral desta pesquisa compreender as marcas da Memória Hegemônica e da Memória Vivida expressas nas imagens da Mulher Negra nos Livros Didáticos do Território Campesino do Brasil e da Colômbia. Adotamos como procedimentos teórico-metodológicos a pesquisa documental e a Análise de Conteúdo via Análise Temática (BARDIN, 2011; VALA, 1990) atrelada à Antropologia Visual (CAMPOS, 1996; RIBEIRO, 2004) por meio do Pré-texto, do Texto e do Signo. Os resultados indicam que as marcas da Memória Hegemônica compreendem 89% do total de Tipologias imagéticas, a Memória Vivida 8% e a Entre Memória 3%. Esta porcentagem nos remete a uma perspectiva de Memória Hegemônica que não só se reconfigura para manter as estruturas de poder, mas ela se expande progressivamente, ocupando cada vez mais espaço e firmando as Heranças Coloniais desde as Tipologias imagéticas até a construção dos Signos sobre a Memória e o Corpo Feminino Negro que continua silenciando e subalternizando os modos de ser, de pensar e de produzir conhecimento das Mulheres Negras.
Degree
thesis:*- Grantor dc:publisher
- Universidade Federal de Pernambuco
- Year dc:date.issued
- 2018
Author and committee
dc:creator, dc:contributor.*- Author dc:creator
-
- SILVA, Camila Ferreira da
- Advisor dc:contributor.advisor
-
- SILVA, Janssen Felipe da
Subjects
dc:subject × 5Rights
dc:rights- Statement dc:rights
-
- openAccess
- Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil
- Licence dc:rights.uri
- Language dc:language.iso
- por
Identifiers
dc:identifier.*- Repository record dc:identifier.uri
- https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/30982
- OAI identifier oai:identifier
- oai:repositorio.ufpe.br:123456789/30982