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Universidade Federal de Pernambuco

Dez anos de justiça restaurativa no Brasil: uma perspectiva crítica dos projetos-piloto de Porto Alegre, de São Caetano e do Núcleo Bandeirante

Abstract

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A necessidade de novas estratégias de resolução de conflitos penais conduziu ao surgimento de um novo modelo de justiça, diferenciado desde a compreensão do crime. Ao chamar a atenção para as necessidades das partes envolvidas em um conflito penal, a denominada justiça restaurativa nasceu com a pretensão de questionar os paradigmas punitivo e retributivo do sistema de justiça penal. Com forte influência da vitimologia e do abolicionismo, a proposta restaurativa procura resgatar o diálogo entre as partes interessadas, com o empoderamento de todos os que sofreram danos decorrentes do conflito para que, juntos, possam construir um plano de ação com vista à reparação. Dentro dessa perspectiva, o presente estudo pretende contribuir para a compreensão da temática da justiça restaurativa, em especial, para a compreensão de projetos de justiça restaurativa desenvolvidos no Brasil. Considerando a fluidez conceitual da justiça restaurativa, foram apresentados seus antecedentes e diferentes modelos de concepção da temática. Da apresentação teórica à justiça restaurativa em ação, foram analisados quatro métodos de encontros restaurativos coincidentes com aqueles utilizados nos projetos-piloto nacionais. Aliás, dentre os vários projetos brasileiros que se autodenominam de “justiça restaurativa”, este trabalho analisou a implantação e atuação dos projetos-piloto de justiça restaurativa de Porto Alegre/RS, do Núcleo Bandeirante/DF e de São Caetano do Sul/SP, institucionalizados desde 2005, com o apoio do Ministério da Justiça e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD. Buscou-se, por meio da análise bibliográfica e documental, de entrevistas de elite e de visitas a esses projetos, identificar a concepção de justiça restaurativa adotada; os objetivos dos programas; como estão estruturados os processos restaurativos, de forma a identificar-se os métodos de justiça restaurativa utilizados, o papel do facilitador, a participação das partes e da comunidade, a estrutura física e os recursos humanos de que dispõem e, finalmente, se e como é feita a avaliação dos programas. Espera-se, com a sistematização dos dados coletados, contribuir para a compreensão desses projetos à luz das teorias de justiça restaurativa reconhecidas internacionalmente, a fim de identificar a relação das práticas restaurativas com o sistema de justiça penal e possibilitar uma ideia aproximada do movimento restaurativo nacional.

Degree

thesis:*
Grantor dc:publisher
Universidade Federal de Pernambuco
Year dc:date.issued
2016

Author and committee

dc:creator, dc:contributor.*
Author dc:creator
  • LEÃO, Maria Augusta Costa Bacelar Carneiro
Advisor dc:contributor.advisor
  • SILVA, Artur Stamford da

Subjects

dc:subject × 10

Rights

dc:rights
Statement dc:rights
  • openAccess
  • Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil
Language dc:language.iso
por

Identifiers

dc:identifier.*
Repository record dc:identifier.uri
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/29763
OAI identifier oai:identifier
oai:repositorio.ufpe.br:123456789/29763

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Harvested from
Brazil UFPE
Base URL
repositorio.ufpe.br/oai/request
Last updated
2026-07-24
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OAI-PMH GetRecord
citation

LEÃO, Maria Augusta Costa Bacelar Carneiro. Dez anos de justiça restaurativa no Brasil: uma perspectiva crítica dos projetos-piloto de Porto Alegre, de São Caetano e do Núcleo Bandeirante. Universidade Federal de Pernambuco, 2016. https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/29763